Jornal dos Desportos

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Modalidades

IAAF detecta seis casos

09 de Março, 2013

Federação Internacional de Atletismo cerra combate ao doping na modalidade

Fotografia: AFP

A Federação Internacional de Atletismo (IAAF) anunciou ontem ter detectado “seis resultados positivos” após uma reanálise aleatória a amostras recolhidas a vários atletas durante os Mundiais de Helsínquia, em 2005. As análises correspondem às dos bielorrussos Andrei Mikhnevich (peso), Ivan Tsikhan (martelo), Vadim Devyatovskiy (martelo) e Nadzeya Ostapchuk (peso) e as russas Tatyana Kotova (comprimento) e Olga Kuzenkova (martelo). Ivan Tsikhan, atleta já com uma carreira manchada pelo uso de substâncias proibidas, foi medalha de ouro no lançamento do peso dos Mundiais de Helsínquia 2005, título que agora deve perder, após a aplicação dos procedimentos disciplinares da IAAF.

A sua compatriota Nadzeya Ostapchuk também chegou ao ouro no concurso do lançamento do peso feminino, medalha que deve também perder tal como a IAAF tem procedido em situações anteriores. Vadim Devyatovskiy, suspenso por dois anos por uso de substâncias proibidas, de 2000 a 2002, foi vice-campeão mundial em Helsínquia 2005 e também ele deve perder a medalha de prata. As russas Olga Kuzenkova, campeão mundial do martelo em Helsínquia 2005, e Tatyana Kotova, vice-campeã mundial do salto em comprimento na mesma prova, também devem perder as medalhas.

A IAAF explicou, em comunicado, que dentro da sua estratégia no combate ao doping decidiu voltar a analisar, com técnicas mais avançadas, as amostras conservadas desde 2005 e que foram transladadas para o laboratório de Lausana. “A mensagem que a IAAF pretende transmitir aos trapaceiros é clara. Com os avanços constantes na detecção de doping, não há forma de se esconderem. Esta reanálise é só o último exemplo da firme vontade da IAAF em descobrir os batoteiros”, assegura o presidente Lamine Diack.

O senegalês que dirige a IAAF recordou que o organismo vai continuar a fazer tudo o que está ao seu alcance para assegurar a credibilidade nas competições que supervisiona. A IAAF recordou ainda que outros dois atletas que competiram em Helsínquia 2005, o ucraniano Vladislav Piskunov (12ª no lançamento do martelo) e a indiana Neelam Jaswant Sing (nona no disco), foram recentemente desqualificadas por doping.


Sara Moreira quer chegar
ao “top-8” em Moscovo


A campeã da Europa dos 3.000 metros de pista coberta, Sara Moreira, afirmou esta quinta-feira que não quer entrar em euforias e aponta o “top-8” como “mínimo” para os Mundiais de Moscovo, que se realizam entre 10 a 18 de Agosto. “Vai ser uma prova muito dura. Vão estar presentes as melhores atletas. Só prometo dar o meu melhor em prova e se ficar nos oito primeiros lugares será muito bom”, afirmou. Sara Moreira, que falava à margem da apresentação de umas sapatilhas de uma marca de equipamento desportivo, recordou a emoção que teve ao cruzar a meta no primeiro lugar, no campeonato da Europa de Pista Coberta. A agora Campeã da Europa esteve nos Jogos Olímpicos de Pequim 2008 e Londres 2012 e tinha conquistado a prata em Barcelona 2010 e o bronze em Helsínquia 2012, ambas nos 5.000 metros.