Jornal dos Desportos

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Hamilton prevê mundial equilibrado

17 de Junho, 2016

Lewis Hamilton reduziu para nove pontos a diferença do líder do mundial o alemão Nico Rosberg

Fotografia: AFP

Bastaram duas vitórias seguidas para Lewis Hamilton ver uma desvantagem de 43 pontos na tabela do campeonato cair para apenas nove. Mas o piloto da Mercedes nem pensa em comemorar.

Para o piloto, tanto a grande quantidade de pontos que perdeu em relação ao líder Nico Rosberg nas primeiras provas, como o que ganhou com as duas provas ruins do companheiro no Mónaco e no Canadá só provam que as coisas podem mudar rapidamente ao longo da temporada.

"O facto de ter chegado a ficar 43 pontos atrás há duas corridas e agora estar bem mais perto só mostra que as coisas podem mudar de lado muito rapidamente. A única coisa que isso me mostra é que qualquer coisa pode acontecer", afirmou em conferência de imprensa após a corrida o britânico, que sofreu uma série de problemas técnicos nas quatro primeiras provas.

"Não acredito que agora as coisas estejam mais sob controlo porque, se recordarmos o que aconteceu nas corridas em que eu perdi pontos, nunca foi por culpa da minha pilotagem. Então, não sinto que isso mude alguma coisa. Vou continuar a pilotar da maneira que tenho feito até a última corrida. Há outros factores que podem atrapalhar e, se estes outros factores não me atrapalharem, vou ficar muito feliz."

Com esta mentalidade, Hamilton garante que mesmo durante as corridas mais difíceis, não se deixou se abalar.

"Senti que estava a pilotar bem em todos os finais de semana, e por isso não pensei em momento algum  que eram erros da minha parte. Sabia que, se o carro aguentasse, eu iria conquistar o resultado. E agora penso a mesma coisa: nada mudou meu pensamento."

NOVO CIRCUITO DE BAKU
NÃO EMPOLGA PILOTOS

Uma pista de rua à beirade muralhas medievais com trechos mais estreitos que o Mónaco e rectas tão longas que prometem colocar a média de velocidade entre as mais altas do campeonato. Mesmo sendo um desafio diferente, o novo circuito de Baku, no Azerbaijão, que estreia neste fim-de-semana, não parece animar muito os pilotos.

Com a experiência de testar o traçado no simulador, Lewis Hamilton questionou a escolha do traçado, que passa pelos principais pontos turísticos da capital do país asiático.

"Não tenho muito o que dizer, é só mais uma pista. Tem uma pista bem longa. O Mónaco é um circuito de rua… Não sei por que eles fazem circuitos assim. É muito largo em alguns trechos. Mas espero que seja divertido lá."

Sebastian Vettel é outro que não aparentou estar muito animado com a novidade no calendário. "Testei no simulador. Tive dificuldade de me encontrar na pista. Mas é injusto julgar antes de chegar lá. Achei que tem umas partes interessantes e outras mais simples. Pelo menos,  deve estar mais quente do que aqui", disse o alemão no último fim-de-semana, em Montreal, onde as temperaturas não passaram dos 15ºC durante o GP. Para o Azerbaijão, a previsão é de que os termómetros fiquem próximos dos 30ºC.

A falta de informações sobre o novo destino é um problema comum para os pilotos. Tanto Nico Rosberg como Felipe Massa salientaram que, embora tenham experimentado o novo circuito, não confiam muito no que viram, uma vez que não há tantos detalhes sobre as condições da pista.


Revelação
Red Bull renova contrato com Ricciardo


De acordo com o jornal espanhol Sport, a Red Bull irá renovar o seu contrato com Daniel Ricciardo até o fim de 2018. Desta forma, a Ferrari ficará com menos opções para formar a sua dupla de pilotos a partir de 2017.

Na equipa italiana, Kimi Raikkonen é cotado para deixar a equipa ao fim de 2016. Por enquanto, a imprensa europeia coloca dois nomes como candidatos ao posto de companheiro de Sebastian Vettel: Daniel Ricciardo e Valtteri Bottas.

A possível renovação de contrato de Ricciardo, cujo compromisso com a Red Bull termina no fim de 2016, renderia a ele um salário de 10 milhões de euros, por temporada. Além disso, definiria parte dos rumores da "silly season" da Fórmula 1 no segundo semestre.

Bottas seria o favorito para correr na Ferrari, deixando um lugar na Williams. Felipe Massa também é cotado para deixar a equipa britânica para correr pela Renault; neste caso, Jenson Button assumiria um dos lugares na equipa de Grove.

Já na Red Bull, o espanhol Carlos Sainz perderia a possibilidade de ser promovido e deixar a Toro Rosso. "Estou aqui para quando a Red Bull precisar de mim na equipa principal. Estou totalmente preparado. Sempre disse que estar pronto não era um problema", disse Sainz, segundo o jornal, antes do GP de Mónaco.