Jornal dos Desportos

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Ingressos mais baratos

16 de Agosto, 2014

Comité organizador do Rio-2016 pretende reduzir os preços dos bilhetes para que todos possam assistir à competição

Fotografia: AFP

Mais da metade dos ingressos para os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, vai custar menos de 30 dólares e os organizadores planeiam colocar os primeiros lotes à venda no início de 2015. Vai haver sete milhões de entradas para o público, das quais 3,8 milhões serão vendidas por valores inferiores a 30 dólares.

A meta é transformar o evento nos Jogos “mais acessíveis” de sempre. Além dos preços populares, o COI (Comité Olímpico Internacional) garante que vai respeitar a lei brasileira que exige a cobrança de "meia-entrada" para certos grupos.

Em Setembro, a entidade e o Comité Rio-2016 vão revelar todos os detalhes dos preços de cada modalidade, da abertura, do encerramento, do torneio de futebol e de dias como o da final dos 100 metros no atletismo, um dos pontos mais esperados do evento.

“O nosso compromisso é ter um evento com ingressos acessíveis, justo e seguro”, declarou Donovan Ferreti, director de ingressos dos Jogos de 2016. “Alguns dos ingressos que serão colocados à venda custarão menos que uma entrada para o cinema”. Vão ser  concedidos descontos para uma parcela da população que esteja inscrita em algum dos programas sociais do governo, como o Bolsa Família, por exemplo.

O Comité Rio-2016 também vai seguir o exemplo do Campeonato do Mundo e realizar uma parte substancial das vendas pela Internet. O número de ingressos, porém, vai ser duas vezes superior ao que existia para o Mundial. Na Copa foram vendidos 3,1 milhões de entradas. Mas 11 milhões de pessoas fizeram os seus pedidos. Segundo Ferreti, também vai haver sorteio para os Jogos Olímpicos. Para a Parlimpíada, são mais de 1,8 milhões de entradas.

Nos dias que antecedem o início da competição, vários pontos de vendas vão ser instalados para oferecer ingressos durante o próprio evento.

LUGARES VAZIOS

A dificuldade para o COB e o COI, porém, vai ser preenchida com as vagas e arquibancadas para os desportos sem grande repercussão no Brasil. E o problema não seria inédito. Em Atenas-2004, na Grécia, os organizadores foram convocados pelo COI para tentar lidar com as imagens de arquibancadas vazias durante algumas competições.

Para 2016, o número de ingressos à venda será quase dois milhões inferior ao de Londres, em 2012. Naquele ano, 8,8 milhões de entradas foram oferecidas ao público e os preços variavam entre os 20 e 2 mil libras esterlinas. A final dos 100 metros do atletismo, vencida por  Usain Bolt, chegou a custar cerca de 350 libras.

Em Londres, o governo inglês foi obrigado a enviar soldados que estavam de folga para completar os lugares em eventos durante os Jogos Olímpicos e 125 mil entradas foram distribuídos em escolas.