Jornal dos Desportos

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Hélio regressa de bronze ao peito

Rosa Napoleão - 18 de Março, 2015

Hélio Zembula apresenta medalha de bronze do torneio internacional de Durbanville

Fotografia: Domingos Cadencia

O judoca angolano Hélio Zembula, da categoria de -66kg, regressou ontem ao país com a medalha de bronze ao peito, alcançada no Open de Durbanville, na Zâmbia. O atleta do Kabuscorp Sport Judo Angola entregou a vantagem no combate das meias-finais ao atleta do Senegal, que acabou por conquistar a medalha de Ouro.

No início da competição, Hélio Zembula demonstrou técnica e segurança na vitória do primeiro combate sobre o adversário da Suazilândia, por Ippon. No segundo confronto, a sorte voltou a estar do lado do internacional angolano, que venceu o sul-africano por decisão do árbitro.  No confronto das meias-finais, o sonho do representante angolano foi ofuscado por um yuku do adversário de Senegal. Com a derrota nas meias-finais, restava apenas o combate que o levou à discussão do terceiro lugar. Hélio aproveitou a oportunidade e foi superior diante do adversário da Swazilândia. Com um ippon, derrotou-o e mereceu a medalha de bronze
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Em declarações ao Jornal dos Desportos, Hélio Zembula justificou que não conseguiu a medalha de ouro por distracção. “Tinha as condições técnicas para alcançar a medalha de ouro, porque trabalhei para isso. Infelizmente, não consegui. Enquanto lutava, controlava o cronómetro; estava desorientado”, disse.

O judoca ressaltou que a decisão tomada foi uma “manobra perigosa”. “Com o desgaste que já apresentava, o adversário aproveitou a pequena distracção”, explicou.Para Hélio Zembula, é importante que os atletas estejam sempre acompanhados por um técnico, quando vão em competições internacionais. Na Zâmbia, o atleta estava desprovido de treinador por falta de financiamento.

“Devemos repensar este assunto. Em provas de alta competição, o treinador faz falta. O atleta deve estar concentrado na luta e o técnico na orientação sobre o tempo em falta e a técnica a aplicar. São coisas simples, mas sem elas o atleta fica desorientado; pode perder a luta, na tentativa de olhar para o cronómetro”, realçou.

Depois da prova que contou com a participação da África do Sul, Zâmbia, Suazilândia, Gana, Senegal, Lesoto e Angola, Hélio Zembula prometeu continuar com a mesma disposição para alcançar a qualificação aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. “Vou continuar com a mesma performance para garantir resultados bons que possam qualificar-me para os Jogos Olímpicos”, disse.

O brilho de Hélio Zembula começou a reluzir no campeonato do mundo, no Rio de Janeiro, em 2013. Naquela competição, o angolano chegou à segunda fase, mas a experiência era limitada. No mesmo ano, chegou ao quinto lugar no Campeonato Africano Universitário em Porto Elizabeth, na África do Sul. Na galeria do atleta, encontram-se a medalha de ouro do Torneio Internacional de Nedbank, as medalhas de prata da Taça Nelson Mandela, no Zimbabwe, e do Open Universitário na África do Sul, a de ouro do Campeonato Africano do Gana.