Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hula define estratgia para resgatar a coroa

GAUDNCIO HAMELAY | NO LUBANGO - 22 de Janeiro, 2018

A limitao financeira resulta da fraca contribuio dos membros. Os dirigentes \

Fotografia: JOS COLA | Edies Novembro

Com olhos postos no resgate da supremacia nacional, a Associação Provincial de Taekwondó da Huila reúne no dia 4 de Fevereiro, no Lubango, com todos os associados para elaborar o programa estratégico de 2018. A direcção da instituição está preocupada com a perda para Luanda da hegemonia da selecção huilana na Taça Nacional Embaixador da República da Coreia do Sul, realizada no final de 2017 na capital do país.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, o vice-presidente da Associação, António Vapor, justificou que a Huila é a segunda maior praça de taekwondó, depois de Luanda.
\"Infelizmente, para a nossa tristeza, caímos de posição. Deixámos o primeiro lugar para Luanda\", lamentou.
António Vapor disse que urge os mestres e os treinadores locais velarem pelos caminhos que levem a resultados positivos nas provas nacionais, africanas e mundiais. A opinião de cada membro \"é importante\" para \"elaborar um calendário que vá de encontro às necessidades da associação\".
O dirigente huilano fez a mea-culpa e manifestou a esperança de voltar ao topo do taekundó nacional.
\"Às vezes, faz bem perder para recuperar a posição. Trabalha-se mais para voltar ao topo. Estamos a aguardar o programa nacional de competições do ano corrente para ajustarmos às nossas sessões de treinamento de 2018\", assegurou.
A gestão aberta da direcção da Associação huilana é o novo modelo para permitir a interacção com a sociedade civil. O dirigente defende que \"sozinhos\" não vão conseguir alcançar o sucesso esperado.
\"Queremos integrar no encontro alguns elementos da sociedade civil para que juntos possamos alcançar alguma coisa; juntos vamos fazer o melhor. O contrário não se obtém nada\", disse.
A prioridade na estratégia do sucesso é a massificação em 2018. Vapor revelou que vão expandir a modalidade a todos os municípios da Huila. Nos próximos dias, começa um périplo a todas as academias existentes nas terras da Chela para a auscultação.
O desenvolvimento de taekwondó faz-se com alguma lentidão. No ano passado, juntou-se mais três academias às existentes, das quais duas se localizam na Matala e outra na Jamba.
António Vapor queixou-se da falta de dinheiro para \"fazer mais\". A limitação financeira resulta da fraca contribuição dos membros. Os dirigentes \"sacrificam\" os seus bolsos para movimentar o taekwondó.

CONSTATAÇÃO

A selecção huilana colecciona os títulos de 2014 e de 2016 da Taça Nacional Embaixada da República da Coreia do Sul. O Benfica Petróleo do Lubango soma vários títulos de campeão nacional e a Força Aérea Nacional foi duas vezes vice-campeã nacional. O 1º de Agosto é o adversário \"número um\" das equipas hulanas. Rosalina Canduco é campeã nacional individual feminino da categoria de 43kg. Teresa Ribeiro é bicampeã nacional dos -43kg. Suzaneth do Rosário é exa-campeã dos 47kg. Cláudia Canduco é tetra-campeã dos -49kg. Nádia Pedro é campeã nacional dos 53kg.
José Maria foi campeão nacional muitas vezes até à sua retirada da categoria -68kg. João Malamba é vice-campeão africano e campeão nacional dos -87kg. Simão Sumbelo é campeão da zona 4 e nacional dos -80kg. Augusto Hamuyela foi várias vezes campeão nacional e vice-campeão da zona 4 dos -63kg. Manuel Uyango foi várias vezes campeão nacional dos -54kg, medalha de prata dos Jogos da Lusofonia e tem participações no Mundial. António Kossengue foi várias vezes campeão nacional dos -74kg. Tem participações nos Jogos da lusofonia na Índia, Open da Coreia do Sul e outras competições.

