Jornal dos Desportos

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Hamilton revoltado com a Mercedes

14 de Maio, 2015

Hamilton revelou desagradado com o pedido da Mercedes para

Fotografia: AFP

Lewis Hamilton não gostou de ouvir a Mercedes pedir-lhe, para “consolidar o segundo lugar” na parte final do GP Espanha, ganho no domingo pelo seu colega de equipa, Nico Rosberg.

O campeão do Mundo em título, diz mesmo, não ter acatado a ordem. “Não é agradável para um piloto ouvir aquilo. Estou aqui para correr e não para acabar em segundo. Naturalmente ignorei e vou certificar-me que não voltam a dizer-me algo do género”, afiançou o piloto que lidera o Mundial à TV britânica Sky.

No entanto, diz entender os motivos da equipa. “Comigo a pressioná-lo podia colocar os dois carros em risco”, frisou o britânico, que hoje e amanhã não vai estar com Nico Rosberg nos treinos em Barcelona.

Hamilton, apesar de terminar em segundo lugar, não gostou do desempenho, especialmente no início, quando chegou a ser ultrapassado por Vettel, da Ferrari. “Tive uma largada ruim, minha roda girou muito em falso,  tive de lutar  para me manter em terceiro. Aí ficou complicado correr atrás de um carro neste circuito, pois é muito difícil fazer ultrapassagens. No final, mudamos a estratégia para três paradas para tentar algo diferente. Fico feliz de ter recuperado a segunda posição, mas não deu para chegar ao Nico, que criou muita vantagem”, disse Hamilton.

O primeiro e segundo lugares da Mercedes, domingo, fez com que a equipa chegasse a uma marca histórica. A escuderia alcançou 14 dobradinhas, igualou a marca obtida por Ayrton Senna e Alain Prost quando foram companheiros de McLaren nas temporadas 1988 e 1989.

Alonso preferiu a McLaren
Fernando Alonso admitiu, que teve conversas com várias equipas após ter tomado a decisão de deixar a Ferrari, no final da época passada, que a McLaren Honda mereceu a sua preferência em relação às restantes formações.

“No ano passado falei com muitas equipas, inclusive com a Mercedes e  preferi a McLaren. Quando tinha sete ou oito anos comecei a conduzir um kart da McLaren Honda, porque via o Senna e o Prost ganhar com esse carro. Isso deu-me inspiração. Creio que é a maneira ideal de encerrar uma etapa da minha vida”, confessou em entrevista ao jornal As.

O piloto espanhol confessa-se tranquilo, apesar dos resultados negativos esta temporada. “Seria injusto estar triste. Sou piloto de Fórmula 1, tenho dois títulos mundiais e sou o piloto com mais pontos na história do Mundial. Para além disso, tenho a melhor família do Mundo ao meu lado. Se ficasse triste por estar num período de transição, nem imagino como deveriam estar os outros”.