Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

IMEL revalida Taça de Angola

31 de Outubro, 2015

Equipa das estudantes de Economia de Luanda venceram CTL

Fotografia: Kindala Manuel

A equipa feminina de ténis do Instituto Médio de Economia (IMEL) revalidou a Taça de Angola disputada nos courts do Clube de Ténis de Luanda (CTL). As estudantes cilindraram as tenistas do CTL por dois a zero na partida da final. Vânia Lopes e Conceição Dulo não tiveram grandes dificuldades para superar Aléssia Silva e Nádia Costa.

Na primeira partida, Vânia Lopes defrontou Alessia Silva em partida equilibrada. Depois de vencer o primeiro set por 6-4, a estudante encontrou dificuldades no segundo. Diante de si, estava uma adversária transfigurada. Alessia impôs um rigor táctico que impediu a Vânia ganhar os games. Com perdas sucessivas e fraca recuperação, Vânia perdeu o segundo set por 3-6.

No último set, o terceiro, Vânia entrou melhor e cortou todas as investidas da tenista anfitriã. Com o cansaço da adversária à mistura, a estudante coleccionou games a seu favor e derrotou-a por fáceis 6-2.

Noutra partida, Conceição Dulo não teve muitas dificuldades para contornar Nádia Costa. A estudante do IMEL venceu por dois sets a zero com parciais de 6-1 e 6-4.

Nas meias finais, as vencedoras da Taça de Angola eliminaram a equipa Kitangana, da província de Luanda, e as tenistas do CTL deixaram pelo caminho a forte equipa do Sagrada Esperança da Lunda Norte.

EM MASCULINO
Com melhor performance táctico, o Clube de Ténis de Luanda revalidou o título de campeão da Taça de Angola, disputado na última quinta-feira, no seu átrio. Os jovens liderados por Nicolau Monteiro (campeão nacional absoluto) evidenciaram bons performances tácticos que complicaram a equipa do Sagrada Esperança da Lunda Norte.

As duas partidas singulares bastaram ao CTL para erguer o troféu. Nicolau Monteiro, anfitrião, defrontou Euclides Chitem (antiga estrela jovem do Sagrada Esperança) em partida de fraco nível competitivo. Se de um lado havia um jovem promissor, com mais rigor no ataque, do outro lado havia um sénior que pouco tem a dar ao ténis nacional. Em função do desnível, Nicolau Monteiro surrou Chitem por duplo 6-1.

Noutra partida da final, Miguel André encontrou também pouca resistência de Danilson  Bento.

 O tenista do CTL começou a partida com um forte acce que alertou o atleta do Sagrada Esperança. Movidos pela ânsia de vencer, o equilíbrio parecia a tónica dominante.

Miguel André puxou dos galões a experiência e apertou Danilson Bento. Com pouco a fazer, o atleta da equipa da Lunda Norte teve de se render à evidência e perdeu por 3-6.

No segundo set, a tónica manteve-se e o atleta do CTL voltou a vencer pelo mesmo resultado.

Nas meias-finais, o Sagrada Esperança da Lunda Norte eliminou o Clube Bananeiras do Cavaco da província de Benguela. O Clube de Ténis de Luanda beneficiou de estatuto de cabeça de série número um da prova e teve passagem automática.

 A prova organizada pela Federação Angolana de Ténis disputou-se no sistema de eliminatória directa da Taça Davis, que compreende dois jogos em singulares e um de pares a melhor de três sets. A competição encerrou o calendário de actividades da FAT de 2015.


APOIOS
Matias enaltece
as instituições


O contributo das instituições e dos agentes desportivos no cumprimento dos programas da Federação Angolana de Ténis (FAT) tem sido fundamental no desenvolvimento da modalidade no país. O reconhecimento é do presidente da instituição, Matias Castro da Silva, após a disputa da Taça de Angola.

Na cerimónia de encerramento e de entrega de troféus da Taça de Angola, Matias Castro da Silva assegurou que o empenho e a dedicação dos jogadores, treinadores e demais parceiros têm sido fundamentais na concretização dos propósitos da FAT.

“Neste momento, tenho de reconhecer que sem a contribuição e o engajamento de todos os intervenientes, em especial os patrocinadores, não seria possível cumprir com êxitos os planos e programas da Federação. Por isso, os meus agradecimentos a todos os apoiantes que se dedicam em prol do desenvolvimento do ténis”, referiu.

COA  APELA  ENGAJAMENTO

Para chegarem aos Jogos Olímpicos, os atletas nacionais devem atingir níveis competitivos altos, o que se evoca a necessidade de maior engajamento de todos os profissionais. A constatação é do vice-presidente do Comité Olímpico Angolano (COA), Mário Rosa.

Ao falar na cerimónia de encerramento e de entrega de troféus da Taça de Angola em ténis, disputado nos “courts” do CTL, o dirigente desportivo afirmou que só com grande empenho e dedicação dos responsáveis federativos e trabalho aturado dos atletas, em quatro ou oito anos, se pode pensar em chegar aos Jogos Olímpicos.    
  
“É preciso criar as condições e trabalhar para que os atletas nacionais possam atingir, num prazo de quatro ou oito anos, os Jogos Olímpicos. Sei que não é uma tarefa fácil, mas vai ser possível com um grande esforço, trabalho e engajamento das direcções federativas e demais instituições intervenientes”, disse.