Jornal dos Desportos

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IAAF condena ataques de Boston

17 de Abril, 2013

Atentados na Maratona de Boston causaram três mortos e mais de uma centena de feridos

Fotografia: AFP

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) manifestou ontem a sua “comoção e consternação” pelas duas explosões durante a disputa da Maratona de Boston, que causaram pelo menos três mortos e mais de uma centena de feridos.

“A IAAF, juntamente com a comunidade mundial do atletismo, está comovida e consternada pelos trágicos acontecimentos em Boston durante a maratona anual da cidade”, lê-se num comunicado do organismo.

De acordo com a missiva, o organismo presta “os seus mais sentidos pêsames e condolências aos familiares e amigos dos mortos e feridos deste horrendo acto”, acrescentando condenar este atentado.

O senegalês Lamine Diack, presidente da IAAF, assegurou que o organismo “está de luto pelos mortos em Boston” e endereçou, igualmente, as suas condolências pessoais.

Diack qualifica de “horríveis e cobardes os ataques no coração da mais livre das actividades humanas”. “Seja como corredor aficionado ou atleta de elite, correr exemplifica o caminho e o movimento humano básico de força e resistência”, disse.


Também o presidente da Associação Europeia de Atletismo, o suíço Hansjorg Wirz, expressou o seu pesar pelos atentados ocorridos e enviou os pêsames aos familiares dos três mortos e o seu apoio para os mais de 100 feridos.

“É um dia muito triste para o atletismo e queremos oferecer o nosso mais profundo pesar e as condolências a todos os que foram afectados”, assinalou Wirz, também em comunicado.

Pelo menos três pessoas morreram, entre elas uma criança de oito anos, e mais de 140 ficaram feridas, 17 delas em estado crítico, como resultado de duas bombas que explodiram quando a Maratona de Boston estava no seu final.

Segundo o jornal “Boston Globe”, as explosões deram-se perto das 15 horas locais de segunda-feira (20 de Luanda), em dia de feriado estadual. A Maratona de Boston é um dos principais eventos desportivos norte-americanos, com perto de 27 mil corredoras e dezenas de milhares de espectadores.


EM LONDRES
Organização descarta
alteração da Maratona


Os organizadores da Maratona de Londres revelaram que a prova mantém-se para domingo, apesar das explosões verificadas perto da meta da Maratona de Boston.

“Não cancelamos, o que estamos a fazer é rever os passos, ver se há necessidade de aumentar a segurança ou de tomar qualquer outra medida possível”, disse à BBC Radio 5 Live Nick Bittel, director-executivo da prova. Milhares de pessoas, entre as quais muitos atletas da elite internacional, participam anualmente na Maratona de Londres e houve logo alguma especulação quanto a um eventual cancelamento do evento.

“Os nossos pensamentos mais imediatos vão para as pessoas e as suas famílias. É um dia muito triste para os atletas e para os nossos amigos e colegas que participaram na maratona”, revelou Nick Bittel. Aquele responsável acrescentou que a organização da prova britânica está a trabalhar em conjunto com a polícia metropolitana e que entrou em contacto com as autoridades assim que foram conhecidas as notícias.

“Um plano de segurança está em marcha para a Maratona de Londres. Vamos rever alguns dos planos de segurança, juntamente com a organização da prova”, disse Julia Pendry, superintendente chefe da polícia metropolitana londrina. Entretanto, a organização da Maratona de Nova Iorque, agendada para 3 de Novembro próximo, já reagiu e revelou que a segurança é a sua “prioridade máxima”, pelo que continuará a trabalhar com as autoridades da cidade na preparação das provas.


“ACTOS HORRÍVEIS”
Repúdio da União Europeia e OTAN

O presidente do Conselho Europeu, Herman van Rompuy, condenou ontem “os actos horríveis” ocorridos na segunda-feira no final da Maratona de Boston, que causaram três mortos e mais de uma centena de feridos.

“Condeno os actos horríveis em Boston (Massachusetts, leste dos EUA) e lamento profundamente o acontecimento trágico, a perda de vidas humanas”, escreveu num comunicado.

Rompuy pediu que “os responsáveis por estas atrocidades sejam levados à justiça”, antes de expressar “simpatia e apoio da UE ao povo norte-americano”.

A chefe da diplomacia da UE, Catherine Ashton, declarou-se chocada e denunciou os “actos reprováveis”.

O secretário-geral da OTAN, Anders Fogh Rasmussen, afirmou estar “profundamente chocado” com os acontecimentos de segunda-feira. “Os meus pensamentos estão com as pessoas de Boston e de todos os Estados Unidos”, de acordo com um comunicado.

“Os meus sentimentos encontram-se com os familiares daqueles que morreram neste terrível acto. Os meus pensamentos estão com os muitos feridos, a quem envio desejos de melhoras”, disse, por seu turno, a chanceler alemã, Angela Merkel.

A chefe do governo alemão sublinhou que “nada justifica um ataque tão cobarde contra pessoas que se reuniram para assistir a um pacífico acontecimento desportivo”.


BARACK OBAMA
“Ainda não sabemos quem fez isto e porquê”


O Presidente norte-americano, Barack Obama, afirmou ontem que desconhece a autoria e a intenção por detrás das explosões registadas na Maratona de Boston, que causaram três mortos e mais de uma centena de feridos.

“Ainda não sabemos quem fez isto e porquê. As pessoas não podem tirar conclusões precipitadas antes de termos todos os factos”, sublinhou o Presidente norte-americano algumas horas depois de terem ocorrido duas explosões naquela prova de atletismo em Boston.

“Ainda não temos todas as respostas, mas sabemos que muitas pessoas ficaram feridas e com gravidade (...) Iremos até ao fundo e descobriremos quem fez e porquê”, sublinhou Obama, indicando que o nível de segurança foi reforçado no país.