Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Hamilton exalta com terceiro lugar

29 de Agosto, 2016

Lewis Hamilton foi penalizado e partiu na última posição mas ainda assim conseguiu terminar a prova na terceira posição

Fotografia: AFP

O britânico Lewis Hamilton fez muito mais do que esperava no Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula 1.Ao largar na última fila por uma punição, o piloto torcia para chegar na oitava colocação. E comemorou muito, após ter encerrado a prova em terceiro e ainda como líder do Mundial da categoria.A terceira posição em Spa-Francorchamps fez Lewis Hamilton somar 15 pontos, dez a menos do que o alemão Nico Rosberg, seu companheiro na equipe Mercedes e vencedor da prova.

O britânico segue na liderança do Mundial, com 232 pontos, nove a mais do que o rival. A próxima etapa do calendário da Fórmula 1 é o Grande Prêmio da Itália, no dia 4 de Setembro, em Monza.“Estive bem. Poderia ter forçado muito mais no começo, ter adotado a linha de dentro e ser atingido no meio da bagunça. Hoje (ontem) tentei levar o carro para casa, primeiramente. Previmos que eu ficaria em oitavo, então é um grande bônus ter três motores novos e só dez pontos perdidos”, disse.

Hamilton largou no fim da grelha de partida por causa de uma punição por exceder o limite de unidades de potência da temporada. Como as penalidades não podem ser levadas de uma prova para a outra, instalou no fim de semana três motores diferentes noseu carro, que agora podem ser utilizados sem penas, para não se ver em situação semelhante em outras provas.

O britânico perderia 60 posições por todas as trocas, mas o "grid" da Fórmula 1 só tem 22 carros. Hamilton ainda pôde comemorar o início agitado de prova, que o atirou para a quinta posição na sexta volta. Ele ganhou mais dois postos ao longo da prova, garantindo um lugar no pódio e a manutenção da liderança do Mundial.


RELATÓRIO MCLAREN
Rússia anuncia
processo aos autores


A Rússia anunciou sábado que vai processar os autores do Relatório McLaren, divulgado a 18 de Julho pela Agência Mundial Antidopagem (AMA), que revelou a existência de um esquema de doping patrocinado por Moscovo.A divulgação do documento levou à exclusão de 118 dos 389 atletas que inicialmente integravam a equipa nacional da Rússia para os Jogos Olímpicos do Rio2016. “Estudámos o relatório e concluímos que é falso e que a fundamentação jurídica não resiste a nenhuma crítica. Recorreremos para os tribunais civis e os seus autores serão processados pela via penal”, disse o ministro dos Desportos russo, Vitali Mutkó.

O responsável russo acrescentou que Moscovo irá também processar a empresa que fabrica os recipientes em que foram armazenadas as amostras recolhidas aos atletas russos que, de acordo com o Relatório McLaren, estariam marcadas, demonstrando a sua manipulação.Vitali Mutkó reiterou a acusação de Moscovo de que o caso tem motivações políticas e que “a política e as instituições se intrometem no desporto”.“Vimo-lo no futebol”, acrescentou o ministro, numa referência ao escândalo de corrupção que levou ao afastamento de Joseph Blatter da presidência da FIFA.