Jornal dos Desportos

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Irene Guerreiro reconhece melhorias

20 de Dezembro, 2014

Além da selecção nacional Irene Guerreiro (primeira à esquerda) foi também capitã das equuipas do 1º de Agosto e do Interclube ao longo da sua carreira desportiva

Fotografia: Jornal dos Desportos

A treinadora da equipa feminina do Interclube, Irene Guerreiro, reconheceu o registo de melhorias em alguns aspectos técnicos e tácitos dos petizes, nos jogos do campeonato nacional de sub-14, que decorrem na cidade do Lubango, apesar das queixas de alguns treinadores consubstanciadas na finalização. A prova é disputada sob o signo do equilíbrio, mas peca nos excessos de lançamentos falhados.

Para Irene Guerreiro, “há que melhorar mais e não pensar apenas em querer ganhar os jogos como são as pretensões das crianças”.A antiga capitã da selecção nacional de basquetebol sénior feminina defendeu que o mais importante para os formadores é transmitir a “experiência do que se aprendeu ao longo da carreira desportiva às crianças, para que possam executar no jogo o que se ensinou”. A finalidade do trabalho corrente, “é ter bons jogadores que garantam a hegemonia do basquetebol no continente”.

Para que haja melhorias, Irene Guerreiro realçou a continuidade do trabalho de formação com mais perspicácia e abnegação da parte dos treinadores dos escalões jovens. Na prova que se disputa no Lubango, a antiga atleta do 1º de Agosto e do Interclube apontou, à semelhança de Miguel Lutonda, “um défice grande nos lançamentos e na finalização”.

“Apelo aos colegas de profissão à adopção de medidas no processo de formação. Temos de ser mais exigentes no lançamento. As crianças apresentam deficiências, um mal que se nota em todos os clubes presentes”, disse.Irene Guerreiro aponta a introdução da nova regra nos escalões de formação, como  “responsável” pela deformação dos atletas. Os novos regulamentos permitem o lançamento de três pontos no escalão  iniciados e “toda a criança quer experimentar, levando-o à deformação”.A treinadora do Interclube de Angola afirmou ser necessário prestar atenção a “esses pormenores” para que os petizes não cresçam com dificuldades.

Irene Guerreio defende que é necessário apostar na boa qualidade para que o país “tenha boas selecções nacionais, clubes de seniores fortes e deixem de importar atletas”.

José Afonso “Bababa” defendeu o apoio aos técnicos que trabalham nos escalões de formação nas províncias. Admitiu que os técnicos têm carências de material para levar avante o processo de aperfeiçoamento dos miúdos.

“As debilidades dos adolescentes e das crianças na prova, que decorre no Lubango, tem a ver também com a falta de material de apoio durante os treinos. As equipas das províncias enfrentam muitas dificuldades de ordem material”, disse.