Jornal dos Desportos

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Hamilton pret ende esquecer corrida trg ica de Mnaco

06 de Junho, 2015

Fotografia: AFP

Líder do Mundial 2015 de Fórmula 1, o piloto Lewis Hamilton não vê a hora de tripular a sua Mercedes na pista do Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, no Canadá, no domingo. O inglês, quer esquecer a corrida trágica no GP de Mónaco, onde perdeu a liderança no final da prova depois de um erro de estratégia de sua equipa, em que terminou na terceira colocação, atrás do seu companheiro Nico Rosberg e de Sebastian Vettel, da Ferrari.

“Montreal é dos meus finais de semana preferidos e o melhor lugar para esquecer Mónaco”, afirmou o bicampeão do mundo. “Acredito, que tudo o que eu tinha de dizer sobre Mónaco, já disse. Obviamente, foi uma grande decepção para mim e também para a equipa, mas vamos aprender com isso e olhar adiante”, projectou o britânico.

Em solo canadense, Lewis Hamilton, disputou sete corridas. Nas ocasiões em que terminou a prova, o inglês nunca deixou de figurar no pódio, venceu em três oportunidades. “A corrida do Canadá é fantástica e a cidade (Montreal) é muito divertida, mesmo que nem sempre tive a melhor sorte lá, mas nunca terminei fora do pódio. Tenho muitas boas lembranças de lá e da minha primeira vitória (2007)”, assegurou Hamilton.

Por sua vez, Nico Rosberg comemora a boa fase depois de duas vitórias consecutivas - em Espanha e em Mónaco -, mas chama a atenção para as dificuldades que o GP do Canadá pode apresentar. No ano passado, Hamilton não completou a corrida, enquanto o alemão terminou em segundo, atrás do australiano Daniel Ricciardo, da Red Bull.

“Esse final de semana (Mónaco) mostrou, que preciso elevar o meu nível ainda mais, para a batalha deste ano. Tenho a motivação de duas vitórias seguidas, mas há um grande caminho a percorrer nesta temporada. O próximo passo é o Canadá, que foi uma corrida difícil para nós,  no ano passado, mas muito emocionante também. Espero que possamos evitar as armadilhas, que nos tiraram a vitória no ano passado e que seja uma outra grande batalha, para os adeptos desfrutarem”, analisou Rosberg.

Após seis corridas, Lewis Hamilton lidera o campeonato com 126 pontos, apenas dez a mais que Nico Rosberg. Sebastian Vettel aparece em terceiro lugar, com 98 unidades. O GP do Canadá está marcado para domingo.


HAAS ESTREIA EM 2016
Dono de nova equipa
nega estar preocupado


A equipa Haas vai fazer a estreia no Mundial de Fórmula 1, no ano que vem, não está preocupada com as dificuldades que possa ter pela frente. Gene Haas, fundador do conjunto norte-americano, também administra a sua esquadra na Nascar, porém não vê problemas em disputar duas competições ao mesmo tempo.

A Haas tem nove meses para adequar-se à Fórmula 1, tempo em que também vai ter de cuidar dos negócios da sua equipa na Nascar. No entanto, Gene avisa que não vai ser vítima de um possível acúmulo de funções.

“Tenho outras pessoas para cuidar do funcionamento da equipa na Nascar. Eu tenho um parceiro, Tony Stewart (três vezes campeão da categoria norte-americana), e ele  ajuda-me  muito bem com outros profissionais para fazer todo o trabalho”, disse Haas à revista inglesa Autosport.

“O meu trabalho principal é a construção de máquinas, que vai ser o meu principal objectivo no próximo ano e ainda vou estar a fazer a Nascar, juntamente com a F1”, explicou o fundador da equipa americana.

“Mas eu não acho, realmente, que a F1 vai ser um fardo. Para mim, o maior fardo vai ser fazer todas as viagens”, contou, antes de brincar com a situação. “Eu não sei. Não tenho a menor ideia de como vou fazer todo esse trabalho”, completou.

A Haas acertou uma parceria com a Ferrari, que vai fornecer os chassis e  carroceria para os bólidos da equipa norte-americana. No entanto, as regras permitem que as outras peças sejam compradas de outros fabricantes.



POLÉMICA

Bernie Ecclestone defende fim do Grupo de Estratégia


Sempre polémico o chefe da Fórmula 1, Bernie Ecclestone, voltou a atacar a democracia na categoria. Em entrevista à revista Autosport, o britânico de 84 anos afirmou, que o Grupo de Estratégia deve ser extinto e que as principais decisões deviam ser tomadas em conjunto com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), presidida pelo francês Jean Todt.

