Jornal dos Desportos

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Hoje é decretado dia de descanso

Álvaro Alexandre, Ndalatando - 12 de Outubro, 2015

Pelotão de ciclistas visita hoje várias localidades do Cuanza Norte com impacto ambiental

Fotografia: josé Soares

A I edição da Volta a Angola em bicicleta regista hoje, na cidade de Ndalatando, o único interregno, após cumprir, na capital do Cuanza Norte, a metade das etapas programadas. Com ponto de largada na capital do Bié, Cuito, os participantes deixaram mensagens de amizade ao longo dos 515,41 quilómetros, que envolvem as províncias do Huambo, Cuanza Sul e Cuanza Norte.

As equipas técnicas aproveitam o dia de hoje para recuperar os atletas e as bicicletas. Amanhã espera-se por uma prova de linha de grande distância. A sexta etapa da Volta a Angola compreende uma extensão de 175 quilómetros entre as cidades de Ndalatando e Malanje.Os atletas do Benfica de Luanda estão coarctados de beneficiar de um repouso absoluto. A direcção técnica disse que "é impossível em alta competição bonificar os ciclistas com repouso absoluto".

Carlos Araújo, técnico principal, assegurou que a responsabilidade do Benfica de Luanda é tão grande que vai exigir aos atletas "um trabalho ligeiro".
"Vamos pedalar nas artérias da cidade de Ndalatando, entre 25 a 50 quilómetros, num ritmo razoável entre 20 e 50 km/h", disse.O período da tarde está reservado a visitas a localidades de impacto ambiental da província. “Após o almoço, os atletas vão repousar duas horas e depois vão seguir para a região do Miradouro e um passeio à fábrica de água mineral “Cristalis”, na fonte de Santa Isabel”, detalhou.

Ontem, a quinta etapa de meio fundo, numa extensão de 93 quilómetros, foi vencida pelo ciclista benfiquista Cruz Tuto, no percurso Dondo a Ndalatando, com o tempo de 2h08min46s, o mesmo atribuído a Igor Silva e Dário António, todos atletas do Benfica de Luanda.Cruz Tuto demonstrou perícia ao superar obstáculos sem perder o domínio da liderança da prova. O "grande herói", como está a ser chamado, começou a desenhar a vitória após cinco minutos da largada, defronte à Administração Municipal do Cambambe. Os restantes atletas entraram em crise. A subida do Alto Dondo foi o primeiro obstáculo.

Cruz Tuto manteve-se de pedra e cal na liderança. O troço Dange-a-Menha ao rio Lucala foi infernal para os concorrentes. Um percurso totalmente esburacado, com britas espalhadas em todas as curvas e contra-curvas para fechar o pacote de dificuldades.Para acabar com a ilusão dos ciclistas, que perspectivaram fazer bom resultado no Cuanza Norte, surgiu o famoso Morro do Binda. A velocidade possível foi de 20 Km/h. Os seis quilómetros que compreende o espaço foram percorridos em 30 minutos.

O percurso Dondo-Ndalatando contemplou passagens no Alto Dondo, desvio de Kapanda, Dange-a-Menha, Rio Mucozo, Ponte do Rio Lucala, Morro do Binda, Unidade dos Bombeiros do Cuanza Norte, desvio de Luanda e sede provincial do Governo de Cuanza Norte.À entrada da sexta etapa, Igor Silva continua com a camisola amarela; Bruno Araújo (verde alface); Dário António (branca); Cruz Tuto (bolinhas); francês Noel Richet (verde escura); Márcia de Carvalho (vermelho) e Lucas Camilo (Angola 40 anos).