Jornal dos Desportos

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Jorge Lorenzo prev evoluo da Honda

14 de Abril, 2016

Para incio da fase europeia Jorge Lorenzo cobrou equipa de Iwata a caminho de Espanha

Fotografia: AFP

Jorge Lorenzo avaliou que a Honda  melhorou a electrónica ao longo das primeiras três provas do ano e cobrou a reacção da Yamaha. O espanhol afirmou que a fábrica dos três diapasões precisa de mostrar vontade e ambição.

As vitórias de Marc Márquez na Argentina e em Austin já acenderam a luz de alerta na Yamaha. A marca dos três diapasões abriu o ano como favorita, mas viu a rival nipónica superar uma pré-temporada bastante difícil e engatar uma sequência de duas vitórias.

 A caminho de Espanha para o início da fase europeia da temporada, Jorge Lorenzo cobrou a equipa de Iwata publicamente e pediu para que a equipa melhore a electrónica da YZR-M1, vista por ele como ponto fraco da moto.

A partir deste ano, a MotoGP utiliza software e hardware padrão em todas as motos, o que dificultou um pouco a vida das equipas de fábrica, que contavam com um pacote electrónico mais avançado.

"Dúvidas? Depende da ambição da Yamaha em melhorar a moto. Veremos se tem a vontade e a ambição de melhorar durante a temporada, porque a Honda parece ter”, comentou. “Se melhorarmos a electrónica, que é nosso ponto fraco, poderemos recuperar esses pontos nas corridas da Europa. Se eles continuarem a melhorar, será mais complicado”, ponderou.

  “Ao contrário da Honda, nós começamos muito bem e mantivemos essa moto sem grandes melhoras, mas a Honda começou mal e pouco a pouco está a aproximar-se”, apontou. “Espero que a Yamaha não se conforme e melhore tanto a electrónica quanto o feeling que temos com os pneus”, encerrou.

BICAMPEÃO
RECORDA MUNDIAL


Marc Márquez colocou o título de 2013 como o mais bonito, já que ninguém esperava vê-lo campeão da MotoGP no ano de estreia. O corredor espanhol afirmou que não é movido por recordes, mas quer voltar à lutar pela Torre dos Campeões.

Marc Márquez tem só 23 anos, mas  tem uma carreira para lá de memorável. Detentor de quatro títulos mundiais — um nas 125cc, um na Moto2 e dois na MotoGP —, o jovem espanhol não tem dificuldades em escolher a sua conquista mais bonita: a de 2013.

 Antes de seguir para Austin para o GP do fim de semana, Marc esteve em São Paulo a convite de Honda e Estrella Galicia 0,0 para participar de um evento com a imprensa e não titubeou na hora de apontar o primeiro título na divisão principal do Mundial de Motovelocidade como a sua conquista mais bonita.

 Questionado se esperava ser campeão da MotoGP logo no seu primeiro ano, Márquez respondeu: “Não. Não, não”. "O primeiro campeonato foi o mais bonito, porque ninguém esperava. Nem eu, nem a equipa, nem a Honda e nem o público”, avaliou.

“Foi o mais bonito, por isso, porque chegamos à vitória, fizemos pódios pouco a pouco e chegamos ao final do ano com chance de ganhar o campeonato. E ganhamos”, recordou.

  Mesmo satisfeito com os rumos da carreira até aqui, Márquez rejeitou o rótulo de sucessor de Valentino Rossi no livro dos recordes e garantiu que não se preocupa em superar os números do italiano.

  “Valentino foi uma referência para muitos pilotos, por tudo o que fez, por tudo que conseguiu, pelos recordes e também por todos os fãs que move, mas no final bater recordes não é o que mais me importa”, afirmou.

“A cada ano, temos de sair com a mentalidade de ganhar, mas pouco a pouco, você também tem de aprender com todos os erros — como os do ano passado —, com toda a experiência — também como as do ano passado — e a cada ano temos rivais diferentes”, seguiu.

  “Em 2013 foi Jorge Lorenzo, este ano ainda não há um rival definido, mas espero poder ter um rival para lutar pelo título, porque isso mostra que estamos na luta”, comentou. “Parece que vai ficar entre Rossi, Lorenzo, Dani Pedrosa e eu, teremos um campeonato divertido. Tomara consigamos lutar e bater mais recordes”, completou.