Jornal dos Desportos

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Honda enche circuito de Sentul

15 de Fevereiro, 2016

Ontem os fãs compareceram em massa no circuito de Sentul próximo da capital Jacarta

Fotografia: AFP

Pelo segundo ano consecutivo, a Honda apresentou o protótipo da MotoGP num evento na Indonésia. Ontem, os fãs comparecerem em massa no circuito de Sentul, próximo à capital Jacarta, para testemunhar a exibição da RC213V de Marc Márquez e Dani Pedrosa.

A Honda aproveitou o dia de São Valentim — data em que Estados Unidos, Canadá, México, Reino Unido, Espanha, França e Austrália, por exemplo, celebram o Dia dos Namorados — para exibir o novo amor de Marc Márquez e Dani Pedrosa. Assim como no ano passado, a apresentação da versão 2016 da RC213V aconteceu na Indonésia, mas, desta vez, os fãs puderam encher o circuito de Sentul, próximo a capital Jacarta, para acompanhar o lançamento do protótipo.

A caminho da Austrália para a segunda bateria de testes da pré-temporada, a Honda decidiu aproveitar o interesse do maior mercado de motos do mundo pela MotoGP para realizar um evento especial.  Ainda no sábado, Marc e Dani se reuniram com o ministro do desporto e da Juventude da Indonésia, Imam Nahrawi, para um torneio de futsal que também contou com a participação de jornalistas, do vice-presidente executivo da HRC, Shuhei Nakamoto, e do chefe da equipa, Livio Suppo.

 A anfitriã do vento, a Astra Honda Indonésia aproveitou a oportunidade para apresentar o seu programa desportivo de 2016 e também para lançar a Honda CBR150R, que foi guiada por Márquez e Pedrosa na pista de Sentul.

 Em termos de layout, o novo protótipo não tem muitas diferenças em relação ao antecessor, com o laranja da Repsol prevalecendo na pintura da moto. Além disso, as marcas Satu Hati/One Heart, do braço indonésio da Honda, ganharam mais espaço na pintura, que agora traz também o símbolo da Michelin, nova fornecedora da classe rainha do Mundial de Motovelocidade.

 Como não podia deixar de ser, o desejo da Indonésia de receber o Mundial também foi tema do evento. Em Outubro passado, Carmelo Ezpeleta, director-executivo da Dorna, a promotora do Mundial, esteve no país para assinar um acordo com as autoridades locais para incluir o país no calendário de 2017. Mesmo assim, a pista de Sentul ainda precisa ser homologada pela FIM (Federação Internacional de Motociclismo).

"Este país é muito importante para a Honda e nós estamos felizes em estar aqui neste fim de semana”, disse Nakamoto. “Nós também estamos felizes por ouvir do ministro do desporto e da Juventude a intenção deles de realizar um GP aqui. Os fãs indonésios merecer ver ao vivo os heróis deles da MotoGP em acção!”, frisou.

“Na próxima semana, Marc e Dani terão três importantes dias de testes em Phillip Island”, lembrou. “Nós estamos trabalhando muito duro para melhorar nosso conhecimento do novo software comum e dos pneus Michelin. Nós também estamos trabalhando no nosso novo motor, mas acredito que nossos engenheiros serão capazes de dar a Dani e Marc uma boa máquina para que eles possam lutar pelo campeonato!”, encerrou.

AOS 37 ANOS
Valentino Rossi deixa futuro em aberto


Às vésperas de completar 37 anos, Valentino Rossi afirmou que ainda não sabe se vai seguir na MotoGP após a temporada 2016, mas garantiu que, se ficar, será com um contrato de dois anos.

Valentino Rossi ainda não decidiu se a temporada 2016 será a sua última na MotoGP. Às vésperas de completar 37 anos, o multicampeão segue com o futuro em aberto, mas não descarta ampliar o seu vínculo com a Yamaha por mais duas temporadas. Em entrevista à emissora de TV italiana Sky Sport, Rossi afirmou que ainda não sabe se continuará correndo, mas garantiu que, se decidir ficar, será com um contrato de dois anos.

No fim de 2016, meu contrato vai acabar”, lembrou. “Então eu vou ter de decidir se continuo por outras duas temporadas ou não”, seguiu. "Se eu continuar, vai ser por duas temporadas, já que todos os contratos são de dois anos”, anunciou.

 Ainda, o piloto de Tavulli explicou que vai seguir a mesma estratégia de 2014, quando esperou as primeiras provas do ano antes de decidir o futuro.
  “Vai ser como em 2014, quando eu disse: vou ver isso depois das primeiras corridas”, lembrou. “Você tem de olhar para as primeiras cinco ou seis corridas e aí começar a pensar”, ponderou.

 Piloto mais velho da actual classe rainha do Mundial de Motovelocidade, Valentino teve uma óptima temporada em 2015, brigando pelo título até a final de Valência. O número 46 perdeu a taça por uma diferença de cinco pontos para Jorge Lorenzo, seu companheiro de Yamaha.

