Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Huíla pode "sprintar" em 2017

Gaud?ncio Hamelay ,no Lubango - 16 de Dezembro, 2016

Escolas de formação vão ser criada na Huíla após o financiamento do projecto

Fotografia: Jornal dos Desportos

O ciclismo na província da Huíla pode conhecer outra dinâmica em 2017 com a implementação de um projecto de reestruturação a ser gizado pela Associação Provincial dos Desportos Individuais em parceria com uma Empresa local.

Sem revelar o nome da empresa, Manuel Figueiredo, vice-presidente para o ciclismo, confirmou ter remetido há quinze dias o projecto à direcção da empresa para a devida apreciação e aprovação.

Destacou que a reestruturação no ciclismo huilano centra-se em meios (bicicletas), material desportivo, equipamentos e outros apoios para o desenvolvimento. Caso mereça a aprovação, o dirigente já esfrega as mãos de contente.

“A direcção da associação trabalha com uma empresa local com poderio económico, que solicitou anonimato de momento. A empresa está a avaliar um projecto que demos a entrada  há 15 dias que visa a reestruturação no ciclismo. Queremos mais meios como bicicletas, equipamentos, material desportivo e outros apoios”, confirmou.

Manuel Figueiredo disse que se o projecto for aprovado, conforme o pretendido, acredita que nos próximos tempos a Huíla vai ter um ciclismo “muito forte" para  voltar a dar vitórias aos amantes da modalidade na província.Figueiredo realçou que "o estado actual do ciclismo não é bom, mas também não está totalmente parado", porquanto "alguns atletas em fim de carreira ainda dão graças”.

O vice-presidente defende que tão logo seja aprovado o projecto, arregaçam as mangas para implementar um ciclismo “mais actuante e participativo”em 2017.

 A finalidade é aumentar o número de praticantes em diferentes escalões e proporcionar o crescimento da modalidade em Angola. A estratégia de crescimento cinge-se na realização de maior número de competições de rua, de carácter provincial, e participar de todas as provas nacionais, bem como de outros eventos.

A província da Huíla conta com 17 ciclistas. A perspectiva é aumentar o número de bicicletas para quebrar a rotina dos atletas. A dinamização do programa de massificação vai ser um facto. Muitos jovens com paixão à bicicleta vão ingressar ao projecto.

Manuel Figueiredo lamentou a postura de muitos clubes huilanos que recusam acolher praticantes de ciclismo. A título de exemplo, citou que dois atletas beneficiam do nome do Sporting Clube de Lubango, mas os atletas sobrevivem às expensas da Associação provincial de ciclismo. A Associação é forçada a exercer funções de outras instituições como a promoção de massificação e formação de atletas, segundo Figueiredo.

A instituição apenas controla ciclistas individuais na categoria de elite (acima de 23 anos). Por dificuldades de materiais e equipamentos, os escalões de formação estão dispensados.

Figueiredo criticou os clubes locais por investirem apenas no futebol e noutras modalidades colectivas em detrimento do ciclismo. “A nossa fica sempre relegada ao último plano”, lamentou.


PROVAS NACIONAIS
Falta de dinheiro
impede huilanos


As dificuldades de ordem financeira inviabilizaram a participação dos ciclistas huilanos nas provas nacionais durante o ano corrente, afirmou, no Lubango, o vice-presidente para o ciclismo da Associação Provincial dos Desportos Individuais da Huíla, Manuel Figueiredo.

Manuel Figueiredo disse que, ao longo do ano de 2016, mesmo com dificuldades, a Associação conseguiu promover algumas competições internas aos fins-de-semana com destaque para a prova de fundo de 80 quilómetros e circuitos fechados na comuna da Huíla, municípios da Chibia e Lubango (sede) inseridas em datas de efemérides. As provas serviram de manutenção dos atletas locais.

Justificou que, infelizmente este ano, a Huíla não participou do campeonato nacional devido à falta de transporte para chegar até ao local da prova. “É sabido que da Huíla até ao Uíge são cerca de 1,5 mil quilómetros. E não temos meios de transportes próprios para levar os atletas. Pedimos apoios às várias instituições públicas e privadas, mas não tivemos sucesso. Esse foi o motivo que fez com que não participássemos do último campeonato nacional e de outras provas realizadas ao longo do ano”, justificou.