Jornal dos Desportos

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Modalidades

Huilanos em busca do pódio

Gaudêncio Hamelay- Lubango - 19 de Junho, 2014

Falta de material impede o crescimento da modalidade nas terras da Chela o que está a preocupar os praticantes da disciplina

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os ginastas da província da Huíla preparam com afinco a sua participação no Campeonato Nacional de Ginástica nos escalões de juvenis, em ambos os sexos, a decorrer de 26 a 29 deste mês, em Benguela, com o pensamento virado na conquista de lugares do pódio.

Juca Fernandes, presidente da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, assegurou ao Jornal dos Desportos que a província vai estar representada na prova com oito atletas apurados no zonal Sul da modalidade, realizado na cidade de Ondjiva, Cunene.

 Os ginastas huilanos vão competir na prova com uma equipa com aparelho e na especialidade de tambling em feminino e masculino.
A Huíla não tem condições de trabalhar com outras especialidades em virtude de debater-se com falta de material para o efeito. “Temos um tapete e alguns materiais para trabalhar a ginástica com aparelhos, sendo o que podemos fazer neste momento”, disse.

Devido a essa situação, a Huíla tem estado a trabalhar “a meio gás”, pois as promessas que têm sido feitas e os grandes avanços que a província tem vindo a dar na ginástica “parece não estarem a convencer os dirigentes máximos da província”.

 “Até aqui temos tido apenas promessas e não vimos apoio quase nenhum, a não ser apenas incentivos morais. A prevalecer este cenário, não podemos dar uma garantia de participar no nacional de ginástica em Benguela porque debatemo-nos com inúmeros problemas de falta de dinheiro para custear a despesa com o transporte dos nossos atletas da província para o local da competição e vice-versa”, sustentou.

A Federação Angolana de Ginástica, liderada por Auxílio Jacob, tem dado um passo muito importante no apoio ao alojamento e alimentação em todos os campeonatos em que participam as províncias. Todavia, lamentou Juca Fernandes, a outra componente em que as províncias também deviam comparticipar e não o fazem, tem a ver com o transporte e prémios dos atletas a nível local. 

Os clubes não dão nenhum apoio aos atletas das modalidades individuais. Apesar disso, os ginastas da Huíla continuam a efectuar a sua preparação versada nos aspectos físicos, pormenores de manipulação dos materiais, sobretudo a fita, massa, a corda, bola e arco, recepção dos materiais e de atletas da especialidade de tambling.

A Huíla continua a ser uma província onde os treinadores da modalidade de ginástica trabalham  por “amor à camisola”. Coloca atletas na Selecção Nacional, mas o empenho dos seus técnicos não é recompensado, o que torna extremamente difícil gerir a situação.

Juca Fernandes continua a trabalhar na mobilização e sensibilização dos técnicos para que não desistam de transmitir os ensinamentos básicos da modalidade. Prometeu encetar contactos junto da Federação para ver se consegue apoiar com alguns valores trimestralmente, para incentivar os técnicos.

 A Huíla é uma província ganhadora sempre que vai a uma competição. Daí que sempre que os ginastas participam numa competição nacional "o nosso grande objectivo é vencer para estar no pódio", disse.

Para o nacional da modalidade, Juca Fernandes aposta nas atletas Massossy de Fátima, Julmira Ndjepele e algumas atletas que despontam na ginástica e que no zonal sul decorrido na província do Cunene obtiveram resultados positivos.

APOIO
Associação da Huíla
precisa de material

A falta de material, como cavalos, plintos, barra paralela e simétrica está a dificultar o desenvolvimento da ginástica a nível de outras especialidades, revelou ontem,no Lubango, o presidente da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla.

Juca Fernandes afirmou que gostava de fazer trabalho de aparelho fundamentalmente com cavalos, com arções ou sem e alguns aparelhos de ginástica para o sexo feminino, mas não dispõe desse material, o que tem trazido muitas dificuldades no desenvolvimento de outras especialidades.
A Federação Angolana de Ginástica prometeu enviar algum material para as províncias.

“Na última assembleia-geral realizada em 2013, falou-se que o Brasil tinha material para ofertar a Angola. Trata-se de fitas, massas, cordas, bolas, arcos. Não temos esse material e por isso continuamos com muitas dificuldades”, salientou.
GH