Jornal dos Desportos

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Joo Mulima instrutor da CAF

Silva Cacuti - 14 de Março, 2019

Joo Mulima, primeiro angolano a assumir as funes de instrutor da CAF

Fotografia: Jornal dos Desportos

Angola conta com um médico inscrito no quadro de instrutores da Confederação Africana de Futebol (CAF) desde o princípio do mês corrente. Trata-se de João Mulima, especialista e director do Instituto Angolano de Medicina Desportiva.
O instrutor da CAF é um oficial responsável por validar as condições médicas nos eventos sob a égide da instituição. Entre as competências, destacam-se a realização de testes anti-doping (se solicitados), participação das acções de formação organizadas pela Confederação, confirmação das idades dos atletas nos jogos sob a égide da CAF, entre outras.
A indicação para o cargo deixa orgulhoso João Mulima, na medida em que se eleva o nível de realização do seu trabalho, depois de várias missões a acompanhar as equipas e as selecções angolanas.
"Deixa-me sim muito orgulhoso. Do ponto de vista prático, não traz novidade. Não há nada que venhamos a fazer que não tenhamos feito em Angola ou nas missões anteriores. O orgulho está em sentirmos que demos um passo a mais, ascendemos na categoria do exercício. Não é tanto em relação ao que se faz, mas onde estamos a fazer, o nível em que desempenhamos essa tarefa. É outra forma de representar o país", assumiu.
João Mulima estreou-se nas novas tarefas no sábado ao ser indicado instrutor no jogo da Liga dos Campeões Africanos entre o Ismaily SC do Egipto e TP Mazembe do Congo Democrático.
João Mulima, primeiro angolano a assumir as funções de instrutor da CAF, considera como desafio a necessidade de abrir as portas para que outros angolanos cheguem a tais patamares.

CURSO
DE CERTIFICAÇÃO

Angola vai ter o maior número de médicos participantes no curso de certificação e validação de testes a ser promovido pela Confederação Africana de Futebol (CAF) e a Federação Internacional de Futebol (Fifa) nos próximos dias 19 e 20, na cidade do Cairo, Egipto.
Para esta formação estão inscritos os médicos Maria Stella Cristiano, Pedro Essaka e João Mulima, segundo o director do Instituto Angolano de Medicina Desportiva. Angola é o único, dentre os 22 países representados na formação, com três médicos candidatos. Com dois estão a Argélia, Camarões, Egipto e Tunísia. Costa do Marfim, Burundi, Costa do Marfim, RDC, Gabão, Ghana, Marrocos, Nigéria, Senegal, África do Sul, Tanzânia e Zâmbia vão enviar um médico cada.
João Mulima justificou a primazia angolana com a acutilância do país na realização, não só de testes, mas também de palestras e outras acções de formação e de sensibilização em torno do anti-doping no desporto.
Angola apresenta uma média de 10 testes anti-doping por ano, informou.