Jornal dos Desportos

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"Invaso" de algas periga realizao dos Mundiais

07 de Agosto, 2014

O presidente da FPC reitera ainda a

Fotografia: Reuters

O presidente da Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix, manifestou-se "bastante apreensivo" pela invasão de algas no Centro de Alto Rendimento (CAR) de Montemor-o-Velho, que podem fazer perigar os Mundiais e a Taça do Mundo de 2015.

"Em 2015 temos dois grandes torneios internacionais, a Taça do Mundo em Maio e o Campeonato do Mundo de Juniores e Sub-23 em Julho, com cerca de 1.000 atletas, a maior prova da canoagem mundial. A minha preocupação é a visita da Federação Internacional de Canoagem (ICF) no final do ano às instalações. Se não estiverem em condições, a ICF pode  invalidar a realização desses torneios", advertiu o dirigente.

Em declarações à Lusa, Vítor Félix revelou "profunda preocupação" com o facto de "há muito" ter feito o alerta e a situação ainda não estar solucionada: "Estou bastante apreensivo relativamente às condições que o CAR apresenta neste momento. ­Existem muitas algas no canal de retorno que prejudicam  a realização de torneios desportivos de canoagem e remo, além de afectar a preparação dos atletas", disse o presidente da ­Federação Portuguesa de Canoagem, Vítor Félix.

"A câmara municipal está a fazer todos os esforços para que a breve prazo seja limpo o canal, evitando o crescimento de algas que já estão neste momento a invadir a pista principal. No entanto, essa situação mantém-se desde Novembro 2013 e gostaríamos de a solucionar o mais breve possível", completou.

Vítor Félix reconhece as "dificuldades financeiras" da autarquia, mas recorda que "face ao investimento de 27 milhões do Estado, da União Europeia e da câmara municipal no CAR, era bom que houvesse uns tostões para resolver a situação".

O dirigente diz que tanto a autarquia como a Fundação do Desporto, que superintende os CAR, estão "a par da situação", mas receia que os "procedimentos burocráticos" compliquem a resolução do problema e assim "manchem a imagem de capacidade e organização da canoagem portuguesa no panorama internacional". O presidente da FPC reitera ainda a "disponibilidade da federação para cooperar" na tentativa de que as "palavras e boas intenções" passem a actos.