Jornal dos Desportos

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Modalidades

Huilanos garantem presença no Nacional

Gaudêncio Hamelay, no Lubango - 31 de Maio, 2014

Os ciclistas da Huíla garantem presença nos nacionais de estrada que Malanje acolhe no próximo mês de Junho

Fotografia: José Cola

Manuel Figueiredo, vice-presidente para o ciclismo da Associação dos Desportos Individuais da Huíla, garantiu que a província vai estar representada na competição por sete ciclistas nos escalões de juniores e seniores, apesar das dificuldades de transporte que estão a antever.

Assegurou que os ciclistas huilanos vão a este campeonato para competir e não para participar. O responsável justificou que os meios à disposição dos atletas dão garantias para subirem ao pódio.

Manuel Figueiredo referiu que os ciclistas competem nos dois escalões juniores e seniores em provas de contra-relógio individual, em contra-relógio por equipa e a prova de fundo de 170 quilómetros. Confessou que na Huíla, “infelizmente,” os atletas das categorias de juvenis não têm condições materiais para participar neste campeonato que se avizinha.

“Estamos a preparar três ciclistas especificamente para competir na prova de contra- relógio individual. Vamos ter também uma formação de contra- relógio por equipa com atletas preparados para efeitos dessas duas competições e uma outra equipa para garantir a prova de fundo”, garantiu.

No tocante à preparação específica a que os ciclistas estão a ser submetidos, Manuel Figueiredo disse orientar-se nas médias alcançadas no campeonato passado. Com base nessas médias acrescentou  os atletas estão a tentar superá-las.

“Se conseguirmos superar essas médias, vamos ser campeões. Por exemplo, na prova de contra- relógio se conseguirmos atingir uns 25 a 26 minutos de tempo de estrada, garanto que podemos vencer a prova. Por isso, estamos a preparar-nos com cautela e calma”, realçou.

O dirigente informou que a preparação dos ciclistas decorre já há dois meses. Daí que, no próximo mês de Junho vão ensaiar os aspectos de preparação para ver os níveis competitivos de cada um dos ciclistas. O vice-presidente para o ciclismo da Associação dos Desportos Individuais da Huíla lamentou  a nível da província não existir clubes que aceitem ter a modalidade.

“A Huíla não tem clubes. A Associação de ciclismo é que faz o papel de clubes. Este é o momento que vivemos na Huíla. As agremiações não aceitam ter a modalidade nos seus clubes por alegarem gastar-se muito dinheiro e não há possibilidade de inseri-la nas suas agremiações”, lamentou. 

Esclareceu que os clubes têm receio de comprar uma bicicleta que custa dois a três mil dólares. Manuel Figueiredo afirmou que os amigos do ciclismo da Huíla e membros da Associação vão trabalhar até que um dia essa situação se  inverta e apareçam mais clubes e ciclistas para competir porque neste momento é a Associação que faz tudo”.

O responsável disse que a Associação controla um bom número de jovens que praticam o ciclismo, mas os meios que têm são obsoletos e a própria Associação não dispõe de dinheiro para aquisição de outros. "O governo não disponibiliza verbas às Associações para que estas assegurarem essas situações", referiu Manuel Figueiredo.