Jornal dos Desportos

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IAAF confirma trajecto da So Silvestre de Luanda

08 de Agosto, 2013

Confirmao do percurso foi testemunhada pelo agrimensor oficial da IAAF

Fotografia: Jornal dos Desportos

O percurso da 58ª edição da tradicional corrida de fim-de-ano, São Silvestre, a decorrer nas ruas da cidade de Luanda, foi confirmado esta semana pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF), informou à Angop fonte oficial.

O vice-presidente da Federação Angolana de Atletismo, Adriano Nunes, que prestou a informação, disse que a confirmação do referido percurso ocorreu na noite de segunda-feira, testemunhada pelo agrimensor oficial da IAAF, o português João Antunes.

O oficial do órgão que rege o atletismo mundial veio a Angola com a missão específica de medir o percurso da meia maratona internacional Cidade de Luanda, a acontecer no dia 1 de Setembro.

A corrida de 10 quilómetros (São Silvestre) tem a partida no largo da Mutamba, passando pelas avenidas Amílcar Cabral, Revolução de Outubro, Ho-Chi Min, Alameda Manuel Van-Dúnem, Largo do Kinaxixi, Rua da Missão, 4 de Fevereiro, Largo do Baleizão e Estádio dos Coqueiros.

José Saraiva
apela a sincronia

A falta de sincronia entre a Federação Angolana de Atletismo e as associações provinciais tem influenciado o crescimento da modalidade no país, segundo o especialista José Saraiva, em entrevista à Angop, em Luanda.

Em abordagem ao estado actual do atletismo em Angola, o antigo corredor dos 800 e 1.500 metros, em estafetas dos 4x400 metros e corta-mato, disse também que administrativamente o órgão reitor tem cometido muitas falhas.
José Saraiva exemplificou os campeonatos nacionais disputados recentemente no Estádio dos Coqueiros, em Luanda, que contaram com a presença de estrangeiros contratados por alguns clubes.

“Isso é ilegal, porque os atletas estrangeiros que representaram o Petro e o Naval do Porto Amboím não foram inscritos pelas associações provinciais de Luanda e do Kwanza-Sul, logo que apresentaram documentos emitidos pelas autoridades desportivas dos países de origem, que lhes autorizam a representar qualquer clube no estrangeiro”, realçou.

José Saraiva indicou que os atletas correram como individuais, mas foram premiados em nome dos clubes. “Isso é contra os regulamentos vigentes a nível nacional, o que espelha bem que qualquer praticante deve estar inscrito pela associação provincial entre os meses de Outubro e Janeiro e ter 25 por cento de provas de pistas realizadas”, destacou.

José Saraiva, também técnico do 1º de Agosto nas corridas curtas, médias, saltos e lançamentos, disse que os regulamentos não são alterados em reunião técnica de qualquer competição, mas sim em assembleia-geral da Federação.

José Saraiva já foi director da prova São Silvestre de 2010, prova que se disputa no último dia de cada ano em diversas ruas da cidade de Luanda.


ATLETISMO
Turquia "varre" dopados

A Federação Turca de Atletismo (TAF) e o Comité Olímpico Turco (TMOK) suspenderam 31 atletas por doping, com um castigo de dois anos. Entre os castigados está  Esref Apak, medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atenas/2004, numa lista que se junta a outra, conhecida em Abril, que incluía a campeã olímpica em título dos 1.500 metros, Asli Cakir Alptekin (na foto), e a campeã da Europa dos 100 metros barreiras, Nevin Yanit.

“A TADA (autoridade antidopagem turca) procedeu aos testes, a pedido da IAAF (associação internacional de atletismo) e da AMA (agência mundial antidopagem). O resultado é a consequência de uma política antidopagem bem mais agressiva desde há seis meses e reforçada com a nova acreditação pela AMA do laboratório de Ancara”, comentou o presidente do TMOK, Ugur Erderner.

Os resultados do atletismo turco estavam a ser crescentemente melhores na última década. Na última edição do Campeonato da Europa por Equipas a Turquia terminou em nono lugar na Superliga, assegurava a manutenção entre os melhores.

Um primeiro reflexo desta “razia” de atletas turcos de elite pode ver-se já nos mundiais de atletismo de Moscovo, com apenas dez atletas inscritos, face aos 22 que competiram em Daegu2011.

BREVE
Jogador suspenso 211 jogos por doping

Alex Rodriguez, o terceiro base dos New York Yankees, envolvido no escândalo “Biogenesis”, clínica da Florida suspeita de servir de placa giratória ao tráfico de produtos dopantes, foi castigado com 211 jogos de suspensão pela Liga Americana de basebol, a mais dura pena jamais aplicada no seu historial.
Rodriguez fica impedido de jogar mais esta temporada e na totalidade de 2014, mas como decidiu recorrer do castigo pode manter-se, para já, em actividade.
Há 12 outros jogadores de diferentes equipas, na sequência do mesmo processo, punidos com 50 jogos de suspensão, enquanto Ryan Braun, estrela dos Milwaukee Brewers, foi castigado com 65.