Jornal dos Desportos

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Jamaica nega falhas no sistema

25 de Agosto, 2013

Doping dos atletas jamaicanos entre os quais Asafa Powell era previsível de acordo com a antiga directora da Comissão Antidopagem da Jamaica

Fotografia: AFP

A Comissão Antidopagem da Jamaica (JADCO) reagiu sexta-feira às acusações de uma ex-directora, que chamou a atenção para deficiências de actuação. Renée Anne Shirley publicou um artigo numa revista jamaicana, em que acusou a JADCO de apenas ter feito um teste antidoping fora da competição, entre Fevereiro e Julho do ano passado, antes dos Jogos Olímpicos de Londres.

 No artigo publicado referiu que eram “previsíveis” os recentes casos de doping, protagonizado pelos velocistas Asafa Powell, ex-recordista mundial de 100 m, e Sherome Simpson, medalhada olímpica nos 4x100 metros.

“Era um desastre que ia acontecer a qualquer instante e todos estavam avisados. Não deram conta do problema que existe” atirou Renée, que disse ainda que o programa anti-doping da Jamaica “é absolutamente inapropriado”.

Na sequência dessas acusações, a Agência Mundial de Antidopagem (AMA) ameaçou a Jamaica de ficar impedida de estar nos Jogos Olímpicos de 2016.

O director-geral da AMA pediu ao governo jamaicano que investigasse as palavras de Renée Anne Shirley com carácter de urgência, caso contrário, o país vai ser impedido de participar em provas internacionais por incumprimento ao código anti-doping.

Sexta-feira, os jamaicanos garantiram que os seus procedimentos estavam de acordo com as normas internacionais e que têm trabalhado em estreita colaboração com a WADA, entidade que em Julho passado visitou a comissão antidopagem jamaicana e mostrou-se satisfeita com os seus procedimentos.