Jornal dos Desportos

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Hamilton escolhe Senna na pista

03 de Fevereiro, 2017

Mediático, o britânico de 32 anos chama a atenção pelo talento nas pistas

Fotografia: AFP

O tricampeão mundial, Lewis Hamilton, é hoje a maior referência da F1. Mediático, o britânico de 32 anos chama a atenção pelo talento nas pistas, estilo peculiar e uma admiração que beira à devoção por Ayrton Senna. Lewis jamais escondeu o apreço que tem pelo brasileiro, o seu maior ídolo no desporto. Não é à toa. Se tivesse oportunidade, Hamilton escolheria Ayrton como o seu companheiro de equipa. Entretanto, o piloto da Mercedes disse que tal situação seria bem difícil de lidar.

Em entrevista ao site oficial da F1, publicada na última quarta-feira, Lewis Hamilton foi perguntado sobre qual seria a única escolha do piloto sobre os mais variados temas. A respeito do companheiro de equipa, Lewis não hesitou.

“Escolheria Ayrton Senna. Talvez não nos daríamos bem (risos). Geralmente, não me dou bem com companheiros de equipa, mas escolheria Ayrton; foi o melhor”, comentou.

Hamilton travou grandes rivalidades com companheiros de equipa. Há dez anos, quando fez a sua estreia na F1, encontrou no bicampeão Fernando Alonso, então nos tempos de McLaren, talvez o seu maior rival na categoria. Entre 2014 e 2016, o seu grande adversário foi Nico Rosberg, colega na Mercedes. A rivalidade encerrou-se com a aposentação do alemão, decretada apenas cinco dias após a conquista do título mundial no ano passado.

Ainda sobre Senna, Hamilton disse que se pudesse assistir apenas a uma corrida na vida, não teria dúvidas: “Donington, 1993, Ayrton na chuva”, fazendo referência à exuberante performance do brasileiro no GP da Europa daquele ano.

Na entrevista, Hamilton falou não apenas sobre automobilismo. Na verdade, o que menos o britânico falou foi sobre o universo das corridas. Perguntado se pudesse escolher apenas uma pista para correr, Lewis citou o Circuito da Guia, em Macau: “É incrível. É Mónaco vezes dois”, disse o piloto, que venceu no Principado no ano passado.

Sobre qual época escolheria para correr na F1, Lewis Hamilton não pensou duas vezes e mostrou o desejo de ter sido contemporâneo de Ayrton Senna e Alain Prost.

“O fim dos anos 1980”. Mas se tivesse a oportunidade de manter na memória apenas um momento na carreira como piloto, Lewis escolheu a época 2015, quando se sagrou tricampeão.

Na mesma linha, se pudesse escolher apenas um lugar para passar as férias, este seria Bora Bora, na Polinésia Francesa, embora Hamilton avise que ainda não visitou a ilha paradisíaca. Mostrou preferência pelo game ‘Call of Duty’ e disse que, se pudesse escolher apenas uma cor para usar, seria a branca.

Curiosamente, quando questionado sobre qual desporto optaria para jogar, a resposta de Hamilton foi até surpreendente.

“Você sabe que descobri recentemente que o xadrez é um desporto. Amo xadrez. Mas isso realmente é um desporto? Se for, escolheria o xadrez. E, claro, snowboard, dependendo da época”, disse.

Lewis respondeu que escolheria Los Angeles, na Califórnia, Estados Unidos, como a cidade para morar e falou também sobre um pouco de cultura.
Disse que, se pudesse escolher apenas uma música para ouvir a vida toda, esta seria ‘Superstition’, de Stevie Wonder, outro grande ídolo do piloto, assim como Michael Jackson, o artista que escolheria para ouvir a vida toda. E sobre qual livro escolheria, a resposta também foi uma surpresa: “O Alquimista, de Paulo Coelho. Leio-o com bastante frequência”.

O Halo caiu no gosto da FIA. Apesar de não afirmar com todas as letras que o dispositivo vai ser introduzido na F1, já parece claro que a Federação aprovou a solução. O problema é que os pilotos vêem as coisas de outra forma: de acordo com a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, uma pesquisa feita pela FIA descobriu que a maioria dos pilotos rejeita o Halo.

A Federação pediu o feedback de todos os 22 pilotos da F1 e recebeu 16 respostas. Destas, sete rejeitaram o Halo, cinco aprovavam e quatro eram indiferentes. Apesar da margem pequena, o resultado da pesquisa deixa a FIA alertada e pensa noutras formas de proteger o cockpit da F1.

O Halo ainda não está completamente descartado, mas aparenta ter poucas oportunidades de ser aplicado, muito por conta da pressão de algumas equipas, que também não parecem felizes com o dispositivo.

Ninguém sabe ao certo qual seria o ‘plano B’ da FIA. O Aeroscreen, que também já foi testado em carros de F1, enfrenta tanta resistência das equipas quanto o Halo. A cabeça de um boneco de crash test ficou danificada durante um teste com o Aeroscreen, de acordo com a ‘Auto Motor und Sport’.

Além disso, existe o medo de que a peça traga vantagem aerodinâmica para a Red Bull, responsável pelo desenvolvimento. Assim, a FIA trabalha com a possibilidade de desenvolver outra forma de tela para aperfeiçoar o Aeroscreen, com formato diferente, a mesma postura da Indy, que também gostou da proposta da Red Bull.