Jornal dos Desportos

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Huilanos desejam formao

Gaudncio Hamelay , no Lubango - 23 de Novembro, 2016

Futuro do hquei em patins em Angola est tremida

Fotografia: Jos Cola

A gestão de Carlos Alberto Jaime "Calabeto" à frente da Federação Angolana de Patinagem não vai deixar saudade na província da Huíla. Os associados locais procuram os feitos positivos com reflexo na cidade de Lubango e não encontram as respostas certas. O futuro homem forte da instituição reitora deve fazer constar nos seus programas a formação de atletas e de outros agentes desportivos.

Em declarações ao Jornal dos Desportos, o coordenador técnico da Associação Provincial de Patinagem da Huíla, Nelo Torres, mostrou-se apreensivo pelo fraco nível de desenvolvimento no escalão de formação em Angola. Apontou que as entidades da Federação prestam maior atenção apenas à cidade de Luanda com atribuição de melhores condições técnicas e materiais para os dinamizadores trabalharem à vontade. “Os escalões de formação são preocupantes por não notarmos desenvolvimento.

Com excepção de Luanda, nas restantes províncias estão muito débeis. A maior incidência é vista na capital do país. Lá estão os melhores materiais, as melhores condições técnicas, entre outros pressupostos de desenvolvimento", apontou.Para o bem da patinagem, Nelo Torres defende a inversão de "quadro preocupante" com a capacitação de treinadores e de monitores.

Apelou aos futuros gestores da Federação Angolana a potenciar os agentes desportivos com formação e "não promover eventos que em nada desenvolvem os escalões inferiores".Para Nelo Torres, "a realização da Taça Zé Dú e a Taça de Angola, anualmente, bem como de outros certames nas datas festivas não privilegiam o hóquei em patins", pois "de nada adiante ver o brilho de equipas seniores como 1º de Agosto ou Académica do Lobito se os escalões de formação continuam desprezados".

O coordenador técnico da Associação de Patinagem da Huíla assegura que é urgente primar pela formação do homem novo e na descoberta de novos talentos. O sucesso do hóquei em patins angolano no mundo depende "da base de sustentação".Nelo Torres sustentou que nos torneios promovidos pela Federação Angolana só se vêem atletas acima de 30 anos, próximos à velha guarda. "E quando não se criam as bases de sustentação, a modalidade morre".

A passagem de testemunho é imperiosa e, para tal, "é preciso apostar na formação, massificação coesa e bom acompanhamento". Na província da Huíla, a Associação local controla a massificação nos 14 municípios. As dificuldades são enormes para desenvolver o programa de expansão. Os treinadores e os monitores não dispõem de apoios para levar avante a empreitada. O único apoio é institucional e vem da Direcção da Juventude e Desportos.

"Nunca tivemos apoios de empresas e as equipas rolam dentro do campo com auxílio particular dos próprios treinadores", disse Nelo Torres, que descartou pôr-se fim a massificação, pois "parar é estragar o ritmo competitivo das equipas".O coordenador prometeu continuar a trabalhar em colaboração com outros membros da instituição para acautelar a manutenção dos níveis técnicos das equipas.Mesmo diante da crise económica, augura-se bons resultados nas competições nacionais e noutros eventos. "Não vamos quebrar isso", garantiu.

PROJECÇÃO
Equipas huilanas
ensaiam nacional


O 1º de Dezembro e Juventude do Lubango começaram a projectar as participações no Campeonato Nacional de hóquei em patins das categorias de juvenis e júnior agendados para Janeiro de 2017, em Luanda.As duas representantes da província da Huíla potenciam as "máquinas" com objectivo de ocupar um lugar de honra do pódio.

A componente táctica e defensiva, por serem os aspectos essenciais para contrariar o favoritismo dos adversários, preenchem as sessões de treino, segundo Nelo Torres.“Estamos a potencializar a afinação da máquina. Treinamos afincadamente para ganharmos um lugar cimeiro", disse.A data e o local exactos vão ser divulgados nos próximos dias pela Federação Angolana de Patinagem, segundo Nelo Torres.