Jornal dos Desportos

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Isinbayeva ameaa ir Justia

25 de Maio, 2016

Atleta russa bicampe olmpica do salto vara

Fotografia: DR

A atleta de salto à vara, a russa bicampeã olímpica Yelena Isinbayeva não aceita ficar de fora dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. Com o atletismo da Rússia suspenso das competições internacionais devido aos casos de doping de atletas, Isinbayeva ameaça recorrer à Justiça caso a decisão da Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF) acerca do atletismo russo seja mantida.

“É uma violação directa dos direitos humanos, é uma discriminação. No caso de uma decisão negativa para nós,  pessoalmente irei a um tribunal internacional em matéria de direitos humanos. E, estou confiante de que vou ganhar”, assegurou a atleta em entrevista à Associated Press.

A Rússia está impedida de competir pela IAAF desde Novembro, após a divulgação de um documento da Agência Mundial Antidoping (Wada) que revelou um esquema sistemático de dopagem de atletas locais. Em Junho, a entidade que rege o atletismo mundial decidirá se vai manter a punição aos russos ou não. Se mantiver a decisão, Isinbayeva não vai poder competir no Rio de Janeiro, mesmo sem estar envolvida nos casos de doping.

“Eu realmente espero que isso tenha um desfecho positivo. Eu mereço, é o meu direito. Os nossos jovens e talentosos atletas, limpos, também merecem. Se eles não forem ao Rio, esperar mais quatro anos será muito tempo”, disse, preocupada também com a nova geração de atletas russos.

Detentora de duas medalhas de ouro olímpicas, Isinbayeva luta para ter a chance de disputar a terceira medalha dourada nos Jogos do Rio. “Estou chateada. É a minha oportunidade de ganhar uma terceira medalha de ouro olímpica e escrever outro capítulo na minha história, mas estou a ser obrigada a pagar pelos erros dos outros”, afirmou.

A saltadora insistiu na tese de que sofre uma violação de seus direitos ao reclamar que o doping não é apenas um problema da Rússia. “Há negatividade sobre a Rússia neste momento, mas o doping não é um problema exclusivamente russo. Atletas dos Estados Unidos, da Jamaica e de outros países falharam em testes e regressaram após dois anos. Somente na Rússia a equipa inteira está banida. É uma violação dos meus direitos”, concluiu.

JANELA OLÍMPICA

Golfista brasileira
perto das Olimpíadas


A golfista brasileira Miriam Nagl ficou perto da vaga olímpica, na segunda-feira. A atleta terminou na sexta posição no PGA Halmstad Ladies Open at Haverdal, na Suécia, etapa do circuito de acesso ao Ladies European Tour (LET Access) e ganhou 14 posições no ranking mundial, passou para o 451º lugar.

Com o resultado da Suécia, Nagl ultrapassou a também brasileira Victoria Lovelady que não passou da primeira fase no torneio, e por isso perdeu duas posições no ranking, caiu para o 464º lugar geral. Na lista das golfistas que vão para a Olimpíada, Miriam aparece na 59ª colocação e a Victoria na 60ª. As 60 atletas mais bem classificadas garantem vaga no Rio 2016.

Apesar de estarem na zona de qualificação para os Jogos Olímpicos, as brasileiras podiam estar melhores colocadas no ranking. Entretanto, com a entrada da norte-americana Gerina Piller no top 15 mundial, todas as outras golfistas caíram uma posição porque Piller devia ser a terceira atleta dos Estados Unidos a  qualificar-se para a Olimpíada e os países com golfistas entre os 15 melhores podem levar até quatro atletas.

Boxe de casa com
mais uma presença


O Brasil encerrou a sua participação no Mundial feminino de boxe em Astana, no Cazaquistão, na segunda-feira. Duas das representantes da selecção brasileira caíram nos oitavos-de-final das suas categorias e Andreia Bandeira garantiu vaga nos Jogos do Rio.

Adriana Araújo, da categoria até 60 kg, venceu a ucraniana Lullia Tsuplakova na sua primeira luta, comandando as acções no ringue, vencendo por 2:0 na decisão dos juízes. Na luta seguinte, a brasileira perdeu para a russa Anastasiia Baliakova. A pugilista euro-asiática dominou o ringue com muita velocidade e agilidade e os juízes atribuíram 3:0 contra a brasileira na decisão.

Apesar da derrota e de ficar mais de um ano sem conquistar uma vitória em competições oficiais, Adriana vai representar o Brasil nas Olimpíadas, ficando com a vaga garantida ao país sede da competição, à convite da Confederação Brasileira de Boxe (CBBoxe).

Medalhista de bronze em Londres-2012, Adriana foi a primeira mulher e segunda atleta do boxe a conquistar uma medalha olímpica. Nos ringues britânicos, a brasileira venceu duas vezes e levou a 100ª medalha da história do Brasil em Jogos Olímpicos.

Além de Adriana, Andreia Bandeira também perdeu na segunda luta da categoria até 75 kg, mas conquistou a vaga olímpica. após Clarissa Shields, dos Estados Unidos, chegar à semi-final do Mundial em Astana. Segunda no Pré-Olímpico continental, Shields garantir a presença por chegar à meia-final do Mundial, deixando Andreia, terceira no pré-olímpico, com a vaga da competição americana.