Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hamilton vibra com possível recorde de Senna

19 de Setembro, 2015

Lewis Hamilton pode igualar no Grande Prémio de Singapura número de vitórias de Ayrton Senna caso termine na primeira posição

O britânico Lewis Hamilton, actual campeão de Fórmula 1, afirmou nesta quinta-feira que se sente na pele de Ayrton Senna, seu maior ídolo, que pode igualar em número de vitórias caso vença o Grande Prémio de Singapura, neste domingo.

O brasileiro morreu aos 34 anos durante o GP de San Marino, em 1994, no circuito de Imola, venceu 41 das 161 que disputou na modalidade.
“Pouco importa se for neste fim-de-semana, ou o seguinte, ou outro, o mais importante é que terei o mesmo número de vitórias de Ayrton”, sentenciou o piloto de 30 anos numa conferência de imprensa.

“Sinto-me  como Ayrton. Se ele tivesse tido a oportunidade de continuar, teria conseguido mais vitórias e mais campeonatos. Quero continuar o legado de Ayrton, por isso,  vou vencer mais por nós dois”, acrescentou.

“Acho que seríamos amigos se ele ainda estivesse por aqui”, completou.

Hamilton também almeja igualar outro recorde de Senna, a série de oito “pole positions” consecutivas, e tenta sobretudo, igualar o brasileiro em termos de títulos, já que luta pelo tricampeonato nesta temporada.

O inglês lidera o o Mundial de pilotos com 252 pontos, 53 de vantagem sobre o alemão Nico Rosberg, seu companheiro de equipa na Mercedes.
“Ainda tenho hipóteses de lutar pelo título, então tenho uma escolha: acreditar ou não. Escolhi acreditar. Tudo pode acontecer no desporto”, avisou Rosberg.

HOJE
Sauber apresenta
novas actualizações


A Sauber vai apresentar no GP de Singapura de Fórmula 1, no fim-de-semana, um novo pacote de actualizações, que pode trazer grande mudança para os seus carros, um “novo conceito”, de acordo com a direcção da equipa. Para o piloto Felipe Nasr, as mudanças devem ser determinantes para o desenvolvimento do futuro modelo 2016 da equipa suíça.

“O carro está a passar por actualizações em todas as áreas. Será importante validarmos estes números (alterações) na pista, porque vão guiar-nos para o desenvolvimento do carro 2016”, avalia o brasileiro. “Este fim-de-semana, o nosso desempenho até o fim do ano, serão importantes para entender como o carro vai reagir.”

As mudanças que a Sauber exibe em Singapura devem atingir todas as áreas do carro. A começar pelo bico, mais curto, semelhante a Williams, Red Bull e McLaren. Deve haver ainda novas asas dianteiras e traseiras, uma nova cobertura do motor, alterações nos dutos de travagem, entre outras alterações.

“Sabemos em quais áreas precisamos de melhorar. São aperfeiçoamentos em quase todos os componentes, principalmente na pressão aerodinâmica, digamos assim. Mas não há um ponto específico, é uma visão geral de todo o pacote”, afirma Nasr.

Com estas mudanças, a Sauber espera recuperar a regularidade do início da temporada. A equipa somou pontos nas últimas três corridas após passar três provas em branco. Nas mais recentes, somente o sueco Marcus Ericsson obteve pontos.

Para Nasr, o seu baixo rendimento recente deve-se à falta de sorte. “Se você observar a corrida em Monza, no GP da Itália, eu larguei logo depois do Top 10, estava próximo de entrar entre os dez melhores, mas um dos pneus rebentou”, justifica. “Não consegui somar os pontos, mas neste fim-de-semana tenho algo para criar expectativa.”

ATRÁS DE NICO ROSBERG
Sebastian Vettel parte para o tudo ou nada

Quando faltam sete corridas para o fim da temporada, o alemão Sebastian Vettel vai partir para o “tudo ou nada” no Mundial de Fórmula 1.
Em terceiro lugar no campeonato, o piloto da Ferrari elegeu o compatriota Nico Rosberg como o seu principal alvo, já no GP de Singapura, neste fim-de-semana. O vice-líder está a 21 pontos de Vettel.

“O objectivo no campeonato agora é o ataque máximo. Temos de ir com todas as forças que tivermos. Ponto. E com certeza Nico está mais perto de nós do que Lewis (Hamilton), então ele é o nosso primeiro alvo. Mas assim que surgir uma possibilidade, temos de tentar tudo que for possível para ir em busca da ‘grande coisa’”, afirma Vettel, sem esconder que seu objectivo é o título, apesar da larga vantagem de Hamilton na liderança.

