Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Jenson Button critica piloto britânico

08 de Dezembro, 2015

Jenson Button não fez um bom mundial

Fotografia: AFP

Jenson Button foi companheiro de Lewis Hamilton na McLaren entre 2010 e 2012, disse que a decisão do colega de deixar a equipa de Woking, foi puramente “emocional”. Para o campeão de 2009, Hamilton não tinha como saber se a Mercedes ia tornar-se  mesmo a equipa vencedora que é actualmente.

A decisão de Lewis Hamilton em juntar-se  à Mercedes, foi puramente "emocional" e não com base  num conhecimento prévio do potencial da equipa prateada para o futuro, de acordo com Jenson Button, que dividiu a McLaren com o compatriota entre 2010 e 2012 na F1.

 Hamilton decidiu deixar a McLaren e assinar com a equipa alemã em 2012, logo depois do GP de Singapura, quando acabou destronado da liderança da corrida após mais um problema mecânico no carro. "Lewis é uma das pessoas mais rápidos de todos os tempos, em carro de F1, mas ele não sabia o quanto ainda seria quando assinou com a Mercedes", afirmou Button ao avaliar o cenário daquele fim de temporada."Somos sempre emotivos e ele tomou uma decisão, com base na emoção, mas acabou por ser recompensado", completou.

 Hamilton conquistou dois títulos consecutivos a bordo do carro prateado, sempre insistiu em dizer que sua decisão de trocar a McLaren pela equipa de Stuttgart foi tomada com base nos anos apresentados pelo então chefe Ross Brawn, e também pelo presidente não -executivo Niki Lauda. Ambos o convenceram que o projecto de 2014, com os novos regulamentos, era vencedor.

 Na época em que o britânico da Mercedes assinou o contrato, no entanto, a Mercedes era bem menos competitiva que a esquadra de Woking.  "Não acho que alguém tenha concordado que ele estava a fazer um bom negócio, porque não era a coisa certa, a fazer naquele momento. Mas ele foi e viu a equipa melhorar dramaticamente. Eles fizeram um trabalho incrível, mas ele não poderia ter previsto isso."  "Acredito, na verdade, que ele estava bastante chateado com a situação dentro da McLaren", encerrou.

 Em 2012, a relação entre Hamilton e a equipa inglesa, e especialmente com Ron Dennis, esfriou bastante muito em decorrência dos seguidos problemas de confiabilidade que tiraram do piloto a chance de disputar o título com Sebastian Vettel e Fernando Alonso. Lewis Hamilton conquistou o Campeonato do Mundo, seguido pelo seu companheiro de equipa, o alemão Nico Rosberg, piloto que sonho com título mundial em 2016.

Chefe da Williams está insatisfeito

A chefe -adjunta da Williams, Claire Williams, afirmou que a equipa ficou quase desapontada com o terceiro lugar no Mundial de Construtores.  A equipa de Felipe Massa e Valtteri Bottas partiu para a temporada 2015 como a segunda força da F1, mas acabou atrás da Mercedes e da Ferrari.   

O terceiro lugar no Mundial de Construtores na temporada 2015 da F1 não foi suficiente para satisfazer a Williams.  A chefe -adjunta, Claire Williams ,reconheceu que “existe quase um sentimento de decepção” em Grove.

 A Williams partiu para o Mundial deste ano como a segunda força da F1, mas além de sucumbir a uma Ferrari em ascensão, também perdeu terreno em relação à Mercedes. A equipa de Felipe Massa e Valtteri Bottas fechou o ano com 257 pontos — 136 do finlandês e 121 do brasileiro —, 446 a menos que a equipa alemã e 171 atrás da equipa de Maranello. “Acho que todos sabem que existe quase um sentimento de decepção na Williams, por termos ficado em terceiro”, disse Claire. “Nós queremos vencer todas as corridas e lutar pelo campeonato mundial”, frisou.

Detentora de um histórico vitorioso, a Williams amargou uma longa crise na F1, com o auge a acontecer em 2013, quando a equipa somou os míseros cinco pontos. Na chegada dos motores V6 turbo, a equipa inglesa acertou uma parceria com a Mercedes e deu um grande salto de qualidade, voltou a figurar na parte da frente da grelha.
 
“Nós trabalhamos duro, ao longo dos últimos dois anos, para podermos dar a volta por cima. Nós fizemos muitas mudanças dentro da equipa e felizmente muitas dessas mudanças estão a dar resultado”, comentou. “Nós cometemos alguns erros neste ano que foram bem visíveis para as pessoas e precisamos melhorar a nossa operação para garantir que não vamos cometer esses erros no próximo ano e possamos continuar a melhorar em 2016”, concluiu.

ATLETISMO
Tatyana Andrianova punida por doping

 A corredora russa  vai ser banida por dois anos do atletismo,  de acordo com informações divulgadas pela IAAF no domingo. Conforme a Federação, a atleta vai sofrer a punição depois de um teste antidoping, feito durante o Mundial de Helsínquia, em 2005. A russa recebeu um resultado positivo para a substância proibida Stanozolol, um esteroide anabolizante usado por fisiculturistas. Com a sanção, Andrianova perde a sua medalha de bronze conquistada nos 800 metros do Campeonato Mundial de 2005. A suspensão  vigora por dois anos, de 22 de 09 de 2015 até 21 de 09 de 2017.