Jornal dos Desportos

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Henriques Albano prope aos agentes Encontro Nacional

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 23 de Setembro, 2019

O futuro risonho do desporto angolano deve ser desenhado por todos e no mesmo esprito para se ultrapassar "os problemas conjunturais".

A presença de agentes estranhos ao desporto está a contribuir para a sua degradação em todo o território nacional. A restauração da prática desportiva passa pela definição de políticas coerentes a aprovar num Encontro Nacional com todos os especialistas de diferentes modalidades em execução no país. A proposta é de Henrique Albano, presidente da Associação Provincial de Basquetebol da Huíla (APBH).
Em conversa como o Jornal dos Desportos, na cidade de Lubango, Henriques Albano defendeu que o \"encontro nacional deve ser feito por pessoas sérias para analisarem com propriedade e apresentarem soluções de muitos problemas que afectam o desporto\".
O dirigente associativo fundamentou que \"o governo não pode ser a única entidade responsável para sanar a crise por que grassa o desporto\". O modelo de gestão da prática desportiva do país \"não pode ser feita por um só pai ou uma só mãe\".
\"Há enes situações que têm de passar por lá (Minjud) com proveniência em todo o território nacional. As Federações queixam-se da falta de apoios ou de atribuição de dotação financeira reduzida para socorrer as associadas provinciais. E concentram as necessidades ao Governo\", disse.
Henriques Albano disse que \"os aspectos organizativos e financeiros do desporto angolano estão estrangulados por indisponibilidade de patrocínios de outras entidades afins\". As Federações nacionais e associações provinciais \"batem portas\" às empresas, mas \"a mão caridosa é sempre do governo\".
\"As nossas selecções nacionais abortam a participação em diferentes campeonatos e torneios internacionais por indisponibilidade financeira. Se o Executivo vive essa realidade, imagina os clubes!\", disse.
Diante das carências, Henriques Albano reitera que \"só o Encontro Nacional vai definir a política certa de alavancar o desporto em todo o território nacional\" por se tratar de \"um caso muito sério\".
A título de exemplo, citou que \"nesse país, às vezes, se depara com problemas espantosos nas federações com a mesma fonte\".
\"Não há Federação desportiva angolana nenhuma que respira de boa saúde nesse momento. Todas têm os seus problemas. A de Basquetebol esteve pior, mas depois da Assembleia Geral, as coisas foram repostas aos devidos lugares. O exemplo serve para o desporto no seu todo. É necessário criar as assembleias, conversar com as pessoas e apontar os factos\", teceu.
O presidente da Associação de Basquetebol da Huila reconhece existir no país a boa vontade de se fazer o desporto, mas há anticorpos e barreiras, quando as pessoas se entregam de corpo e alma.
\"Hoje, a prática desportiva no território nacional deve-se à boa vontade de algumas pessoas que a amam; gostam de fazê-lo e são carolas. Por isso, devemos aproveitar o momento\", apelou.
Henriques Albano teme pelo futuro, se as coisas não merecerem a atenção devida: \"Não acredito que a nova geração vai permitir a situação indigente que a minha vive\".
O futuro risonho do desporto angolano deve ser desenhado por todos e no mesmo espírito para se ultrapassar \"os problemas conjunturais\".