Jornal dos Desportos

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Hamilton faz exigncias inesperadas Mercedes

01 de Fevereiro, 2020

Fotografia: DR

O hexacampeão mundial de Fórmula 1 Lewis Hamilton está em fase de deitar contas à vida. Quer correr mais cinco anos e espera fazê-lo com um contrato do outro mundo, mas a Mercedes não estará pelos ajustes.
Numa altura em que a Fórmula 1 está mais atenta aos carros para 2020 do que aos pilotos, Lewis Hamilton fez-se notícia. Segundo o “Corriere dello Sport”, a renovação do hexacampeão com a Mercedes estaria bem encaminhada, mas levou uma volta nos últimos dias. Exigências inesperadas do inglês - salários e duração do contrato - poderão pôr em causa um novo vínculo.
Segundo a mesma fonte, Hamilton, de 35 anos, provavelmente a negociar um dos últimos contratos - poderá ser o último se lhe derem o que pretende - terá exigido ganhar 55 milhões de euros por ano (em vez dos 42 milhões que aufere atualmente) e quatro anos de contrato (até 2024).
A equipa Mercedes terá sido apanhada de surpresa, pelo menos no tocante à duração do compromisso, pois tinha para lhe propor um contrato por dois anos. Mas Hamilton vai mais longe: se no final de 2024, então com 39 anos, decidir terminar a carreira, quer ser embaixador da Mercedes a partir de 2025.
As exigências do britânico têm várias leituras possíveis. A mais óbvia tem a ver com a afirmação de Toto Wolf, director desportivo da equipa e dono de 30 por cento do capital, na semana passada - “Lewis continua a ser a nossa prioridade” - e Hamilton está a querer tirar partido disso.
Outro cenário, tem a ver com um alinhamento de pilotos. Leclerc surge como a aposta de futuro da Ferrari e Max Verstapen, que seria o escolhido da Mercedes se Hamilton fosse para a Ferrari, o que nesta altura se afigura pouco provável, já assinou pela Red Bull. Assim, a exigência do campeão do mundo por um contrato de quatro anos não só lhe permitiria garantir-se em termos de futuro como aproveitar o facto de a Mercedes não ter nesta altura qualquer nome capaz de o substituir.
Piloto e equipa têm o ano inteiro de 2020 para se acertarem, mas talvez seja conveniente não perderem muito tempo, pois Ola Kallenius, novo presidente da Daimler Benz, detentora de 60% do capital da Mercedes-Benz Grande Prix, já fez saber que pretende cortar mil milhões de euros nos orçamentos das próximas épocas.