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Huilanos querem pdio na Taa Sayovo

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 17 de Fevereiro, 2015

No encalo do resgate do segundo lugar no pas, Seco sugeriu que dez atletas seriam o nmero mnimo de atletas huilanos participantes.

Fotografia: Jornal dos Desportos

Os atletas huilanos almejam conquistar os lugares cimeiros da nona edição da prova pedestre José Sayovo a decorrer em Luanda no  dia 22 do corrente mês. A responsabilidade da meta estabelecida pela Associação Provincial dos Desportos Adaptados da Huíla está entregue a quatro fundistas.

Para a prova de dez quilómetros, Silvestre Ngula e Fernando António disputam o troféu na classe T46, Pedro Samuel vai conferir o seu prestígio na classe auditiva e António Cangombe, na T20. Silvestre Ngula é a esperança da Província da Huíla. O atleta integra a pré-selecção nacional treinada por José Manuel.

Para abrilhantar a festa dedicada ao maior atleta paralímpico de Angola, a Associação Provincial dos Desportos Adaptados da Huíla seleccionou duas atletas que vão disputar a categoria popular. A sorte sorriu a Maria Evaristo e Maria Bimbi. Augusto Diogo, treinador de atletismo, disse ao Jornal dos Desportos que o objectivo da Huíla na presente edição da Taça José Sayovo consiste em "fazer o melhor". O técnico disse estar "consciente da evolução das outras províncias".

Augusto Diogo, também conhecido por Mister Seco, reconheceu que a Província da Huíla luta hoje para o quinto lugar, quando no passado recente era a segunda potência nacional nos desportos adaptados. "Estamos a tentar sair desta maré baixa com muita cautela”, admitiu o técnico. Seco adiantou que a preparação decorreu dentro do programa aprovado. A mobilidade e o cuidado dos atletas respeitaram as normas estabelecidas.

Os atletas estão em condições de competir nas categorias definidas. Augusto Diogo inovou durante a preparação dos atletas. Ao longo dos três meses de trabalho, os atletas foram submetidos a treinos na rampa. "Optámos por fazer alguns treinos em lugares com rampas e subidas para dar maior  consistência e resistência aos atletas, pois vão suportar a passada durante o percurso e superar na ponta final os adversários”, justificou.

Augusto Diogo lamentou a quota de participação disponibilizada pelo Comité Paralímpico Angolano. Para o treinador, os quatro atletas portadores de deficiência com direito a custos de deslocação, alimentação e alojamento não reflectem o trabalho e a qualidade de formação em curso na Província da Huíla. No encalço do resgate do segundo lugar no país, Seco sugeriu que dez atletas seriam o número mínimo de atletas huilanos participantes.
GAUDÊNCIO HAMELAY, NO LUBANGO