Jornal dos Desportos

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Honda prevê testes em Jerez

22 de Fevereiro, 2017

Cada piloto de MotoGP tem direito a cinco dias de testes privados por ano

Fotografia: AFP

A Honda já tem planos para os dois dias de testes privados que ia fazer em Sepang. Os dois dias adicionais, na Malásia, foram cancelados no último minuto - os japoneses receavam a instabilidade do clima malaio. Em vez disso, a equipa decidiu que Jerez de la Frontera era uma aposta mais segura, nesta época do ano. O chefe da equipa, Lívio Suppo, confirmou que os planos estão em andamento, mas não confirmou as sessões no circuito espanhol.

\"Não tomámos a decisão final ainda, mas já alugamos o circuito\", disse Suppo ao Motorsport.com. Não se sabe ainda se só Marc Márquez e Dani Pedrosa estarão no teste,  ou se os pilotos de teste da Honda estarão presentes também. Cada piloto de MotoGP tem direito a cinco dias de testes privados, por ano - Márquez e Pedrosa ainda não utilizaram nenhum, em 2017.

Márquez e Pedrosa estavam escalados para participar de um teste, em Jerez, no fim do ano passado, mas a Honda optou por colocar Jack Miller - piloto oficial da fabricante japonesa - e Hiroshi Aoyama, piloto de testes da equipa

Entretanto, Stefan Pierer, CEO da KTM, acusa a Honda de burlar o regulamento em competições, citou a Moto3 e o Dakar deste ano, como exemplos. A KTM apresentou oficialmente, na segunda-feira (20), a pintura que as motos da marca levam nas três classes do Mundial de Motovelocidade - em 2017, a fabricante austríaca estreia na MotoGP e entra com chassis próprio na Moto2.

Durante o evento, Stefan Pierer, CEO da KTM, reservou um momento para disparar críticas à Honda, rival na Moto3 e em competições como o Dakar, além de fornecedora única de motor para a Moto2 até o fim de 2018, - a partir de 2019 a Triumph passa a fabricar propulsores para a classe.

Questionado sobre a possibilidade de fornecer motores para a Moto2 no futuro, Pierer aproveitou para alfinetar a rival. \"A Moto2 é mais barata do que a Moto3, pois os motores são congelados. É um motor que vem do rival que mais odeio, a Honda. Mas eu não tenho problemas com isso, cobrir e colocar isso no chassis da KTM. Além disso, pelo que me contaram, o que a Triumph vai fornecer vai soar melhor\", afirmou.

Quando perguntado sobre os motivos que o levam a odiar a Honda, Pierer citou algumas situações nas quais acredita, que a Honda passou dos limites. Durante o Dakar deste ano, os pilotos da Honda foram punidos em uma hora, por reabastecer numa zona proibida, com a luta pela vitória a cairno colo da KTM. No início do ano passado, Pierer acusou a fabricante japonesa de exceder o limite de rotações do motor na Moto3, em 2015, temporada na qual Danny Kent que pilotava a Honda da Leopard bateu Miguel Oliveira, por seis pontos.

“A Honda é um grande desafio, além de sempre driblar o regulamento. Olhe para o Dakar, o que aconteceu há dois meses.