Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hula quer voleibol nas escolas para massificao

Gaudncio Hamelay- Lubango - 12 de Fevereiro, 2014

Crianas de vrias escolas so submetidas formao de voleibol no quadro do desenvolvimento da modalidade

Fotografia: Mota Ambrosio

O trabalho com as escolas públicas e privadas constitui uma das tarefas da Associação Provincial de Voleibol da Huíla para a massificação e relançamento da modalidade este ano. A informação foi avançada ontem ao Jornal dos Desportos por António Quilala, vice-presidente do Conselho Técnico da Associação de Voleibol da Huíla.

António Quilala sublinhou que a história do desporto nacional regista o papel fundamental da escola na formação de atletas que atingiram craveira internacional. O responsável associativo lamentou a inexistência de clubes na província para absorverem os atletas em formação.

“Temos um senão, que tem sido o calcanhar de Aquilles durante muito tempo; trabalhamos nos escalões de formação, mas há falta de clubes para absorver os atletas que despontam”, lembrou.

António Quilala assegura que vários clubes existem na província da Huíla, mas nenhum fez constar no seu quadro orgânico o departamento de voleibol. Os atletas em formação, quando atingem os escalões de alta competição, são atirados à sua sorte por falta de clubes.

Para tentar inverter o quadro, as responsabilidades são atribuídas às escolas e no âmbito do desporto escolar, os atletas têm a oportunidade de se exibir junto da comunidade.A Associação de Voleibol da Huíla trabalha com crianças e adolescentes. Apesar das inúmeras dificuldades, conseguiu colocar duas equipas nos campeonatos nacionais de voleibol, que organizou na cidade do Lubango em 2013. Os jovens participantes e a população que assistiu aos jogos sentiram-se regozijados pelo feito, segundo o responsável huilano.

O voleibol é uma das modalidades desportivas que se praticam na província e o dirigente ressalta que também se encaixa dentro dos 13 princípios para o desenvolvimento do desporto, frisados pelo director dos Desportos. Por isso, a Associação Provincial traçou estratégias para o seu desenvolvimento.

“Quando desponta um atleta no processo de massificação, 50 têm de dar seguimento. E não é o professor de Educação Física ou a Associação que vai pegá-lo quando atingir a idade de alta competição. Já não há clube que absorva os atletas”, disse.

António Quilala questiona o futuro do jovem atleta e a recompensa do tempo de formação: “Que futuro tem o atleta e quem paga o tempo investido?”.
O presidente da Associação da Huila afirma que “o atleta não nasce feito, faz-se. Por isso, é necessário que se cumpram todas as etapas”.