Jornal dos Desportos

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Huíla contesta Olavo Gamboa

Gaud?ncio Hamalay, no Lubango - 26 de Dezembro, 2016

Contrariamente à gestão de outras pessoas, que acusavam o Ministério da Juventude e Desportos

Fotografia: Jornal dos Desportos

A contestação de Olavo Gamboa sobre a reeleição de Carlos Luís na Federação Angolana de Boxe mereceu reacção áspera dos agentes da modalidade na cidade de Lubango. Daniel Cabango, presidente da Associação provincial da Huíla, manifestou-se triste e desapontado com o comportamento do promotor e antigo vice-presidente da Faboxe.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, Daniel Cabango disse que as palavras de Olavo Gamboa são "infundadas e sem cabimento" no contexto actual do desporto angolano. "Estamos indignados com esse tipo de comportamento. Olavo Gamboa alega contestar as eleições e optar por uma comissão de gestão para dirigir a Federação. Isso não tem cabimento e credibilidade", disse.

O presidente da Associação da Huíla acrescenta que "Olavo faz parte do grupo de pessoas que procuram escapatória dentro da Federação". "Sinceramente, não sei o que há de concreto na Federação. Creio que pensam nos rios de dinheiro. Se assim for, é difícil conviver com esse tipo de pessoas", reprovou.

Daniel Cabango realçou que a Associação local e os clubes haviam solicitado ao presidente da Mesa de Assembleia Geral para que a assembleia de balanço fosse realizado na cidade de Lubango. O responsável da Mesa anuiu ao pedido e a capital huilana acolheu o conclave, em que as associações provinciais tiveram acesso a toda documentação com antecedência. Por isso "tudo o que pronunciou Olavo Gamboa não corresponde a verdade".

Para recordar Olavo Gamboa, Cabango destacou que todos os associados provinciais, que movimentam o boxe no país, estavam presentes na Assembleia de balanço, participaram da eleição da comissão eleitoral e concordaram com a data de eleições de renovação de corpos gerentes da Federação Angolana de Boxe.

"Houve harmonia no decorrer na reunião magna. O representante de Luanda não teve direito à palavra, porque não havia cumprido com o estipulado na Lei Nacional do Desporto. No entanto, o antigo vice-presidente vir a público dizer que Associação de Luanda não foi comunicada não é a verdade. Olavo Gamboa deve ter a maturidade de se aperceber que a Associação de Luanda funciona dentro da Federação Angolana. Não é possível a realização de uma Assembleia Geral na Huíla sem que a tivesse conhecimento", disse.

Lucha, como é conhecido Daniel Cabango, lembrou que o presidente da Mesa da Assembleia Geral da Faboxe convoca a reunião magna e não se fez presente no Lubango por motivos pessoais, mas o vice-presidente conduziu o evento. O comportamento de Olavo Gamboa é igual em todos os momentos de eleições de renovação de mandatos na Faboxe, lembrou Lucha. A atitude em nada contribui para a união da família de boxe.

"Olavo Gamboa avança sempre situações impróprias e sem comprovativos. É triste e lamentável", disse. Daniel Cabango frisou que o boxe no país persegue uma trajectória de progressão "muita séria e satisfatória". Recentemente, Angola acolheu peritos da Associação Internacional de Boxe (AIBA) que dirigiram uma acção de formação de árbitros em parceria com a Federação Angolana de Boxe. "Isso nunca havia sido visto no país e todas as províncias filiadas participaram do curso", lembrou.

Para Lucha, "não é verdade, quando ouvimos de um indivíduo que essa Federação nunca fez nada em prol do desenvolvimento do boxe ou coisa parecida". O repúdio do presidente da associação huilana estende-se a todos aqueles que procuram desestabilizar o bom momento da instituição.

Sustentou que fruto desse curso realizado no país, a Federação conta com elementos aptos para exercer a arbitragem com dignidade. Actualmente, um árbitro tem de ter uma, duas ou três estrelas para apitar com bases internacionais ou mesmo nacionais.
"Nunca aconteceu acções de formação de género nem dentro da própria Faboxe", disse.

A reeleição de Carlos Luís dói na alma de muita gente, porque "a actual federação faz tudo para capacitar os árbitros nacionais e as coisas caminham para o desenvolvimento do boxe no país". Contrariamente à gestão de outras pessoas, que acusavam o Ministério da Juventude e Desportos para justificar os seus fracassos, Carlos Luís trouxe a vitalidade para a boa relação institucional e o crescimento do pugilato em Angola, segundo Daniel Cabango.