Jornal dos Desportos

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Jean Todt é reeleito presidente

08 de Dezembro, 2013

Jean Todt derrotou o candidato finlandês Ari Vatanen nas eleições passadas para suceder a Max Mosley na liderança da Associação

Fotografia: AFP

Jean Todt conquistou de forma unânime um segundo mandato como presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), a entidade que regulamenta o automobilismo mundial. O francês concorreu sem oposição, porquanto o seu principal rival, o britânico David Ward, deixou a disputa no último mês por falta de apoio.

Todt detalhou a plataforma do seu segundo mandato com um encarte intitulado “The Road Forward” (“A Estrada Adiante”, em tradução livre). A publicação enfatiza a criação de um Fundo para o Desenvolvimento do Desporto a Motor, o crescimento do automobilismo de base e a redução da emissão de carbono em competições.

Todt derrotou quatro anos antes o candidato finlandês Ari Vatanen por 135 a 49 para suceder a Max Mosley, que deixou o cargo depois de 16 anos na função.

ESTREIA ANSIOSA
DE MAGNUSSEN

Kevin Magnussen, confirmado como companheiro de Jenson Button na McLaren em 2014, não escapou das comparações. Antes de se estrear na principal categoria do automobilismo mundial, o piloto tinha o seu nome nas comparações com o de Lewis Hamilton. No entanto, ao contrário da maioria dos pilotos, o dinamarquês mostrou não incomodar-se com a situação.

“O facto de Lewis ter feito exactamente o que estou a fazer é positivo para mim. Isso mostra que a equipa já passou por isso e preparou um novato para a estreia na F-1. O facto de Lewis ter alcançado tanto sucesso não me pressiona. Apenas mostra o que pode ser feito como novato. Isso é realmente encorajador”, afirmou Magnussen.

Hamilton foi o último novato a conquistar um lugar na equipa, em 2007. Na época, surpreendeu ao vencer quatro provas e terminar na segunda posição. No ano seguinte, manteve o óptimo desempenho e tornou-se o piloto mais jovem a ser campeão da categoria.

Ansioso pela estreia, Magnussen considera que vai ter vantagem em 2014 por causa da mudança de regulamentos, o que traz dificuldades não só para ele, mas para todos os competidores.

“Vai ser um desafio para todos, não apenas para mim. Todo o mundo precisa de aprender sobre os carros de 2014. É um bom ano para chegar à F-1. O facto de ter menos experiência que os outros pilotos conta um pouco menos. À semelhança de outros pilotos, tenho de aprender muito e trabalhar duro”, disse.


SORTEIO

Fernando Alonso
receia a Holanda


O piloto espanhol Fernando Alonso, da Ferrari, comentou na última sexta-feira o sorteio do Campeonato do Mundo de 2014 e não perdeu a oportunidade de se referir à Holanda, rival da selecção do seu país na estreia na competição.

“A Holanda deu azar no sorteio”, brincou o bicampeão mundial de Fórmula 1 em Paris, antes de entrar no encerramento de gala da época.
“Não consegui acompanhar o sorteio, mas fui informado que caímos no grupo da Holanda”, disse o espanhol.

O duelo entre Espanha e Holanda vai marcar o reencontro dos dois finalistas da última edição, em 2010, na África do Sul. Na ocasião, Fernando Alonso foi feliz ao ver a equipa do seu país derrotar o adversário por 1 a 0 no prolongamento.

Ao ser informado que, além da Holanda, a selecção espanhola vai enfrentar o Chile e a Austrália, pelo Grupo B da competição, O piloto da Ferrari mostrou-se optimista.

“Está bem. Espero que não soframos muito. O duelo com a Holanda é o mais emocionante”, concluiu.


DOIS PITS
Ross Brawn discorda com a imposição


O ex-chefe da Mercedes, Ross Brawn, é contra a imposição de no mínimo dois pit-stops por corrida na Fórmula 1. O inglês disse não digerir bem a sugestão, que tem como objectivo elevar a movimentação nas boxes, após a decisão da Pirelli de fabricar os pneus mais resistentes na próxima época.
“Podíamos ter normas que falem em pit-stops obrigatórios, mas assim que começa a mexer com a estratégia de um ponto de vista de liderança... Se me dizem ‘que mal há nisso?, não podia responder, mas, intuitivamente, não acho certo”, disse o inglês ao site Autosport, na última sexta-feira.

O engenheiro acha viável a realização de um teste com a nova proposta tendo em conta a situação actual, onde existe a obrigação de um pit-stop para poder utilizar dois tipos de pneus numa corrida.

“Talvez funcione, quem sabe tenhamos de tentar, mas não sou um grande fã”, acredita Brawn. Ross Brawn ainda aproveitou para comentar uma solicitação recorrente dos pilotos da categoria. Os profissionais da F1 desejam ter pneus com pouco desgaste.

“É uma coisa difícil de calcular o quão conservadores os pneus precisam de ser para deixar os pilotos andarem de pé em baixo durante toda a prova. E, se são tão conservadores, vamos parar uma vez só em todas as provas? Tentar criar um pneu com o qual se pode andar no limite e ainda precisar de trocar duas vezes na corrida é uma tarefa muito, muito difícil”, observou.


2013
Piloto Pastor Maldonado
considera o melhor ano


Pastor Maldonado, recentemente contratado pela Lotus, creditou a época’2013 como a melhor da sua carreira. O venezuelano afirma ter aprendido com os erros do passado e tornou-se um piloto mais experimentado este ano.

“Tendo em conta os resultados possíveis e a experiência que tive na F1 nos últimos três anos, acredito que este foi o meu melhor ano”, disse Maldonado ao site Autosport.

O melhor resultado de 2013 do venezuelano foi o décimo lugar obtido no GP da Hungria. O piloto teve neste ano um desempenho inferior ao do seu companheiro da Williams, o finlandês Valtteri Bottas.

“Aprendi muito com os meus erros, principalmente, do ponto de vista técnico. Acredito que vou ajudar muito a minha nova equipa a não cometer os erros do passado. Sinto-me preparado e pronto”, afirmou o venezuelano.

Maldonado acredita que pode adaptar-se facilmente às novas condições e às regras da época de 2014 da F1.“É igual para todos, então, não me preocupo com isso”, sentenciou o piloto que vai fazer dupla com Romain Grosjean na Lotus em 2014.