Jornal dos Desportos

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Hamilton e Rossi trocam mquinas

23 de Dezembro, 2019

Valentino Rossi conduz Mercedes F1

Fotografia: Dr

Na abertura das férias colectivas, o hexacampeão de Fórmula 1, Lewis Hamilton, e o heptacampeão de MotoGP, Valentino Rossi, protagonizaram um realité de encher os olhos. As duas estrelas mundiais do desporto motorizados trocaram as suas máquinas e aceleraram durante um dia no circuito Ricardo Torno em Valência. A bordo da Yamaha, Lewis Hamilton acelerou fundo e evidenciou performances que podem levá-lo um dia a desafiar o pentacampeão Marc Márquez. Noutro momento, o Doutor teve a oportunidade de conduzir a Mercedes de Lewis Hamilton. O heptacampeão da categoria rainha de motociclismo já não pode mostrar a mesma performance com que ficou conhecido no mundo. A idade avançada reduziu-lhe a capacidade de \"suicida\" nas manobras.

RECONHECIMENTO
Britânico é “herói inigualável”

Lewis Hamilton entra no último ano do contrato com a Mercedes, acredita-se que o hexacampeão mundial vai assinar o seu último acordo no ano de 2021. Até lá, o britânico tem a oportunidade de se tornar no piloto de maior sucesso na história da F1 quer em título quer em vitórias. Estabelece-se como o activo mais rentável do desporto com um perfil global que supera os concorrentes.
Lewis Hamilton é um "herói inigualável" que a Fórmula 1 deverá substituir por uma geração de "novos heróis". As palavras são de Chase Carey, o chefe da Liberty Media, empresa detentora dos direitos da Fórmula 1.
No coro ao colega, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Jean Todt, afirmou que a chegada de novos talentos como Max Verstappen, Charles Leclerc, Lando Norris, George Russel e Pierre Gasly faz bem à categoria.
Quanto ao preenchimento da lacuna na F1 após a aposentação de Hamilton,  Chase Carey e Jean Todt elogiaram as conquistas do hexacampeão e realçaram a qualidade dos jovens que chegam ao desporto.
"Espero que Lewis Hamilton pilote para sempre", disse Carey.
"Hamilton é um campeão incrível. O seu sucesso fala por ele e pelo nosso desporto, construído sobre heróis. É um herói inigualável na F1. Novamente, esperamos que corra para sempre. Provavelmente não vá, mas tem alguns desafios pela frente e gostaríamos de vê-lo a enfrentar os obstáculos", disse Todt.
O presidente da FIA apontou que "é fantástico ter alguém com personalidade e o talento de Lewis, mas é parte da história do automobilismo". "A cada década, há alguns talentos especiais. Antes de Hamilton, tínhamos o Michael Schumacher", disse.
Recordou que no passado existiram talentos incríveis como Juan Manuel Fangio, Jim Clark e Jackie Stewart.
"Um dia, Lewis vai aposentar-se e vai haver um Lewis da nova geração. Novos talentos vão ser confirmados", disse.
Lewis Hamilton alcançou a marca de 83 vitórias na F1 com o triunfo no GP do México. A cada etapa do campeonato, o que parecia impossível ganha corpo: a quebra do recorde de Michael Schumacher. Faltam nove vitórias para Hamilton passar o alemão.

AUTÓDROMOS
Público
aumenta
em 2019

A organização da F1 divulgou que houve uma participação total de 4,164 milhões de pessoas, com base nos números fornecidos pelos promotores das corridas, o que representa um aumento de 1,75 por cento em relação à época anterior.
Ambos os anos apresentaram 21 corridas, embora os números de 2019 tenham sido afectados pelo cancelamento das actividades de sábado no Japão devido a um super-tufão.
O GP da Grã-Bretanha alcançou 351 mil pessoas nos três dias, à frente do México (345.694) e da Austrália (324.100). Oito outras corridas registaram mais de 200 mil pessoas, incluindo Singapura, Estados Unidos da América, Bélgica e Hungria. O Interlagos teve um total de 158.213 pessoas, número recorde desde 2001.          
Os maiores aumentos em relação a 2018 foram alcançados pelo Canadá (+14,69 por cento), China (+10,34), Austrália (+9,86), Áustria (+9,73), Hungria (+9,52) e Itália (+9,29). A participação no domingo aumentou quatro por cento no total em 2018, para 1,771 milhões de pessoas.
Os maiores públicos foram na Grã-Bretanha (141 mil), México (138.435), EUA (128 mil), Singapura (115.240), Bélgica (109.064) e Austrália (102 mil). O maior aumento ano a ano foram os 30 por cento registados pela China, que sediou a 1000ª corrida do mundial.
O comparecimento ao Paddock Club no ano foi de 80.118, um aumento de 7,15 por cento em 2018 (embora os números não incluam Austrália, Singapura e Brasil).
"Nossa missão é desencadear o maior espectáculo de corrida do planeta e proporcionar aos nossos fãs uma experiência que eles nunca esquecerão", disse o chefe comercial da F1, Sean Bratches.
"Portanto, estamos muito satisfeitos ao ver que, com base em pesquisas realizadas, os participantes de eventos desfrutam da sua experiência durante um fim de semana de corrida e estamos determinados a garantir que continuem a sentir-se assim", disse.