Jornal dos Desportos

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Hamilton em busca da vitória

15 de Maio, 2016

Vencedor das quatro primeiras etapas espera que as coisas mudem na corrida de hoje

Fotografia: AFP

"Estou muito feliz com minha volta. O Nico estava a fazer um final de semana muito forte, então foi importante. Melhorei  pouco a pouco e tenho de agradecer aos engenheiros e o pessoal da fábrica por termos melhorado o carro, que não estava tão bom na sexta-feira. Tomara que tudo se acerte, porque o trabalho não pára. Estou na melhor posição para começar e o objectivo é vencer."

Ao piloto  Rosberg que foi o vencedor das quatro primeiras etapas, resta-lhe reconhecer a derrota, e esperar que as coisas mudem na corrida de hoje.

"Queria ser primeiro, mas Lewis foi mais rápido hoje (ontem). Há oportunidades para vencer amanhã (hoje), como à partida e a corrida não deve ser simples do ponto de vista estratégico", destacou o líder do campeonato.

Não é à toa que a partida é uma das apostas de Rosberg, uma vez que Lewis Hamilton não se destaca neste ano por inícios fortes. Para o GP de Espanha, contudo, o britânico mostra-se animado.

"Na China, eu tive a melhor partida e a última foi mais ou menos. Acho que qualquer problema que tivemos nas duas primeiras corridas já foram rectificados, ainda que seja normal para todos que tenhamos partidas piores e melhores, ao longo do ano. Porém, os meus testes de partida foram bons durante este final de semana, então estou animado para a corrida."

RENAULT
SACODE A CRISE

Cyril Abiteboul entende que o pior já ficou no passado. Depois de ver a Renault desenvolver um motor melhor nesta temporada, o dirigente francês disse que já ofereceu uma proposta de acordo de renovação do fornecimento para a Red Bull, para o ano que vem. Abiteboul deixou claro que regressa à parceria também com a Toro Rosso.

Depois da tempestade, vem a calmaria. O ditado aplica-se a várias situações da vida e do quotidiano em si, também faz todo o sentido na relação entre Red Bull e Renault. Depois de uma crise sem precedentes na parceria que resultou em nada menos que oito títulos mundiais entre 2010 e 2013, a montadora francesa entregou motores que apresentaram deficit de potência e confiabilidade no ano passado, fez  que os taurinos esperneassem e tentassem sem sucesso, um acordo com outra fornecedora entre Honda, Mercedes e Ferrari.

 Em 2016, a Red Bull continua com a Renault, mas sem exibir a marca e o logo diamante, rebaptizada a unidade de potência construída em Viry-Châtillon como TAG Heuer, a sua nova patrocinadora. Porém, se depender da cúpula da Renault, a relação que já está a melhorar, deve ser ainda mais forte em 2017, já que há uma proposta confirmada de renovação do acordo para fornecimento de motores para a próxima temporada da F1.

 “Acho que dá para dizer que a Red Bull já tem uma proposta. Francamente, se me perguntassem sobre isso há um ano, não poderia dar uma resposta com total segurança. Não estamos na mesma situação, ainda que também seja difícil apostar num resultado concreto nas negociações comerciais dentro de um negócio como é a F1”, disse Cyril Abiteboul, director desportivo da Renault em entrevista ao site norte-americano ‘Motorsport.com’.


Desempenho
Vettel está esperançado na melhoria

A Mercedes de Nico Rosberg  terminou as voltas na sexta-feira de treinos livres para o GP de Espanha na frente, mas quem chamou a atenção, foi a Ferrari: A equipa fez a dobradinha na primeira sessão e Kimi Raikkonen  colocou-se em segundo lugar, na parte da tarde, a menos de três décimos do líder.

Curiosamente, o melhor tempo do finlandês esteve em evidência com pneus macios usados, ao contrário das marcas obtidas por Rosberg, Lewis Hamilton, terceiro, e Nico Rosberg, quarto.