De acordo com o detentor dos direitos comerciais da F1, o Grupo de Estratégia, criado em 2013 para dar mais voz às equipas, é lento e trabalha pouco para a evolução da categoria.

Por isso, Ecclestone quer uma centralização de poder, assim como ocorria quando ele e Max Mosley, ex-presidente da FIA, tomavam as principais decisões.

“Deveríamos parar de perder tempo pedindo opiniões”, disparou Ecclestone. “O problema é que estamos a executar algo que é democrático demais e Jean (Todt) não concorda com as coisas. Eu disse a ele noutro dia: ‘se você vier com algo sensato, sobre o que for, vou te apoiar’. ‘A mesma coisa se nós chegarmos para você com algo sensato, você deveria apoiar-nos”, completou.

“Deveríamos dizer entre nós ‘estas são as regras do campeonato’, se você quer estar nele, óptimo, senão, nós entendemos”, continuou o britânico.

Questionado se apoia o fim do Grupo de Estratégia, Ecclestone não pensou duas vezes para responder: “Sim, com certeza. É muito complicado para os construtores entrarem em consenso. Se você fosse a Mercedes, não gostaria que nada mudasse”, disse.

“No mês passado, o Grupo de Estratégia não decidiu nada em reunião. Nem mesmo a data da próxima reunião. Nós poderíamos ter votado em alguma coisa, mas nada”, reclamou o chefe da Fórmula 1.

Bernie Ecclestone não está sozinho na luta. O mandatário tem o apoio de equipas como Red Bull e Toro Rosso, além da fornecedora de pneus, a italiana Pirelli.


A PENSAR  NO CAMPEONATO
Vettel ignora críticas


Tetracampeão mundial , Sebastian Vettel, não quis criar polémica e foi gentil na sua resposta às críticas de Bernie Ecclestone. O chefe da Fórmula 1 disse, que o alemão não se tem  esforçado o suficiente para promover a categoria, ao passo que elogiou Lewis Hamilton, a quem chamou “herói no Reino Unido” e “super promotor do desporto”.

O piloto da Ferrari, por sua vez, respondeu que não ficou incomodado com as declarações do detentor dos direitos comerciais da F1, porque está focado com o seu desempenho e o da sua equipa no campeonato.

Nico Rosberg, arqui-rival e companheiro de Hamilton na Mercedes, também foi alvo de Bernie. O britânico de 84 anos de idade afirmou, que o alemão é ruim para os negócios e não faz o suficiente para impulsionar o seu perfil individual.

“Ele é velho o suficiente para falar o que quiser. Eu ainda me dou muito bem com ele”, disse Vettel sobre Ecclestone à revista inglesa Autosport. “Ele tem algumas opiniões sobre certas coisas, mas eu não estou chateado”, completou.

Questionado se podia fazer algo mais pela principal categoria do automobilismo mundial, Vettel foi claro: “Eu estou a cuidar de mim e tentando fazer o melhor trabalho para mim e para a equipa. Essa é a maior prioridade. Estou aqui para isso”, explicou o alemão, terceiro colocado do Mundial 2015, com 98 pontos e dono de uma vitória, no GP da Malásia.

Após uma campanha fraca com a Red Bull em 2014 – subiu ao pódio apenas quatro vezes -, Vettel voltou a figurar entre os melhores da F1 com sua nova equipa, a italiana Ferrari.

“Até agora, tem sido melhor do que eu esperava. Nós tivemos um bom começo, vários pódios e uma vitória na Malásia, que foi um sonho realizado. Temos mais motivos para continuar a sonhar. Temos bons profissionais na rectaguarda, temos o conhecimento, mas precisamos de um pouco mais de tempo”, analisou Sebastian, ainda confiante em alcançar a Mercedes na luta pelo título.

“É difícil dizer, mas se continuarmos assim, fico confiante que em algum momento vamos alcançar a Mercedes”, acrescentou.


Ferrari aposta tudo

Numa pista rápida, onde a potência pode fazer a diferença, a Ferrari aposta forte para o GP Canadá deste fim de semana. De acordo com  a imprensa internacional, a equipa vai trocar os motores, pela terceira vez nesta época e as alterações que as novas unidades trazem podem fazer a diferença entre ganhar ou não a corrida. Consta que as melhorias técnicas, combinadas com a nova gasolina da Shell, “ameaçam” trazer um ganho de 20 a 30 cv aos monolugares da marca italiana. O que num circuito como o Gilles Villeneuve só pode deixar Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen com um sorriso nos lábios...