Jornal dos Desportos

Director: Matias Adriano
Director Adjunto: Policarpo da Rosa
Modalidades

Kristof Milak quebra recorde de Michael Phelps

27 de Julho, 2019

Fotografia: AFP

O jovem húngaro faz história. Com apenas 19 anos de idade, supera o norte-americano que era o responsável pelo recorde de 200 metros de nado borboleta, desde 2001. Kristof Milak tinha 13 meses, quando Michael Phelps conquistou o primeiro recorde mundial nos 200 metros de nado borboleta. Durante a maior parte dos 18 anos seguintes, na sua terra natal, Hungria, Milak estudou vídeos das corridas de Phelps e olhou as imagens em busca de dicas de como refinar a técnica de estilo borboleta.

A má qualidade das fitas impedia Milak de captar muita coisa, lamentou o jovem. Numa corrida que Phelps assistiu online, Milak  de 19 anos venceu em 1min50s73, quebrou o recorde mundial e tornou-se no primeiro homem não chamado Phelps a conquistá-lo desde 2001, um período de 18 anos, 3 meses e 24 dias.Milak terminou os primeiros 100 metros em 52s88  (a mesma marca registada por Phelps em 2009, quando baixou o recorde pela última vez)   e fez os 100 metros finais 0,78 segundo mais rápido que Phelps.

"Por mais frustrante que seja, ver esse recorde cair, não podia estar mais feliz em ver como ele fez isso", disse Phelps que venceu o evento  em três Jogos Olímpicos e rebaixou o recorde mundial sete vezes."Os últimos 100 metros desse garoto foram incríveis. Montou um óptimo butterfly (borboleta) 200 do começo ao fim", exaltou.

Milak estabeleceu o recorde mundial de 1min53s79, em 2017, ficou em segundo na marca de 100 metros, a 0,33s de Chad le Clos, da África do Sul, que perturbou Phelps para conquistar o ouro nos Jogos Olímpicos de 2012. Milak disse que teve um vislumbre de Le Clos, que estava a duas pistas de distância, quando terminou o segundo turno."Mas uma vez que fiz os meus remates a golfinho, comecei a concentrar apenas em mim. Não pensava em mais nada, apenas no ritmo que pratico no treino", disse Milak.

Respirando a cada braçada (o mesmo que Phelps), Milak distanciou-se do campo com cada braçada longa e poderosa. No momento em que Milak virou na marca de 150, estava quase meio segundo abaixo do ritmo do recorde mundial e bem à frente do campo. Daiya Seto, do Japão, terminou em segundo lugar, em 1min53s86. Le Clos ficou em terceiro, em 1min54s15.

Depois que o tempo de Milak foi apresentado no placar, arrancou o boné e os óculos de protecção, em um só movimento, bateu na água e sentou-se numa linha de caminho com os braços estendidos como se dissesse: "Ta da"."Realmente não esperava bater o recorde, mas estava preparado para isso", disse.

Milak treina em Budapeste, Hungria, onde os companheiros de equipa incluem Katinka Hosszu, que ganhou quatro medalhas, dos quais três de ouros, nos Jogos Olímpicos de 2016 no Rio de Janeiro. Ele descreveu Hosszu como o nadador que mais admira, por causa da ética de trabalho. O cabelo de Milak ainda estava molhado do seu recorde de natação, mas já olhava adiante."Agora, será muito mais difícil estabelecer um novo recorde pessoal\", disse.