"Na parte da tarde, foi mais complicado porque não foi tão bom quanto de manhã, mas acho que ainda podemos trabalhar no carro e melhorar para a classificação. Acho que somos bons nisso. Não acho que foi um dia perfeito para nós, então devemos estar bem", disse Vettel em entrevista após o treino.

O tempo do alemão da Ferrari na parte da manhã, inclusive, foi 29 milésimos mais lento que a melhor marca de Rosberg, ainda que as condições de pista tenham melhorado no período da tarde.


Resignado

Felipe Nasr
responsabiliza
crise financeira 


A Sauber  enfrenta uma grave crise financeira nesta temporada, com carros de pouco rendimento e resultados inexpressivos. Para Felipe Nasr, a situação da equipa impede que a equipa traga actualizações para o carro, impede melhorias na actuação nas pistas.

A problemática situação financeira que a Sauber está a enfrentar não parece estar nem perto do fim. E, para Felipe Nasr, enquanto a equipa não superar a crise, ele dificilmente acredita que o carro traga qualquer actualização.

 Desde a pré-temporada, a equipa não apresenta qualquer novidade para o C35, apenas neste final de semana que vai correr com a versão actualizada do motor Ferrari.

No entanto, enquanto o problema financeiro ainda rondar a Sauber, ele não acredita que veja qualquer outra alteração. “São tempos difíceis, essa é a nossa realidade no momento”, explicou.

"É o que é e tenho a certeza que a equipa está a trabalhar duro para reverter a situação. Temos actualizações planeadas para o carro, mas para realizar precisamos de recursos financeiros”, lamentou.

 Nasr continua a afirmar que a equipa pretende trazer mudanças para o C35 entre os GP do Canadá e GP da Inglaterra, mas ainda não tem a certeza dos detalhes.

“Temos planos para trazer algumas alterações entre as sétima e décima etapas, mas não sei certamente o que pretendem”, encerrou.

Nasr já tinha mostrado a sua insatisfação pela actual posição da equipa no início do final de semana em Espanha, ao dizer que não tem nenhuma actualização para a prova.

 Quem também apresenta uma postura pouco optimista é o companheiro do brasileiro, Marcus Ericsson. O piloto disse que espera que o novo motor traga alguma melhoria à equipa, mas que não espera qualquer coisa diferente, tão cedo.


Desapontado
Massa culpa estratégia da Williams


Felipe Massa parte na 18ª posição, depois de uma mal sucedida estratégia da Williams no treino oficial de ontem, em Espanha. O brasileiro foi duas vezes às boxes no término do Q1, primeira etapa da sessão que valia a classificação final. Segundo o piloto brasileiro, a equipa errou nos cálculos para registar bom tempo.

"Isso foi falta de 'timing'. A pista estava com tráfico e eu não tive tempo suficiente para voltar", disse Massa, ao site oficial da Fórmula 1.

O plano da Williams era levar Massa para o começo do Q1, recolher o carro no meio da actividade e entrar no fim para obter o tempo melhor. No entanto, a Williams libertou Massa  para voltar à pista quando restava apenas 1min30s para o término.

A classificação para o GP de Espanha não foi boa para outro brasileiro. Felipe Nasr já esperava ser eliminado logo na primeira parte da classificação com a Sauber e vai partir em 20º lugar.

Longe dos líderes, Massa sai na pior posição de classificação desde o GP da Rússia de 2014. Ao sair do carro, Massa revelou que a Williams demorou muito tempo para libertá-lo para a pista, pois esperava que a primeira tentativa fosse suficiente para que ele passasse para o Q2.

Massa não fez uma boa volta rápida na primeira tentativa e não teve tempo para  uma tentativa final, entretanto viu os outros a melhorarem. Seu companheiro, Valtteri Bottas, que teve um desempenho melhor por todo o final de semana, fez o sétimo melhor tempo na primeira parte da classificação, conseguiu mostrar o potencial da Williams.