Jornal dos Desportos

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Havelange quer estar no Rio

10 de Maio, 2016

João Havelange, na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos

No domingo completou 100 anos, o ex-presidente da FIFA João Havelange que tem no seu programa, a participação na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro que se realiza a dia 5 de Agosto.

“O presidente Havelange está bem de saúde e espera ir à cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos”, disse o assessor do dirigente, Sérgio Martins, em declaração à agência AP.

O ex-dirigente brasileiro foi membro do COI de 1963 e 2011, participou activamente na campanha pelos jogos, há sete anos. Desde a eleição do Rio, João Havelange tem enfrentado polémicas e renunciou ao cargo no COI alegando problemas de saúde no final de 2011.O pedido surgiu para evitar o risco de ele ser punido pela entidade numa investigação em que era suspeito de ter recebido propina da ISL, empresa de marketing que tinha contrato com a FIFA, nos anos 90.

O relatório final do caso apresentado pela FIFA em 2013 apontou que o dirigente, assim como o ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o ex -presidente da Conmebol Nicolás Leoz, recebeu propina da ISL. Havelange renunciou ao cargo de presidente de honra da entidade 12 dias antes, escapou  de qualquer recomendação de punição.

Havelange comemorou 100 anos, com uma festa  ontem, segunda-feira. O seu sucessor na presidência da FIFA, Joseph Blatter, não viajou ao Brasil para a cerimónia, mas a entidade esteve representada pelo ex-jogador suíço Walter Gagg, que trabalha na FIFA desde 1982 e teve uma longa colaboração com Havelange.

CIDADE SEDE DOS JOGOS
Segurança factor de preocupação


A menos de três meses da maior competição desportiva do mundo, correspondentes estrangeiros que vivem no Brasil apontam a segurança como o maior desafio do Rio de Janeiro, durante os Jogos Olímpicos de 2016.

Turistas chineses podem desistir de prestigiar as competições por medo de assaltos, afirmou a jornalista Yang Tanli. A comunidade internacional teme por ataques terroristas, não os rotineiros pequenos crimes das cidades, disse o americano Brad Brooks.
A Polícia Federal e a Secretaria de Estado de Segurança do Rio de Janeiro não quiseram comentar as opiniões dos correspondentes.

O ministro da Defesa, Aldo Rebelo, afirmou no domingo (8) durante evento no Rio, que o sector fez todos os esforços para garantir a segurança nas Olimpíadas 2016. Segundo ele, o contingente  tirou 25 por cento do orçamento inicial da Defesa, mas o corte não impactou na preparação para os Jogos Olímpicos.

"Houve corte no ano passado, houve corte esse ano. Um corte de cerca de 25 por cento do orçamento inicial. Mas, mesmo assim, nós liquidamos em restos a pagar, mantemos as nossas contas em dia e vamos preservar aquilo que for essencial para o equipamento e a qualidade das Forças Armadas", afirmou Rebelo.

"Na área de segurança e de defesa, fizemos todo o esforço, empregamos muitos recursos, preparamos 38 mil mulheres e homens das três Forças que estarão aptos a proteger não só os pontos estratégicos, mas também as infra-estruturas críticas, proteger as delegações, atletas, turistas, jornalistas, Chefes de Estado e a própria população brasileira", afirmou.

Sobre uma ameaça de ataque terrorista, o ministro defendeu que o Brasil já foi palco de vários eventos internacionais e, em todos eles, essa preocupação [terrorismo] esteve presente e foram tomadas as medidas necessárias.

RIO DE JANEIRO
COI lança campanha publicitária


O Comité Olímpico Internacional (COI) anunciou ontem a produção de campanhas publicitárias para os Jogos Olímpicos Rio2016, centradas na união mundial através do desporto, conta com quatro idiomas distintos, um deles o português. A publicidade varia entre os 15 segundos e minuto e meio e aborda temáticas diferentes. 'Juntos', 'Respira', 'Respeito' e 'Contar Estrelas' são os nomes das campanhas que apelam aos valores fundamentais dos Jogos Olímpicos.

As ‘vozes’ foram entregues às actrizes Paz Vega (Espanha), Uma Thurman (Estados Unidos da América), Juliette Binoche (França) e Taís Araújo (Brasil), de forma a "maximizar o impacto motivacional que se pretende para cada mercado".

A organização adianta ainda que a campanha 'Juntos queremos mudar o mundo' pretende "inspirar, emocionar e comprometer todo o mundo" e conta com a banda sonora do músico norte-americano Questlove e dos The Roots, grupo musical residente no programa televisivo do comediante norte-americano Jimmy Fallon, 'The Tonight Show'.