INFRA-ESTRUTURAS
Falta de recintos dificulta desenvolvimento da arte


A insuficiência de recintos para o treinamento e a falta de uma sede própria que garanta o normal funcionamento dos membros de direcção da associação constituem um dos grandes empecilhos para o desenvolvimento do taekwondó na Huíla.
Em entrevista ao Jornal dos Desportos, António Vapor revelou que os praticantes de taekwondó dependem sempre das quadras desportivas das escolas para realizarem os treinos. Para o efeito, o dirigente agradeceu a boa vontade de directores das instituições escolares.
“Não temos nada nem uma sede própria. Agradecemos a boa vontade de directores das escolas para que as nossas academias funcionem nos multiusos, bem como a direcção da Juventude e Desportos pela dispensa de um espaço no Estádio Nacional da Tundavala\", disse.
A distância, que separa o estádio da residência dos atletas, \"é a grande dificuldade\" enfrentada pela classe. Os mestres de diferentes academias reclamaram em duas reuniões realizadas naquela infra-estrutura. O encontro da família de taekwondó marcada para o dia 4 de Fevereiro ainda não tem local indigitado, apesar de dispor do Estádio da Tundavala. A organização está a procurar um espaço acessível a todos os membros convidados.
GH, NO LUBANGO

PRATICANTES
Nível técnico é qualificado de fraco


O nível técnico e táctico praticado pelos taekwondistas huilanos ao longo do ano de 2017 nas provas oficias é considerado de \"um pouco fraco”. A constatação é do vice-presidente da Associação Provincial de Taekwondó da Huíla, António Vapor.
O dirigente admitiu que as performances dos atletas \"não foi o mais agradável em todos os escalões\", apesar de se ver um ou outro atleta destacado.
“Temos de ser sinceros nesse aspecto. O nível técnico e táctico não é o mais agradável. O taekwondó é uma arte com técnicas bonitas, mas estamos um pouco fracos. Por isso, estamos a pedir aos nossos mestres e técnicos para que disponham de mais tempo e saibam transmitir os conhecimentos com rigor às novas gerações\", disse.
António Vapor reconheceu que, apesar das \"dificuldades gerais impedirem um pouco\", as equipas apresentam-se fracas nesse capítulo.
\"Podíamos fazer um pouco mais para o bem do desenvolvimento da arte\", disse.
Ressaltou que o taekwondó é uma arte com golpes perigosos. Para se evitar lesões e outras situações menos agradáveis, é imprescindível o uso de protectores. Os atletas huilanos treinam sem protectores e a probabilidade de contraírem lesões é elevada.
Diante dessas dificuldades, o dirigente assegurou que há limitação no ensino de algumas técnicas. Os treinadores evitam aplicar alguns golpes aos atletas durante as sessões de treino por falta de protectores.
“O material para a prática de taekwondó é caríssimo. Não conseguimos adquiri-los no território nacional. A Associação não dispõe de recursos financeiros para comprá-los no exterior. Nas lojas chinesas da urbe aparecem em números pequenos\", lamentou.
Além de protectores, os atletas huilanos também não dispõe de kimones, canelas, sapatilhas, entre outros acessórios de segurança. Treinam em piso cimentado com fatos olímpicos.
GH, NO LUBANGO

PRÁTICA DESPORTIVA
Ancião destaca os benefícios

O vice-presidente da Associação de Taekwondó da Huíla destacou a importância da prática da arte no seio dos petizes, adolescentes e adultos. É pretensão do actual elenco levar a modalidade às instituições de ensino público e privado por contribuir no desenvolvimento intelectual dos alunos e dos estudantes, assim como na saúde humana.
“O taekwondó é importantíssimo não só no aspecto físico e intelectual, mas também na saúde humana. E de saúde, falo para testemunhar. Estou com 66 anos de idade e continuo a praticar a arte. Por isso, sinto-me muito bem\", disse.
O ancião huilano apelou os mais idosos a adoptar a mesma postura para se prevenirem das doenças do foro ósseo.
\"Aproveito a oportunidade para apelar aos meus contemporâneos da terceira idade, que passam horas nos hospitais em busca de solução para reumatismo, só para citar essa, a optar pelo desporto. Eu era um deles e hoje estou livre disso”, referiu.
Afirmou que no ano passado houve pretensões de expandir o taekwondó nas escolas do município sede (Lubango), porém não foi concretizado o desiderato por várias razões.
“No decurso deste ano, esperamos fazê-lo com o processo de massificação”, confirmou.
A massificação é feita com vista a descoberta de novos talentos nos 14 municípios da província da Huíla. Em 2017, a Associação realizou três cerimónias de graduação desde o cinturão amarelo ao negro.
GH, NO LUBANGO

QUALIDADE
António Vapor enaltece os mestres

A qualidade e o empenho de treinadores e de mestres na província da Huíla satisfazem o vice-presidente da Associação Provincial de Taekwondó local, António Vapor. Muitos foram antigos praticantes com experiências adquiridas em tatames nacionais e internacionais.
António Vapor considerou de “heróis” os dinamizadores da arte nas terras altas da Chela por transmitirem os conhecimentos \"por amor à camisola\".
“Temos muito e bons mestres na Huíla. Falta activar os outros que estão inactivos. Temos um grupo de bons mestres que acordam todos os dias às 5h00 para orientarem os treinos\", disse.
O dirigente manifestou a sua admiração e disse louvá-los pela atitude filantrópica. Quanto ao número de treinadores é \"razoável\" para satisfazer a demanda nos municípios locais.
LIGA DE ATLETAS