PRETENSÃO
Davies torce pelo Stoner

Titular da Ducati no Mundial de Superbike e amigo de Casey Stoner, Chaz Davies avaliou que um teste do australiano com a Panigale R beneficiaria a todos, mas brincou ao dizer que não gostaria de ver o bicampeão da MotoGP correndo ao seu lado. Contratado pela Ducati como piloto de testes, Casey Stoner não deve limitar seu trabalho às provas do protótipo da MotoGP. O bicampeão da classe rainha do Mundial de Motovelocidade voltou à Borgo Panigale neste ano, depois de encerrar sua ligação com a Honda.

Titular da casa de Bolonha no Mundial de Superbike, Chaz Davies avaliou que seria bom ter Casey testando a bordo da Panigale R, uma vez que o australiano é conhecido pelo bom feedback que dá aos engenheiros. "Estou feliz e acho que só seria benéfico ter Casey”, disse Davies. “Com Casey, você vai ver o limite de qualquer moto em que você o coloca muito rapidamente, normalmente em duas ou três voltas”, justificou.

 "A característica do feedback do Casey é que é sempre muito preciso, então isso só pode ser benéfico para todo mundo na Ducati, incluindo eu e Davide (Giugliano), então, para mim, seria interessante”, opinou. Amigo do australiano, Chaz brincou dizendo que gostaria de ver Stoner a bordo da Panigale R, mas não em corrida. A volta de Casey à Ducati resultou em uma onda de rumores sobre um possível retorno à MotoGP como wild-card, mas o agora piloto aposentado segue frisando que não pretende correr.

  “Ele é, obviamente, muito experiente e eu não preciso dizer o quão rápido ele é”, apontou Davies. “Então eu ficaria interessado em vê-lo nesta moto — só em um teste, não em uma corrida!”, concluiu.

CONTRANTO
Ducati admite interesse
em Márquez e Lorenzo


O director-desportivo da Ducati, Paolo Ciabatti admitiu o interesse da equipa de Bolonha em Jorge Lorenzo, mas garantiu que não fez nenhuma proposta ao tricampeão. Dirigente contou que a fábrica de Borgo Panigale também se interessa em Marc Márquez. A temporada 2016 da MotoGP também será agitada fora das pistas. Além das novidades técnicas que prometem movimentar o certame, os contratos dos principais pilotos chegam ao fim neste ano e não foi preciso nem ao menos a largada do GP do Qatar para iniciar a fase de especulações.

 Dias atrás, a Yamaha colocou a renovação do contrato de Jorge Lorenzo como prioridade, citando, nominalmente, a Ducati como uma ameaça. Na última quarta-feira, durante a apresentação da Panigale R do Mundial de Superbike, Paolo Ciabatti, director-desportivo da marca italiana, negou que tenha feito uma oferta ao número 99, mas admitiu o interesse de Bolonha.

"Na verdade, é engraçado que a gente comece a falar do mercado após o primeiro teste da pré-temporada”, disse Ciabatti. “Mas este é um ano incomum, com os contratos de todos os pilotos top chegando ao fim, inclusive os nossos”, reconheceu.

 “Yamaha e Honda estão tentando confirmar os deles. E é claro que nós, que estamos felizes com os dois Andreas (Iannone e Dovizioso), também devemos decidir a nossa estratégia”, apontou. “No momento, entretanto, tenho que negar o que foi escrito: não fizemos nenhuma oferta para Lorenzo”, garantiu.

Mesmo sem ter apresentado uma proposta ao tricampeão, a Ducati não esconde o interesse em Lorenzo e também coloca Marc Márquez na sua lista de alvos. Ainda assim, Ciabatti não espera uma decisão antes do GP da Espanha, marcado para 24 de Abril. “Nós gostamos muito do Jorge Lorenzo”, reconheceu. “Nós também gostamos muito do Marc Márquez, que venceu dois mundiais na estreia, mas nós ainda não agimos. Ainda estamos fazendo uma série de avaliações”, insistiu.

  “Nós temos objectivos importantes para o futuro: a GP16 estreou na Malásia e nós ainda estamos esperando uma resposta dos próximos testes na Austrália e no Catar”, comentou. “Obviamente, nós temos de decidir logo, mas por logo quero dizer até o GP de Jerez”, explicou. Lembrado que bons pilotos não são exclusividade da MotoGP, Ciabatti afirmou que a Ducati está olhando apenas para a classe rainha, uma vez que já possui jovens promissores na Pramac.

 “Mas nós estamos a procurar na MotoGP, especialmente para a equipa oficial de 2017”, falou. “Não esqueça que nós temos dois pilotos jovens e muito rápidos, Danilo Petrucci e Scott Redding, com a GP15. Na Pramac eles poderão demonstrar o talento que têm”, defendeu. Por fim, ao ser questionado se suas declarações representavam uma confissão da insatisfação da Ducati com um dos Andreas, Ciabatti rebateu: “Este não é, absolutamente, o caso”.

  “Nós estamos a trabalhar com Dovi e Iannone porque os dois têm um grande potencial”, afirmou. “Os dois são muito rápidos e não podemos esquecer o início de temporada de Dovizioso. Não é uma resposta política, não estamos mentindo, mas temos de ter certeza dos nossos próximos passos”, completou.