Jornal dos Desportos

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Holanda enfrenta Espenha na final indita

14 de Dezembro, 2019

Entre as angolanas que representaram clubes no exterior do pas, destaque para a meia-distncia Marcelina Kiala, a ponta Ilda Bengue (ambas do Dijon da primeira liga de Frana) e a guarda-redes Justina Praa (Metz igualmente de Frana).

Fotografia: Dr

Numa final inédita, a selecções da Holanda e da Espanha disputam amanhã, domingo, a partir das 12h30 minutos, no Pavilhão Park Dome, em Kumamoto, Japão, a final da 24ª edição do Campeonato do Mundo sénior feminino de andebol, depois de terem ultrapassado nas meias-finais as similares da Rússia e Noruega, por 33-32 e 28-22, respectivamente.
Após duas tentativas, a terceira foi de vez para o combinado da Holanda. Medalha de bronze nos mundiais de 2015, na Dinamarca e 2017, na Alemanha, em terras do sol nascente, a "laranja mecânica " precisou de arte e engenho para vergar as russas.
A vitória apertada por um golo, espelha o equilíbrio registado do primeiro até ao último minuto do encontro. A trinta segundos do apito final, tudo indicava um eventual prolongamento, ante à postura técnica e táctica das adversárias.
Jogados 30 minutos, o placar registou igualdade a 16 golos. Na segunda parte, as atletas mantiveram a mesma postura, aos 42 minutos, as russas conseguiram a vantagem de dois golos, 25-23, mas na sequência o empate a 26 tentos.
No minuto 50, o combinado holandês passou à frente, 27-26, sem nunca permitir que as russas voltassem a liderar o marcador. Em 55 ataques, as pupilas de Emmanuel Mayonnade marcaram 33, 60 por cento de aproveitamento, contra 32, 62 por cento de eficácia das de Ambros Martin.
A russa Anna Vyakhiereva foi eleita a melhor em campo com 11 golos marcados. Estavana Polman foi a melhor marcadora da Holanda com nove tentos.
Na outra meia-final, depois da igualdade a 13 golos, ao intervalo, na segunda parte, as espanholas entraram mais acutilantes, e souberam explorar as fragilidades das norueguesas. Montenegro ocupou o quinto posto da tabela classificativa, após triunfo (28-26) diante da Sérvia, ao passo que na decisão do sétimo lugar, a Suécia derrotou (35-24) a Alemanha.
A Dinamarca ficou na oitava posição, à frente do Japão, Coreia do Sul, Roménia, França, Hungria, Angola, Argentina, Brasil, Senegal, Eslovénia, Congo Democrático, Cuba, Cazaquistão, China e Austrália.

MAGDA CAZANGA
JOGO EM ESPANHA

A andebolista Magda Cazanga é a partir de amanhã, domingo, jogadora do Balomano Salud de Espanha, após contrato rubricado válido por cinco épocas.
A bicampeã africana “Luanda2016” e “Congo2018” afirmou à Angop ter sido abordada por vários clubes da Europa ao longo do Campeonato do Mundo, prova que decorre no Japão, mas optou pela colectividade espanhola.
Esta será a primeira experiência da atleta de 28 anos de idade num clube estrangeiro, em dezasseis anos ao serviço do Atlético Petróleos de Luanda. No seu palmarés consta títulos nacionais, provinciais, Campeonatos Africanos, Taça dos Clubes Campeões, Taça dos Clubes Vencedores das Taças e a Supertaça Babakar Fall.
Cazanga (1,82m e 54 kg) disputou o seu terceiro Campeonato do Mundo, tendo sido importante na melhoria da classificação de 19ª para 15ª, fundamentalmente na vitória diante da Eslovénia, por 33-24, em que marcou cinco golos.
No mundial as campeãs de África perderam com a Sérvia (25-32), Holanda (28-35), Noruega (30-24) e França (17-28), e ganharam a Eslovénia (33-24), Cuba (40-30), e Argentina (30-27).
Ao longo dos tempos, várias andebolistas nacionais evoluíram em clubes da Europa, a última das quais a jogadora do 1º de Agosto Isabel Guialo, que até início do ano militou no Kisvardai KC, da Hungria.
Entre as angolanas que representaram clubes no exterior do país, destaque para a meia-distância Marcelina Kiala, a ponta Ilda Bengue (ambas do Dijon da primeira liga de França) e a guarda-redes Justina Praça (Metz igualmente de França).