Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Kostner nega relação com doping

03 de Dezembro, 2014

O Comité Olímpico pede suspensão de 51 meses a Kostner, o ex-namorado está a cumprir 42

Fotografia: AFP

Medalhista de bronze na patinação artística nos Jogos de Inverno de Sochi/2014 , a italiana Carolina Kostner,  está a ser acusada pelo conselho antidoping do Comité Olímpico Italiano, de  ajudar o ex-namorado Alex Schwazer, campeão olímpico da marcha atlética, a  dopar-se  antes dos Jogos de Londres/2012.O caso está a causar grande repercussão na Europa e a patinadora quebrou o silêncio ontem, e afirmou  que nada tem a ver com o doping do então namorado. “Se eu soubesse que o Alex estava  a dopar-se tinha o convencido a confessar, para a própria saúde dele”, garantiu a patinadora, em entrevista ao jornal Fatto Quotidiano. Kostner é uma das principais patinadoras da actualidade e ganhou medalhas em seis Mundiais desde 2005, foi campeã em 2012, vice no ano passado e bronze em 2014.

“Ser acusada de cúmplice é intolerável, para mim. Eu nunca me dopei, nunca ajudei Alex a  dopar-se  e eu não sabia de nada até o resultado positivo. Como podem eles pedirem uma punição maior do que a de atleta que se dopa?”, questiona a italiana. De facto, o Comité Olímpico Italiano pede uma suspensão de 51 meses a Kostner, enquanto o seu ex-namorado está a cumprir uma suspensão de 42 meses. Schwazer, ouro nos 50 quilómetros em Pequim/2008 testou positivo para o hormónio sintético EPO num exame surpresa antes dos Jogos de Londres, foi afastado da delegação italiana antes de competir. O atleta admitiu o doping e abandonou o desporto.

O ex-marchador admitiu que se consultou com Michele Ferrari, o médico que depois veio a ser o centro do escândalo de doping de Lance Armstrong. Kostner foi com o então namorado à consulta com o médico, mas assegura que não sabia que ele se dopava. Ela também admitiu que mentiu  aos inspectores da Wada (Agência Mundial Antidoping) negando que Schwazer estivesse na casa dela em 30 de Julho de 2012, dias antes de ele falhar num teste surpresa.“Eu apenas tive alguns segundos para decidir o que fazer. Eu menti porque ele pediu, mas eu nunca, nunca, o encobri, porque eu não tinha ideia do que estava a acontecer”, afirma Kostner. “Ele explicou que era para ajudar na respiração. Eu estava feliz que ele finalmente foi me ver por dois dias (na Alemanha) e eu não queria perder tempo a discutir isso.”