O piloto inglês, da dominante Mercedes, tem 252 pontos no Mundial. Rosberg soma 199, contra 178 de Vettel. “Sendo realista, Lewis está numa posição muito boa e tem um grande carro no momento. Mas eu tive anos em que estava numa situação forte, numa equipa muito boa, com pessoas competentes. E mesmo nesta posição, você precisa de estar no topo de sua performance, para extrair os resultados em cada fim-de-semana”, pondera.

Apesar das possibilidades remotas de título, o tetracampeão da F1 já se mostra satisfeito com o rendimento na sua primeira temporada, com a Ferrari. “Estou muito feliz com a posição em que estou agora porque a equipa tem sido óptima e eu recebo muita ajuda, desde que cheguei aqui. Estamos no caminho certo, embora leva um tempo (para lutar pelo título). Temos de ser pacientes porque este é um projecto de médio/longo prazo.”

RENAULT

 Vettel lamentou o possível rompimento da Red Bull com a Renault. A empresa francesa pode até deixar a F1, após uma temporada em que os seus motores decepcionaram as equipas, principalmente a Red Bull, pela qual o piloto alemão foi campeão quatro vezes.

“Para mim, isso é triste, porque eu estive envolvido na parceria durante a maior parte do tempo. Tivemos anos de muito sucesso, que infelizmente são esquecidos muito facilmente”, diz Vettel, alfinetando a postura da Red Bull de criticar recorrentemente a fornecedora. “A Renault fez um trabalho fantástico nos últimos anos ao fornecer motores de última geração. Foi provavelmente a melhor fornecedora de motores desta geração da F1.”

FELIPE MASSA E OS RECORDES DE HAMILTON
“Nada mudará no Brasil”


Lewis Hamilton está próximo de igualar dois recordes de Ayrton Senna, no GP de Singapura de Fórmula 1, amanhã domingo.
Caso vença na prova asiática, o britânico alcança  o mesmo número de vitórias do brasileiro, ainda por cima com exactamente a mesma quantidade de provas (41 triunfos em 161 provas). Se for o primeiro no treino classificatório, o piloto da Mercedes deve repetir a marca de oito “poles” seguidas do tricampeão.

Para o brasileiro Felipe Massa, os recordes que Lewis Hamilton possa alcançar com sua idade são sensacionais, mas afirma que isso não vai mudar nada em relação a Senna. O piloto da Williams declarou que o tricampeão mundial morreu muito cedo, podia conseguir melhores resultados caso não tivesse um destino trágico, no GP de Imola em 1994.

“Senna foi o melhor piloto que nós tivemos. Além disso, ele acabou por perder a vida muito cedo. Ele estava no caminho de vencer mais corridas e talvez até mais campeonatos. Acredito que se você analisar a idade de Lewis e o que ele está a  alcançar, é sensacional, é muito bom. No entanto, no Brasil, com certeza nada vai mudar”, declarou Massa ao site Motorsport. A pensar no próximo GP, onde Hamilton pode alcançar dois recordes de Senna, Massa afirmou que dificilmente vai incomodar o pelotão da frente, já que a pista travada de Singapura não favorece o carro da Williams.

“Singapura com certeza não é a nossa melhor pista. Apesar disso, eu lembro-me de chegarmos em quinto lugar em 2014. Fizemos uma boa corrida,  o carro do ano passado era pior do que o actual. Tudo pode acontecer e temos possibilidade de marcar bons pontos, mas precisamos dar o nosso melhor”, sentenciou o brasileiro.


MOTORES
Rali Dakar confirma Buenos Aires


A organização do Rali Dakar confirmou esta quinta-feira, que a edição de 2016 com partida a 3 de Janeiro, vai sair de Buenos Aires, depois do Peru ter abandonado a ideia de receber os primeiros quatro dias da prova.

“Graças ao enorme trabalho da nossa equipa, conseguimos reorganizar os primeiros três dias de rali. A fisionomia altera-se, mas o espírito não”, garantiu a ASO, entidade organizadora da prova de todo-o-terreno.

Originalmente com partida prevista para Lima, capital do Peru, onde deviam passar os primeiros quatro dias do rali mais difícil do mundo, a organização foi forçada a encontrar um plano B, após o Peru ter decidido não receber a competição, justificando esse recuo com a preferência em concentrar os esforços do país na gestão dos riscos relacionados com o furacão El Niño e o aquecimento do Pacífico equatorial.

O director do evento, Etienne Lavigne, garantiu ainda assim um “evento de qualidade”, numa edição de 2016 que vai contar com 13 etapas, a primeira das quais prevista para o dia 3 de Janeiro.