Jornal dos Desportos

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Klitschko mantém cinturões

05 de Março, 2012

O ucraniano Wladimir Klitschko manteve sábado o título mundial dos pesos pesados

Fotografia: AFP

O ucraniano Wladimir Klitschko manteve sábado o título mundial dos pesos pesados de quatro organizações do boxe ao pôr KO no quarto assalto o francês Jean Marc Mormeck, num combate realizado em Düsseldorf, na Alemanha. Klitschko dominou o combate desde o início.

No primeiro assalto, o francês enveredou pela luta corpo a corpo, mas o ucraniano manteve a distância e focou no jab de esquerda. No segundo assalto, o campeão foi para o ataque e Mormeck teve a primeira queda após uma sequência de golpes. A última foi no quarto assalto, quando ele não conseguiu levantar-se e foi decretada a vitória de Klitschko.

Com a vitória, o ucraniano completou 57 vitórias em 60 combates, 50 por KO. Tem três derrotas. Invicto desde 2004, ele tem os títulos da Associação Mundial de Boxe, da Organização Mundial de Boxe, Organização Internacional e da Federação Internacional de Boxe. O seu irmão, o também pugilista Vitali Klitschko, é campeão mundial pesos pesados por outra associação: Conselho Mundial de Boxe.

Britânica deixa cargo
por sonho olímpico


Amanda Coulson tinha apenas 14 anos quando acompanhou a polémica da criação do boxe feminino na Grã-Bretanha: duas garotas da sua faixa de idade queriam enfrentar-se no primeiro combate da modalidade, mas eram bombardeadas por críticas da opinião pública.  Assim, decidiu que gostava de praticar esse desporto tão contestado no universo feminino. Licenciou-se para se dedicar totalmente aos treinos. O objectivo é fazer história com uma medalha olímpica de ouro.

Pela primeira vez, o boxe feminino tem representantes numa edição de Jogos Olímpicos. A sorte sorriu para Londres’2012. A 150 km, em Leicester, Emma Brammer, de apenas 14 anos, venceu Andrea Prime, menos um ano, em 18 de Março de 1998, no primeiro combate da modalidade no Reino Unido. Isso serviu de inspiração a Amanda Coulson, que acompanhou pelos jornais a polémica. Para se ter uma ideia, o boxe feminino amador era algo proibido até Outubro de 1997.

O que a Associação Médica Britânica ironizou como “direito de ter dano cerebral” e que foi classificado por Frank Maloney, empresário do campeão dos pesos pesados, Lennox Lewis, como “uma aberração”, encantou Amanda Coulson. “Pensei muito e concluí que essa podia ser eu”, revelou à imprensa Coulson, durante a sessão de treino da selecção britânica.

Desde então, passaram 15 anos de treino e de competição, o suficiente para ganhar prestígio na Grã-Bretanha. A possibilidade de fazer história nos Jogos Olímpicos de Londres fê-la abrir mão do emprego na Polícia. “Sou operadora de comunicações. Portanto, mando os oficiais de Polícia às missões e. faço todas as operações nos bastidores”, contou.

Coulson parou de cumprir a função em Janeiro, quando conseguiu dois anos de licença para o desporto.
“Se não tivesse feito isso, era muito difícil concentrar-me a 100 por cento no boxe. Para me dar mais oportunidade, decidi dar pausa no trabalho e concentrar-me totalmente nos Jogos Olímpicos de Londres”, disse Coulson.

A pugilista conseguiu beneficiar de um programa do governo britânico e, actualmente, recebe bolsa pelos treinos e resultados em competição. O valor é bem inferior ao que estava habituada a ganhar, quando actuou nos bastidores das acções da Polícia. “Não estou a fazer tanto dinheiro quanto fazia com o meu trabalho, então tive de encontrar outros patrocinadores para ajudar a encontrar mais dinheiro e tornar possível realizar o meu sonho olímpico”, disse Amanda Coulson.