Jornal dos Desportos

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Jemina Sumgong ausente em Lisboa

01 de Outubro, 2016

Queniana sofreu uma lesão muscular na coxa direita e vai ficar em repouso até ao fim do ano

Fotografia: AFP

A meia maratona Rock’n’Roll de Lisboa, cuja 17.ª edição se realiza amanhã, domingo, sofreu uma baixa de vulto, a queniana Jemima Sumgong, campeã olímpica da maratona no Rio2016, que anunciou ontem a ausência da prova, devido a lesão.

“Tenho muita pena, mas não poderei correr no domingo. Lesionei-me após os Jogos Olímpicos e ainda tentei preparar-me para esta corrida, mas na semana passada agravei a lesão e tomei a decisão de não participar”, disse Sumgong, na conferência de imprensa de apresentação da prova, em Lisboa.

Sumgong, que se tornou no Brasil a primeira queniana a conquistar a medalha de ouro na maratona, era a maior referência da prova deste ano, que tem como ex-libris a Ponte Vasco da Gama, depois de uma lesão ter também afastado o eritreu Zersenay Tadese, recordista mundial da distância.

Mesmo sem Sumgong e Tadese, o responsável máximo pela organização, Carlos Móia, acredita no sucesso do evento, que já bateu o recorde de inscrições na quarta edição da maratona, com um total de 5.000, contanto com mais cerca de 20.000 inscritos na meia maratona e na minimaratona, de 96 países.

Com a ausência de Sumgong, as compatriotas Beatrice Mutai e Margaret Agai, primeira e segunda classificadas no ano passado, assumem-se como as principais candidatas à vitória, numa corrida que contará também com a portuguesa Ana Dulce Félix, 16.ª colocada na maratona olímpica no Rio de Janeiro.
O eritreu Ngusa Amloson, vice-campeão mundial da distância em 2014 e finalista dos 10.000 metros no Rio2016, avisou ontem a concorrência que pretende “voltar a ganhar em Lisboa”, tal como fez há um ano, mas deverá contar com forte oposição do queniano Mosinet Geremew.

Na maratona, que tem partida em Cascais, às 08h30, o queniano Samuel Kosgei, ex-recordista mundial dos 25 km, está na linha da frente em matéria de favoritismo, em conjunto com o eritreu Samuel Tsegay e o queniano Alfred Kering, todos com melhores marcas abaixo de 2:08 horas.

No sector feminino, a etíope Gutemi Shone é a quem apresenta a melhor marca e a única abaixo de 2:24 horas, cotando-se como u ma das principais candidatas ao triunfo, ao lado da compatriota Shanko Genemo, vencedora em Viena, e da queniana Brigid Kosgei, que se impôs em Milão