Jornal dos Desportos

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IAN Millar é o desportista com mais presenças

António Ferreira- Lisboa - 17 de Maio, 2016

Millar ganhou a medalha olímpica nos Jogos de Pequim numa prova por equipas

Fotografia: AFP

O canadiano Ian Millar, ou simplesmente “Capitão Canadá”, como é  conhecido nas lides desportivas do seu país, aos 69 anos de idade, está à beira de tornar-se o atleta mais idoso a participar numa Olimpíada. Nascido a 6 de Janeiro de 1947 e praticante de hipismo desde tenra idade, junta a “longevidade” ao recorde de dez  participações nos Jogos Olímpicos da Era Moderna.

João Baptista Ntyamba, de 44 anos, é o angolano com mais participações nos Jogos Olímpicos com um total de seis presenças, a primeira das quais em 1988, nos Jogos de Seul.

Representou Angola na prova “rainha”, a maratona, sobressaiu-se em 16º lugar alcançado nos Jogos de Sidney, o seu melhor registo de sempre. Figura lendária do hipismo canadiano, o cavaleiro apresta-se a alcançar a marca de 11 participações, já que o seu país ao conquistar a medalha de ouro por equipas nos Jogos Panamericanos, assegurou a qualificação para os Jogos do Rio 2016. Uma marca indelével na vida de qualquer desportista, pelo  menos a este nível.

Natural da cidade de Halifax, Millar participou pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, na altura com 25 anos de idade. O curioso é que Millar ganhou a primeira e única medalha olímpica apenas em 2008, nos Jogos de Pequim, numa prova por equipas. Nos Jogos do Rio, Ian Millar vai ser o atleta mais idoso da Olimpíada e desde a sua estreia falhou a participação nos Jogos Olímpicos de Moscovo, em 1980, devido ao boicote.

O “capitão” espera, entretanto, realizar mais um sonho, mormente, ser o porta - bandeira do seu país. Apesar das suas dez participações, Ian Millar não é considerado o maior atleta da história dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. As  honras vão para o nadador norte-americano Michael Phelps, que conta com o simpático número de 22 medalhas, das quais 18 de ouro, duas de prata e duas de bronze.

No quadro de honra dos melhores atletas olímpicos figura também a ginasta ucraniana, Larissa Latynina, na altura em representação da então União das Repúblicas Socialistas Soviéicas (URSS), com um pecúlio de 18 medalhas – nove de ouro, cinco de prata e quatro de bronze -, só superada por Phelps, após um logo período de 48 anos no topo dos mais medalhados.

Nikolay Andrianov, ginasta, também  notabilizou-se ao serviço da ex -URSS, com a conquista em Jogos Olímpicos de 15 medalhas, enquanto o italiano Eduardo Mangiarotti, considerado pelo COI o melhor esgrimista da história, ganhou 13 medalhas, participou em cinco Olimpíadas e foi porta-bandeira da Itália em duas ocasiões.