Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hamilton foi o mais rápido

19 de Abril, 2014

Lewis Hamilton foi ontem o piloto mais rápido no segundo treino livre para o Grande Prémio da China que corre amanhã

Fotografia: Reuters

Lewis Hamilton (Mercedes) dominou o segundo treino livre para o Grande Prémio da China, realizado esta sexta-feira, e superou assim  Fernando Alonso (Ferrari), que foi o mais rápido da primeira sessão.

Embora tenha reclamado do seu carro, Hamilton terminou no topo da tabela de tempos ao fazer 1min38s315. Alonso, por sua vez, acabou na segunda posição com 1min38s456.  Nico Rosberg (Mercedes) completou o grupo dos três primeiros ao registar 1min38s726.

  Daniel Ricciardo (Red Bull), com mais uma performance consistente, ficou na quarta posição, enquanto  Sebastian Vettel (Red Bull), tetracampeão mundial,  superado pelo novo companheiro de equipa,  ficou apenas no quinto lugar.

Por outro lado, a liderança do segundo treino livre para o Grande Prémio da China, realizado esta sexta-feira, não foi suficiente para satisfazer  Lewis Hamilton (Mercedes). Além de reclamar do carro, ele previu uma disputa acirrada na corrida deste domingo.

"Não estamos muito felizes com o acerto do carro nesse momento, pelo que precisamos de trabalhar nisso. O circuito está especialmente difícil em termos de pneus, tal como em todos os anos. Por isso, precisamos de estar preparados", declarou o campeão mundial de 2008.

Hamilton liderou o segundo treino com o tempo de 1min38s315. "Foi bastante difícil hoje, porque perdemos parte da sessão da manhã. Fiquei contente por ter, pelo menos, completado algumas voltas no período da tarde", afirmou Hamilton.

Vencedor do Grande Prémio do Bahrein, última prova do calendário, marcada por intensas disputas de posição,  Lewis Hamilton aposta em novos embates na China. Cauteloso, ele imagina que a Mercedes não tenha o mesmo domínio na prova de Xangai.

"Algumas outras equipas parecem ter evoluído em termos de ritmo, o que é óptimo, na medida que significa que teremos disputa. Há muito trabalho a fazer e o pessoal já está a cuidar disso. Confio na possibilidade de contar com algumas melhorias amanhã (sábado)", afirmou.

 Tempos do 2º treino livre para o GP da China
1. Lewis Hamilton (ING/Mercedes): 1min38s315
2. Fernando Alonso (ESP/Ferrari): 1min38s456
3. Nico Rosberg (ALE/Mercedes): 1min38s726
4. Daniel Ricciardo (AUS/Red Bull): 1min38s811
5. Sebastian Vettel (ALE/Red Bull): 1min39s015
6. Felipe Massa (BRA/Williams): 1min39s118
7. Kimi Raikkonen (FIN/Ferrari): 1min39s283
8. Jenson Button (ING/McLaren): 1min39s491
9. Romain Grosjean (FRA/Lotus): 1min39s537
10. Daniil Kvyat (RUS/Toro Rosso): 1min39s648
11. Nico Hulkenberg (ALE/Force India): 1min39s736
12. Kevin Magnussen (DIN/McLaren): 1min39s744
13. Jean-Éric Vergne (FRA/Toro Rosso): 1min39s759
14. Valtteri Bottas (FIN/Williams): 1min39s830
15. Sergio Pérez (MEX/Force India): 1min40s124
16. Esteban Gutiérrez (MEX/Sauber): 1min40s359
17. Adrian Sutil (ALE/Sauber): 1min40s395
18. Pastor Maldonado (VEN/Lotus): 1min40s455
19. Jules Bianchi (FRA/Marussia): 1min42s327
20. Max Chilton (ING/Marussia): 1min43s473
21. Kamui Kobayashi (JAP/Caterham): 1min43s530
22. Marcus Ericsson (SUE/Caterham): 1min43s679


Pilotos descartam greve na China

O piloto alemão Nico Hulkenberg (Force India) garantiu quinta-feira que os pilotos do Mundial de Fórmula 1 não planeiam fazer uma greve, embora admita haver atrasos no pagamento de salários nas equipas mais pequenas.

De acordo com a revista alemã “Sport Bild”, a associação de pilotos de Fórmula 1 assinou um documento de compromisso que prevê avançar para uma greve caso os salários em atraso não fiquem rapidamente saldados.

Em Xangai, onde se disputa amanhã o Grande Prémio da China, quarta prova do Mundial deste ano, Hulkerberg reconheceu problemas nos pagamentos aos pilotos das equipas mais pequenas e  admitiu  que “a situação não é positiva para a modalidade”.

Questionado directamente se estava em discussão entre os pilotos uma greve já no Grande Prémio da China, Hulkernberg foi peremptório: “não é verdade”. “Continuamos a discutir o problema sobre os salários em atraso. É uma situação que não é boa para a Fórmula 1, a modalidade rainha do desporto automóvel. Nunca discutimos uma greve, mas queremos que o problema seja resolvido de vez”, esclareceu o piloto germânico.

Hulkernberg, terceiro classificado do Mundial de pilotos, atrás do compatriota Nico Rosberg e do inglês Lewis Hamilton, ambos da Mercedes, apelou a “ união” entre os pilotos para que “se encontre uma solução em conjunto”.

No ano passado, o finlandês Kimi Raikkonen, campeão mundial em 2007, abandonou a Lotus e assinou pela Ferrari depois de acusar a equipa inglesa de não lhe pagar os salários em atraso. Nico Hulkenberg, actualmente na Force India, sofreu um problema semelhante na Sauber. O problema de  salários também afectou o francês Romain Grosjean, que afirmou já estar quite  com a Lotus. Já Jules Bianchi, piloto da pequena Marussia, ressaltou que outros companheiros de profissão têm encontrado problemas para receber os seus pagamentos.

“Estou a ser pago, mas há pessoas a batalhar com isso e queremos fazer o máximo possível para resolver o problema. Algumas equipas têm enfrentado problemas financeiros, mas isso não devia  acontecer. Estamos a falar de pilotos, mas também de funcionários da fábrica. Não é só por nós, queremos que sejam  justo para todos”, disse Bianchi à revista britânica “Autosport”.


Mundial
Maldonado critica sistema de punição


O novo sistema adoptado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para punir os pilotos que causam acidentes durante os Grandes Prémios de Fórmula 1 não agradou o venezuelano Pastor Maldonado. O piloto da Lotus, conhecido por  envolver-se  constantemente em acidentes, disse que isso pode resultar no fim da disputa por posições nas provas.

“As regras são as mesmas para todos, então temos de evitar os acidentes. Mas  não podemos  ao mesmo tempo correr e  ficar na pista só à espera de  problemas. Há dez anos todos  estavamos  a lutar por posições e se discutia porque não havia punições. Agora precisamos de  nos adaptar”, queixou-se o venezuelano.

Este ano a FIA instaurou um sistema de acumulação de punições aos pilotos, que somam pontos na carteira de acordo com suas atitudes. Quando um dos competidores chega a 12, fica suspenso por uma prova.

Maldonado é o piloto que sofreu a punição mais grave da FIA nas três corridas já disputadas no ano. Por embater  no mexicano Esteban Gutiérrez  que acabou por capotar, no GP do Bahrein, foi punido com cinco posições na grilha de largada da corrida de Xangai e  com a perda de três pontos na sua carteira do ano. “Foi um toque leve. Em  minha opinião foi um contacto  normal de corrida, mas como o nariz do carro é baixo mal toque o carro virou  , justificou.