Jornal dos Desportos

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Modalidades

Hula ganha novas infra-estruturas

Gaudncio Hamelay, no Lubango - 28 de Outubro, 2019

O tnis precisa de muitas horas de trabalho, para poder aprimorar e fazer com que as tcnicas sejam bem requintadas.

Fotografia: ARIMATEIA BAPTISTA

Os recintos específicos para prática da modalidade de ténis campo, vão futuramente deixar de ser um constrangimento, com a construção de novas infra-estruturas desportivas em ritmo acelerado na cidade do Lubango, província da Huíla.
Trata-se de um projecto de iniciativa privada e contempla, numa primeira fase, a construção da sede social do Clube de Ténis do Lubango, um campo de piso cimentado para o ténis com dimensões internacionais, um balneário, escritórios, área de lazer e uma quadra para o voleibol.
 A segunda fase, cujas obras estão previstas para o seu arranque no primeiro trimestre de 2020, compreende a edificação de uma quadra de jogo para o basquetebol, um balneário e uma piscina.
 O mentor do projecto sustentou, que o objectivo consiste em diminuir as dificuldades da falta de infra-estruturas na província da Huíla.
Juka Fernandes com mais de 30 anos no exercício da profissão de professor de educação física, assim como dirigente desportivo nas modalidades individuais, mormente, ténis de mesa, ténis de campo, karaté-dó shotokan, ginástica, esgrima, xadrez, entre outras, explicou que as obras físicas estão a quarenta e cinco por cento de evolução.
 “Já temos um campo de ténis pronto, balneários, escritórios e lugar de lazer, onde apenas vai se comercializar refrigerantes, sumos, água, entre outras coisas, que não prejudiquem a juventude”, referiu.
Salientou, que a sede do clube de ténis do Lubango, erguido junto ao campo pelado de futebol adjacente à Universidade Mandume Ya Ndemufayo, será responsável pelo trabalho de massificação, que vai priorizar 70 por cento dos ensinamentos da modalidade de ténis de campo. E os restantes porcentos vão ser dedicados a ensinar o ABC de futebol de salão, futebol onze, voleibol, basquetebol, esgrima, xadrez, ginástica, karaté-dó shotokan.
“Isto é um projecto, que vai incluir na massificação de todas modalidades. Vamos solicitar também ao governo provincial, porque precisamos colocar mais campos para prática desportiva e abranger o maior número de jovens desocupados nos três períodos (manhã, tarde e noite). Então, este projecto em curso será uma mais-valia para os jovens huilanos, embora gostaríamos que fosse comparticipado, para custear tudo aquilo que for destruído ao longo das actividades”, frisou.
Reafirmou ser um projecto social, onde ambiciona colocar mais dois campos, sendo uma para o basquetebol e outro para o voleibol. “Queremos também, num futuro longo ou médio, ter aí uma piscina com pequenas dimensões para natação”, disse.
 A intenção do projecto, afirmou o mentor, é albergar quase todas modalidades individuais.
 Ressaltou, que o hóquei em patins será igualmente ensinado. “Os petizes não vão aprender jogar hóquei em patins, mas saber patinar. Há muitas crianças e jovens que gostariam de patinar. São projectos, que eu lançaria um apelo ao governo da província da Huíla se pudesse patrocinar-nos, agradeceríamos”, apelou.
Com esse tipo de projectos socais, defendeu Juka Fernandes, estaríamos a ajudar o governo a tirar muitos jovens desocupados, em condições pouco nocivos a sociedade.
 Juka Fernandes admitiu, que quando se trata de uma iniciativa privada há muitas dificuldades em todas as áreas, para a concretização do idealizado. Mas, acredita que o mínimo já está feito para que os mais cépticos possam confiar na iniciativa.
 Nesta ordem de ideias, garantiu trabalhar para que até o primeiro trimestre de 2020, tenham concluído algumas obras de grande vulto.
Revelou ter ficado motivado em delinear um projecto da criação de um clube nesta dimensão, o facto de as províncias de Luanda, Benguela e Lunda Norte possuírem espaços específicos, para o desenvolvimento do ténis de campo sem interferência de outras modalidades.
“Fiquei motivado com o espaço das provinciais de Benguela, Lunda Norte e Luanda, por possuírem espaços específico para o ténis. Na Huíla não existe nenhum espaço específico para o ténis. Há campos com uma mistura terrível e não existe um horário estipulado, para efectuar trabalhos específico para o ténis”, revelou.
 Fundamentou, que isso é que lhe motivou para criar um espaço, a fim de dar mais tempo aos praticantes de ténis nos períodos da manhã, tarde e noite.
Juka Fernandes admitiu, que a província da Huila nunca teve resultados muito positivos em eventos nacionais, porque os praticantes dessa modalidade têm estado a trabalho muito pouco.
 O ténis precisa de muitas horas de trabalho, para poder aprimorar e fazer com que as técnicas sejam bem requintadas.