Jornal dos Desportos

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Hamilton lidera no primeiro treino

26 de Novembro, 2016

Pilotos da Mercedes decidem em Yas Island o título da temporada

Fotografia: AFP

Começou a preparação dos pilotos para a corrida que fecha a temporada de 2016, na Fórmula 1, o Grande Prémio de Abu Dhabi. Ontem, após à realização do primeiro, de uma série de treinos até que seja definida a grelha oficial, Lewis Hamilton foi o mais rápido na pista com margem uma pequena sobre o concorrente Nico Rosberg, que chegou em segundo.

Os dois pilotos da Mercedes decidem no circuito de Yas Island, quem leva o título da temporada. De momento, o alemão lidera com 12 pontos de diferença,  depende apenas do seu próprio desempenho, para confirmar a conquista. O britânico, segundo na classificação geral, precisa da vitória e que o seu colega de equipa termine na quarta posição.

A fazer uso de pneus macios, Hamilton cravou 1min42s869 para ganhar a ponta na primeira actividade desta sexta-feira, que ainda vai ter mais pilotos na pista na parte da tarde. Rosberg seguiu atrás, com tempo de 1min43s243.

O terceiro mais rápido foi Max Verstappen. O jovem holandês da Red Bull obteve 1min43s297 após correr 26 voltas, e ficou à frente do companheiro Daniel Ricciardo. Sebastian Vettel, da Ferrari, fechou as cinco primeiras posições.

Na preparação inicial para a última corrida de Fórmula 1 da sua carreira, além de ser a de número 250 no total, Felipe Massa contabilizou tempo de 1min45s039 com sua Williams e ficou em nono. Felipe Nasr, com a Sauber, foi o 13º mais rápido, com tempo de 1min45s778.

FERNANDO HADDAD
RECEBE HOMENAGEM

A Organização do Grande Prémio do Brasil de Fórmula 1 homenageou o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, em reconhecimento às obras de modernização no Autódromo de Interlagos, para a realização da prova.

Haddad recebeu uma bandeira quadriculada com autógrafos dos três primeiros colocados na corrida do último dia 13, – Lewis Hamilton, Nico Rosberg e Max Verstappen – da directora- executiva do GP Brasil, Cláudia Ito.

A homenagem acontece em meio das incertezas , sobre a continuidade de Interlagos no calendário da Fórmula 1, em 2017. Com a crise económica brasileira reflectida nos cofres da cidade, o prefeito eleito João Doria deixou claro, que não vai investir em dinheiro público para concretizar as reformas no Autódromo, pedidas pelo chefe da F1, Bernie Ecclestone.

“Tem de se discutir com o governo federal e estadual, se há interesse ou não. Agora, é preciso lembrar que esse custo não é da cidade. Os custos da cidade têm a ver com os investimentos necessários para transformar Interlagos  num parque multiusos, que também se fosse para fazer esse investimento todo só pela F1, não valia a pena. Foram mais de R$ 100 milhões aqui. O objectivo é até 2020 transformar em parque público multiusos, e que contemple todo o tipo de eventos no pavilhão”, disse Haddad em conversa com os jornalistas durante o GP do Brasil.

ALTERAÇÕES
F1 propõe medidas


Bernie Ecclestone  encontrou-se com dirigentes das 11 equipas da F1, para tomar uma decisão importante. Em deliberação, ficou acordado que a categoria tinha a largada parada, após cada período de safety -car, segundo a revista ‘Auto Motor und Sport’.

A FIA segue a mexer os seus cordelinhos para melhorar o espectáculo da F1. Meses depois de livrar as mudanças na aerodinâmica dos carros, com um visual mais agressivo, a entidade optou por trazer outro novo elemento: de acordo com a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, a categoria observar largadas paradas após cada período de safety -car. Trata-se de uma ideia que foi considerada para 2015, mas acabou arquivada.

De acordo com a publicação, a decisão foi tomada ontem, em Abu Dhabi. O chefe Bernie Ecclestone convocou o director de provas Charlie Whiting e representantes das 11 equipas da grelha, para debaterem as formas de deixar a F1 mais atraente. Ecclestone chegou a sugerir duas corridas de 40 minutos, separadas por 20 minutos, mas a proposta acabou rejeitada.

A proposta das largadas paradas, passou pelo primeiro teste, foi aprovada por equipas e dirigentes, mas ainda precisa de ser formalmente votada para fazer parte da F1. Tanto o Grupo de Estratégia da F1, como o Conselho Mundial da FIA , vão ser informados da proposta nos próximos dias.
 As largadas viraram um factor muito importante na temporada 2016 da F1. Os novos procedimentos de partida, deixaram os primeiros metros da corrida muito mais decisivos.

ALEMANHA
fica fora da prova em 2017


A Alemanha não receberá Grande Prémio de Fórmula 1 na próxima temporada, confirmou o diretor do circuito de Hockenheim, Georg Seiler, a uma semana da confirmação do calendário de 2017. Seiler explicou à agência de notícias alemã SID, filial da AFP, que as negociações com o chefão da F1, Bernie Ecclestone, resultaram na exclusão do GP da Alemanha do calendário.

Com esta modificação, haverá 'apenas' vinte corridas em 2017, ao invés de 21 nesta temporada, a mais longa desde a criação do campeonato mundial da modalidade, em 1950. O contrato actual prevê apenas a realização de um Grande Prémio em Hockenheim a cada dois anos, por isso a F1 só voltará à Alemanha em 2018.

Os problemas começaram com a desistência do outro circuito alemão, o Nürburgring, que vinha alternando com Hockenheim e foi comprado por um novo proprietário.  Os dirigentes de Hockenheim tentaram preencher a lacuna para 2017, sem sucesso. "Os riscos económicos são grandes demais e nenhuma proposta foi capaz de eliminá-los. É uma pena, mas não é uma surpresa, já que não tínhamos contrato para esta temporada", lamentou Seiler em entrevista à revista alemã AutoBild.

Desta forma, a Hungria terá a sua corrida no dia 30 de Julho, data prevista anteriormente para a Alemanha, com Cingapura e Malásia invertendo suas datas em relação à primeira versão apresentada às escuderias. A F1 não é mais um sucesso de público na Alemanha, apesar do domínio da escuderia local Mercedes desde 2014 e de Nico Rosberg ter grandes chances de se sagrar campeão mundial amanhã, em Abu Dhabi.

Na segunda-feira, o ministro do turismo da Malásia informou que o país não vai receber mais o Grande Prémio depois de 2018, por causa de uma queda importante nas receitas.