Jornal dos Desportos

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Kimi Raikkonen projecta recuperação

04 de Julho, 2015

GP da Inglaterra é disputado hoje em Silverstone e Kimi Raikkonen optimista num bom desempenho

Fotografia: AFP

Quarto colocado no Mundial de Fórmula 1, o finlandês Kimi Raikkonen vem de uma corrida decepcionante no GP da Áustria, no último dia 21, quando se envolveu num acidente com Fernando Alonso e teve de abandonar a prova prematuramente. E é por isso, que o piloto da Ferrari conta com a recuperação no GP da Inglaterra, em Silverstone, que acontece amanhã.

“É uma nova corrida, um fim de semana diferente. Não importa se você teve um acidente. Obviamente, foi mau para nossa corrida, mas é parte do jogo. Não interfere nesse fim de semana de forma alguma. Já tive acidentes antes e provavelmente vou ter no futuro, você paga o preço quando as coisas não dão certo”, declarou.

Raikkonen tem 72 pontos no Mundial, bem atrás do líder Lewis Hamilton (169), de Nico Rosberg (159) e de seu companheiro Sebastian Vettel (120). O finlandês já abandonou duas provas na temporada e subiu ao pódio somente uma. O desempenho irregular, no entanto, não mudou a  opinião em relação à evolução do carro da Ferrari do ano passado para este.

“Melhoramos o carro e ainda é um óptimo carro. Provavelmente não rápido o suficiente para desafiar a Mercedes, o tempo todo, mas é um carro muito bom e é uma grande evolução do ano passado. As coisas dão errado às vezes, mas não significa que você de repente odeia o carro ou não gosta dos ajustes. É apenas parte do jogo. Como disse, é um bom carro e obviamente ainda queremos melhorar para sermos mais rápidos”, disse. Kimi Raikkonen                                 

SAÍDA DE ALONSO

 Depois de cinco temporadas, o espanhol Fernando Alonso, deixou a Ferrari no ano passado e rumou para a McLaren, que tinha acabado de reatar a parceria com a Honda. Em seu lugar, a Scuderia contratou o alemão e tetracampeão Sebastian Vettel, vindo da Red Bull. O chefe da equipa, Maurizio Arrivabene, assegura que a mudança foi positiva, pois acredita que já estava na hora de Alonso deixar Maranello.

“Fernando sempre será uma parte da história da Ferrari, mas era óbvio, que tinha chegado o momento de nos separarmos dele. Não me arrependo de nada”, explicou o italiano, que rasgou  elogios ao alemão, campeão do GP da Malásia. “Vejo que Sebastian, assim como Fernando, é rápido e muito trabalhador, ganhou o título antes e quer ser campeão de novo. Está bem assentado na equipa”, acrescentou.

Nos cinco anos de Ferrari, Alonso venceu 11 corridas, mas nenhum título. Foi três vezes vice -campeão para Vettel,  em 2010 e 2012 o Mundial de Pilotos foi decidido na última prova. Apesar do pífio desempenho da McLaren neste início de temporada, Alonso criticou a antiga equipa, destacou que a Ferrari não fez progresso real em relação ao ano passado e a distância da líder Mercedes ainda é a mesma.

“Alonso pode dizer o que quiser. Pode falar sobre ele nos próximos dez anos, mas a equipa está por cima disso. O capítulo acabou. A situação ficou mais tranquila e a equipa começou a acreditar em si mesma de novo. O resto não me interessa”, completou Arrivabene.




ESTA TEMPORADA
Alterações estão à vista


Os pilotos avançam hoje para mais uma sessão de treinos livres e qualificativos do GP Inglaterra conscientes da existência de alterações nos regulamentos que podem entrar em vigor ainda esta temporada.

A reunião do denominado "F1 Strategy Group" resultou num conjunto de sugestões para melhorar a competitividade da disciplina e algumas delas – assim recebam aprovação do Conselho Mundial – podem passar à condição de regra ainda no decorrer desta época.

Uma das alterações deve, aliás, entrar em vigor já no GP Bélgica, no final de agosto.

As ajudas aos pilotos serão reduzidas a partir da corrida a disputar em Spa Francorchamps, nomeadamente no que diz respeito às partidas. "Estas medidas dão ao piloto total controlo do carro [no momento do arranque]", garantiu a própria FIA, existindo também a intenção de diminuir o tipo e a qualidade de informação – algo que tinha sido ensaiado em 2014 – que é passada ao piloto durante a prova. Ou seja, as "boxes" vão dar menos dicas, obrigando os pilotos a lidar de outra maneira com os dados que têm à disposição.

Na mira do grupo de estratégia (onde estão as seis principais equipas mais Ecclestone e Jean Todt, presidente da FIA) estiveram ainda as penalizações a quem já ultrapassou o número limite de motores (4) e a hipótese de alteração do programa do fim de semana de um Grande Prémio. Aqui, as alterações só entram em vigor em 2016 e podem passar por... uma "sprint race" no sábado. Algo ainda bastante indefinido, até porque não ficou claro que tipo de pontuação teria esta corrida mais pequena do que o GP.

O dia de ontem ficou marcado pelo apoio de Sebastian Vettel e Kimi Raikkonen, dizendo esperar que o finlandês continue na Ferrari.

Houve ainda a divulgação de uma benesse – a Honda pode usar mais um motor nos McLaren antes de receber penalização. Fernando Alonso e Jenson Button podem assim utilizar cinco unidades e não quatro.

MUDANÇAS PREVISTAS
-As ajudas aos pilotos vão diminuir já a partir do GP Bélgica, em Spa Francorchamps, no fim de semana de 23 de agosto. Haverá mais restrições à utilização de tecnologia dentro do carro e também serão reduzidas as informações via rádio

-As penalizações por troca de motor devem passar apenas por baixa de lugares na grelha. Acabam situações como a de Jenson Button na Áustria, quando saiu de último e ainda teve de cumprir um "stop and go"

-O formato do fim de semana dos GP muda em 2016. Pode haver uma "sprint race" no sábado.