Jornal dos Desportos

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Horner crê no esgotamento de Vettel

13 de Agosto, 2014

O seu desempenho na pista quando comparado ao do companheiro Daniel Ricciardo pode ser considerado discreto facto que tem deixado insatisfeito o piloto da Red Bull

Fotografia: AFP

Parte dos problemas de Sebastian Vettel na temporada 2014 reside no facto de que ele está “esgotado”. Essa é a avaliação de Christian Horner, chefe da equipa Red Bull na Fórmula 1. O tetracampeão mundial, após os seus quatro títulos consecutivos, enfrenta dificuldades na adaptação ao novo carro da equipa. E o seu desempenho na pista, quando comparado ao do companheiro Daniel Ricciardo, pode ser considerado discreto.

“É uma combinação de várias coisas”, disse Horner em entrevista à publicação alemã "Auto Bild Motorsport". “Em primeiro lugar, ele lutou pelo título da F1 cinco anos seguidos. Isso desgasta um pouco. Porém não é o problema fundamental”, prosseguiu o dirigente.“A forma como Vettel conseguiu aqueles décimos extras do carro nos últimos anos foi bastante singular. Ele é muito sensível ao comportamento do carro. Especialmente durante as travagens”, disse.

Assim, com os novos sistemas de travagem (brake-by-wire), “Vettel perdeu parte da sua sensibilidade”, disse Horner. Além disso, “a dirigibilidade está muitomá. Seb não consegue poupar os pneus da maneira que ele sempre conseguiu fazer”, acrescentou o chefe.O repouso de Verão da Fórmula Um termina no dia 24 de Agosto quando se realiza o Grande Prémio da Bélgica, no tradicional circuito de Spa-Francorchamps – a 12ª etapa do Mundial.

NICO ROSBERG
TRISTE COM A MÂE

 Nico Rosberg revelou, esta semana, que a sua mãe nunca assistiu a uma corrida de F1 em que ele tivesse participado. Sina Rosberg, esposa do campeão Keke, prefere não acompanhar o desporto. Nico está no automobilismo desde criança. Todavia, na Fórmula Um a carreira do piloto da Mercedes começou na temporada de 2006.

“A minha mãe nunca assistiu a uma corrida”, disse o líder do campeonato 2014. “Nunca me viu correr em toda a minha vida e confesso que fico triste”, prosseguiu o piloto que, além do kart, também competiu na Fórmula BMW, Fórmula 3 Europeia e GP2. “Ela sai de casa antes das corridas começarem, porque o meu pai vê todas as provas na televisão. Então vai passear durante duas ou três horas e só regressa depois do final do Grande Prémio”, explicou Nico Rosberg.O próximo passeio de Sina Rosberg está marcado para o dia 24 de Agosto quando a F1 regressar às atividades, após a pausa de Verão, com o GP da Bélgica, que vai ser disputado no tradicional circuito de Spa-Francorchamps.

A partir de 2015
Kimi Räikkönen projecta vencer corridas


A meta de Kimi Räikkönen é clara, terminar o Mundial 2014 de F1 bem melhor do que começou. O piloto enfrenta muitas dificuldades na sua adaptação ao carro da Ferrari e os seus resultados na pista, nas primeiras onze corridas do ano, foram medíocres – principalmente quando comparados ao do companheiro Fernando Alonso.Mas Kimi vai além e já começa a projectar a temporada de 2015, indicando que as notícias de que ele poderia até se aposentar das competição não passam de rumores. “Espero que a segunda parte do campeonato seja bem melhor. Mas melhorar não significa uma mudança muito grande”, falou Räikkönen.

 “Precisamos de dar grandes passos para o ano que vem”, prosseguiu o piloto. “Precisamos de continuar a melhorar as coisas. Sei que temos óptimos planos (em 2014). Temos de resolver um a um os nossos problemas e, quem sabe, colocar as coisas na direção certa para que eu fique confortável com o carro o tempo todo”.“Isso permite que tanto eu quanto a equipa consigamos uma evolução para vencermos corridas”, encerrou Kimi.

Grosjean elogia Raikkonen

Romain Grosjean, companheiro de Kimi Raikkonen na Lotus em 2012 e 2013,  tem propriedade para falar sobre Kimi por ter convivido com ele por dois anos e não teve qualquer impedimento para defender o antigo colega.Nesta temporada em equipas diferentes, ele fez questão de elogiar Kimi e ressaltou que o ex-parceiro está longe de demostrar o seu real potencial devido ao actual carro da Ferrari."Eu acho que o carro deste ano não combina muito bem com ele. É difícil explicar, mas isso pode mudar a sua confiança", afirmou Grosjean.

O piloto, inclusive, pode analisar a dupla titular da Ferrari como poucos, já que também esteve ao lado de Fernando Alonso quando estreou na Fórmula Um ao substituir Nelson Piquet e disputou sete grandes prémios, em 2009. Embora tenha convivido menos com Alonso, Grosjean ficou feliz por ter  corrido ao seu lado, na mesma equipa, e referiu que não sabia como ia ser o desempenho de Alonso e Kimi quando surgiu a notícia de que os dois passavam a ser companheiros na Ferrari.

"Eu acho que eles são muito fortes. Quando estava com Fernando, eu ainda era muito inexperiente e o carro não era o melhor. Ele podia sempre ficar no máximo com o que tinha e extrair 100 por cento do carro, mesmo que ele tivesse de concuzir com três estilos diferentes, o que é muito bom. Kimi era rápido, consistente e capaz de construir o seu fim- de-semana também. Foi bom para mim tê-los a bordo, mesmo que a conversa não tenha sido muito extensa", analisou Gronsjean."Eles eram diferentes, e eu estava em fases diferentes da minha carreira. Para ser justo, no início deste ano, eu não sabia qual seria o melhor. Para mim, ambos são muito fortes", concluiu.

FERRARI

O director técnico da Mercedes, Paddy Lowe, rejeitou a teoria de que a Fórmula Um se transformou  numa competição restrita aos motores. Mesmo com vantagem no quesito em relação à Renault e à Ferrari, pois a sua equipa lidera o Mundial de onstrutores, Lowe atribui  o sucesso à "eficiência colectiva".Lowe aproveitou para revelar a sua surpresa com a diferença entre os motores da Mercedes, Ferrari e Renault e garantiu que esperava uma pequena alteração, mas creditou às melhorias constantes feitas no propulsor alemão pelo sucesso.