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Igor Silva bate recorde em Contra-relógio

João Francisco, Em Portugal - 10 de Agosto, 2014

Igor Silva, estabeleceu ontem um novo "recorde nacional" no Contra-relógio individual de 28,9 km,

Fotografia: Jornal dos Desportos

O tempo de Igor Silva e dos mais rápidos corredores do “crono”, decisivos para determinar o vencedor do evento, é homologado antes da X e última etapa da prova, que termina hoje em Lisboa, depois de sair de Burinhosa, os últimos 167,1 quilómetros da competição.

Igor Silva, que foi o 16º ciclista chamado a lançar a sua luta contra o cronómetro, em perseguição de Isaac Carbonel, por volta das 15h00, deve melhorar consideravelmente o tempo obtido no Contra-relógio de 2013 na distância de 35,3 km, entre Sabugal a Guarda, em que fez o tempo de 0:57s:14, entre 132 corredores, a 8m:08, em relação ao vencedor, que na altura foi o espanhol Marque Alejandro (0:49:06), que este ano não alinhou na 76ª edição.

Ontem, Igor  Silva, em circunstâncias diferentes e, numa distância com 7 km a menos, tinha tudo para entrar na casa dos 30 minutos nos 28,9 km, e estabelecer mais um “máximo” para escrever com “letras douradas” a história do ciclismo angolano na Volta a Portugal.

O espanhol Gustavo Veloso da equipa portuguesa OFM/Quinta da Lixa, que foi o segundo corredor mais rápido no Contra-relógio do ano passado, com 0:49:42, a 36 segundos do vencedor, aguarda apenas a homologação para ser confirmado como o mais rápido da 76ª volta, à semelhança do português Rui de Sousa da Efapel/Grassdrive, terceiro em 2013, a 1m:28s ( 0:50:34) do vencedor na 75ª edição.

ATLETA ESPANHOL
VIRTUAL VENCEDOR

O espanhol Gustavo Veloso, da equipa portuguesa OFM/Quinta da Lixa, que conserva a Camisola Amarela desde a terceira etapa, apesar de ter sido 13º classificado na oitava tirada - vencida inesperadamente pelo ciclista russo Serguey Shilov da equipa Lokosphink- é o virtual vencedor da 76ª Volta a Portugal/Liberty Seguros, a ser coroado hoje em Lisboa.

A Veloso foi atribuído as mesmas 4h48:21 que cronometrou Shilov nos 194 km, entre Sabugal a Castelo Branco, a uma média de 40.368 km/h, por pelo menos 35 ciclistas, terem cruzado a linha de meta em pelotão compacto, diferenciado pela “sapatada” que deu o russo a poucos metros, batendo todos ao sprint.

Em função destes resultados, Gustavo Veloso volou a conservar a liderança, a 28 segundos dos seus mais directos rivais, que são os portugueses Rui Veloso, da Rádio Popular, e Edgar Pinto, da LA Alumínios, a 30 segundos do Camisola Amarela, que deve chegar com ela ao pódio final na capital portuguesa.

Nas atribuições das outras Camisolas, também não há alterações de monta, mantendo-se o outro espanhol, David Vingano, da Caja Rural, o líder da geral por pontos (Camisola Vermelha), seguido de Gustavo Velso  e de Edgar Pinto.

Na geral da montanha (Camisola Azul), vem na frente o português António Carvalho, seguido do espanhol Gustavo Veloso e de Edgar Pinto. O melhor Sub-23, é o colombiano Heiner Parra.


Alejandro Marque ilibado
e processo foi arquivado


Alejandro Marque, vencedor da Volta a Portuga em 2013 ao serviço da OFM-Quinta da Lixa, e que acusou “betametasona” no controlo efectuado durante a competição, vai ser ilibado pela Federação Espanhola de Ciclismo e o processo arquivado.

Perante os resultados anormais apresentados pelo corredor, e depois de ter solicitado por duas vezes informações ao atleta, a UCI enviou em Janeiro o processo para a federação espanhola actuar em conformidade.

Mário Zorzoli, responsável médico pelo departamento anti-doping da UCI, admitia que Marque se tinha dopado. Enviadas as alegações médicas, acompanhadas por uma informação assinada por Martial Saugy, director do Laboratório de Lausane, na qual consta que a “betametasona” pode permanecer até três meses no organismo, e explicando que o argumento da infiltração efectuada semanas antes era plausível, a UCI considerou a decisão correcta por parte da Real Federação Espanhola, em não punir ou penalizar o corredor.

Zorzoli autorizou em Abril que Chris Froome fosse medicado com 40 miligramas de “prednisona” diários por via oral, no decorrer da Volta à Romandia da qual foi o vencedor.

CAMPEÕES
DO MUNDO

Os portugueses irmãos gémeos Ivo e Rui Oliveira, de 17 anos, continuam a dar cartas no ciclismo de pista, desta vez no Mundial de Juniores que decorre na Coreia do Sul.

Ivo Oliveira sagrou-se campeão mundial na disciplina de perseguição individual, ao passo que Rui alcançou a medalha de bronze no scratch.

Esta dupla já tinha somado três medalhas nos recentes Europeus de juniores e Sub-23, que decorreram em Julho no Velódromo de Sangalhos.

Na altura, Ivo tinha alcançado o ouro na perseguição individual e o bronze no omnium, enquanto Rui tinha conseguido o terceiro lugar na disciplina de scratch.