Jornal dos Desportos

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Irmãs Williams provocam multa

19 de Outubro, 2014

Tenistas norte-americanas foram alvo de insinuações do presidente da federação russa

Fotografia: AFP

O presidente da federação russa de ténis, Shamil Tarpischev, foi multado pela WTA por comentários sobre o género das norte-americanas Serena e Venus Williams, mas o governo russo admitiu ontem, recorrer da punição.

Em comunicado, o director executivo do circuito feminino, Stacey Allaster, condenou as declarações do dirigente russo, num programa televisivo, em que deve ter referido às tenistas como “os irmãos Williams”.

“As declarações feitas por Shamil Tarpischev na televisão russa à respeito de duas das maiores atletas da história do ténis feminino são insultuosas, humilhantes e não têm espaço no nosso desporto”, lê-se no comunicado da WTA, que puniu o dirigente com uma multa de 25 mil dólares (cerca de Akz 2.500.000)  e com a suspensão de um ano do circuito.

Entretanto, o ministro dos Desportos da Rússia, Vitaly Mutko, lamentou o sucedido e afirmou que Tarpischev vai recorrer da pena.

“A suspensão por parte da WTA é perturbadora. Tarpischev é uma autoridade no mundo do ténis e eu lamento imenso o incidente, mas nós também temos de perceber se as suas palavras foram interpretadas correctamente e possivelmente atenuar o veredicto da WTA”, afirmou Mutko, citado pela agência noticiosa ITAR-TASS.

MARRAQUEXE
A exclusão do torneio feminino do Portugal Open “esvaziou” o calendário do circuito feminino para 2015, na semana entre 27 de Abril e 3 de Maio, deixa Marraquexe em vias de colmatar a vaga.  O torneio marroquino de Marraquexe está no “hall” para preencher o “buraco” deixado pela prova portuguesa, falta apenas a confirmação definitiva do WTA.

Em 2014, a edição feminina do Portugal Open tinha a vantagem mediática de figurar sozinha no calendário. A exclusão da prova vai  permitir o avanço marroquino, que se disputava na semana anterior.

Na quinta-feira, João Lagos justificou a exclusão do torneio feminino do Portugal Open como uma decisão estratégica para “concentrar  os recursos” na prova masculina.

“É uma decisão que foi tomada já há algum tempo e que vem agora reflectida no calendário. É uma decisão estratégica de interrompermos a realização do torneio feminino para nos concentrarmos no masculino, dada  a austeridade que o país atravessa”, afirmou João Lagos à agência Lusa.