A realização da Liga, um programa em fase experimental, está condicionada a recursos financeiros. António Vapor reconheceu \"o fracasso\" do projecto da Associação da Huila, depois da primeira edição acolhida na Academia 1007.
\"Realizámos a primeira edição da Liga e não voltamos a promovê-la por falta de adesão. A Associação não dispõe de dinheiro para sustentar a organização. Os atletas pagavam uma quota para competir, mas não houve adesão\", esclareceu.
 GH NO LUBANGO

COM A NAMÍBIA
Associação
promove prova feminina


A Associação Provincial de Taekwondó da Huíla promove e realiza no mês de Maio, na cidade do Lubango, o campeonato regional feminino com a finalidade de inverter o quadro letárgico do sector. O evento conta com participações de atletas da República da Namíbia e de outras províncias do país.
Em declarações ao Jornal dos Desportos, António Vapor assegurou que estão a envidar esforços para convidar algumas associações provinciais, depois de endereçarem o convite à Federação da terras de Sam Nujoma.
\"Esperamos que o nosso convite seja atendido. O nosso objectivo é incentivar a classe feminina que decaiu desde o ano passado. Muitas campeãs nacionais e outras atletas com participações nas competições africanas e mundiais estão inactivas por falta de competições. Para incentivá-las a manter o espírito elevado e atrair outras jovens mulheres à prática do desporto, decidimos juntá-las num evento que auguramos bem sucedido\", justificou. O vice-presidente da Associação de Taekwondó da Huíla reconheceu que a província possui bons talentos no sector feminino. Todavia, a falta de incentivo e de material para a prática da arte marcial embaraça a adesão no sector.
A Associação da Huila controla 16 academias num conjunto de 450 atletas nos escalões de juvenis, juniores e seniores, inseridos no Sporting Clube do Lubango, Benfica Petróleo do Lubango, Academia nº 1007, Arrimba, Força Aérea Nacional, Km 12, Clube Desportivo da Huíla, Emifel (no Alto Nambanbe), Escolas nºs 8, 50 e 16 todas no município do Lubango.
O taekwondó também é praticado nos municípios da Chibia, Kaluquembe, Caconda, Chipindo, Quipungo (Malipi) e Humpata.
GH, NO LUBANGO

LUTAS
Costa “digladia” com Miguel Lovongo

Depois de longos meses em silêncio, há luta garantida. A Comissão Eleitoral da Federação Angolana de Lutas recepcionou duas listas candidatas ao provimento dos cargos de direcção da instituição, visando o ciclo olímpico 2016-2020. Para as eleições agendadas a 10 de Fevereiro concorrem Adão Costa, antigo vice-presidente da Federação, e Miguel Lovongo. O vencedor do pleito vai substituir António Vemba, que viu a sua inelegibilidade por cumprir dois mandatos consecutivos.
A abertura das listas concorrentes (a A de Adão Costa e a B de Miguel Lovogo) acontece amanhã perante os representantes ou os candidatos.
O presidente da Comissão Eleitoral, Pedro Emous, disse que a Federação Angolana de Lutas está a ser inspeccionada por uma comissão técnica que garante ter a situação administrativa controlada.
"Existe um clima de pacificação entre as partes concorrentes e o processo eleitoral caminha bem. Foi constituída uma comissão para trabalhar nos aspectos internos da instituição", disse.
O calendário eleitoral reserva os dias 25 de Janeiro a 8 de Fevereiro como os de campanha e o dia 10 de Fevereiro de eleições e divulgação de resultados. A tomada de posse dos novos corpos gerentes está agendado para os dias 18 de Feveiro.
As eleições gerais do corpos sociais da Federação Angolana de Lutas acontece agora, depois de ver dirimida os conflitos internos. A direcção de António Vemba foi acusada várias vezes de má gestão e de falta de transparência na aplicação de dinheiros provenientes do Orçamento Geral do Estado, através do Ministério da Juventude e Desportos.
O elenco de António Vemba foi eleito a 30 de Agosto de 2008. Já passaram pela direcção da Falutas Luta Diamena (2000-2004), Manuel Disadidi (2004-2008) e António Vemba (2008/2016).              
RN