Jornal dos Desportos

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Implementao peca por tardia

Silva Cacuti - 17 de Setembro, 2018

Com a implementao, espera-se que venha trazer benefcios enormes para o nosso desporto\

Domingos Torres \"Didi\", membro da comissão instaladora da Federação Angolana de Desporto Escolar, considera que a implementação da Lei do Mecenato já chega tarde em função dos benefícios que pode proporcionar ao desporto angolano.
\"A lei é bem vinda e a sua implementação peca por tardia. Vai contribuir para mitigar algumas dificuldades, onde o Estado não pode intervir na sua plenitude. Não vai resolver tudo. É mais uma lei que vai complementar-se com as outras\", disse.
Didi sustenta que \"a lei vai permitir que os actores intervenham no financiamento ao desporto de várias formas: o Estado de um lado, o patrocinador de outro e ainda o mecenas. Cada um com as suas prerrogativas. Ninguém ofusca ninguém\".
Mário Rosa de Almeida, analista desportivo, refere que \"a lei vem ajudar\" e assinala o facto de ser uma novidade entre nós e, por isso, algumas interpretações equivocadas. Para o antigo secretário-geral do Comité Olímpico Angolano, a necessidade de ter personalidade jurídica para beneficiar da lei vai levar a muitos agentes desportivos a organizarem-se.  \"Ninguém vai beneficiar desta lei sem se registar. E ao fazer o registo tem de respeitar os pressupostos de outras leis, nomeadamente, as nºs 5 e 6 do Desenvolvimento Desportivo\".
Horácio Feijó, vice-presidente da Federação Angolana de Andebol, defende a divulgação da Lei para que os agentes desportivos a possam usar e a prática desportiva generalizar-se.
\"É uma lei que chega no momento certo. Penso que deve ser amplamente divulgada. O nosso desporto poderá crescer, tanto em termos de massificação como de alto rendimento. Com a implementação, espera-se que venha trazer benefícios enormes para o nosso desporto\", comentou.